Pacote de 10 ministros tem PMDB e 3 mulheres

Estadão

09 Dezembro 2010 | 10h41

Dilma confirma as 5 pastas do partido aliado, Transportes para PR e duas petistas

Eugênia Lopes e João Domingos – O Estado de S.Paulo

De uma vez só a presidente eleita, Dilma Rousseff, anunciou ontem o convite a dez novos integrantes de seu ministério. Entre eles, os cinco apadrinhados pelo PMDB, o do PR, três nomes do PT, sendo duas mulheres, e uma sem filiação partidária, a jornalista Helena Chagas, futura ministra da Comunicação Social de governo.

 São estes os ministros confirmados ontem à noite por Dilma, por intermédio de nota oficial: Maria do Rosário (PT), para a Secretaria de Direitos Humanos, o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), que será ministro das Comunicações, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN)) para o Ministério da Previdência, senador Edison Lobão (PMDB-MA), que retornará ao Ministério de Minas e Energia, deputado Pedro Novais (PMDB-MA), para o Ministério do Turismo, Wagner Rossi (PMDB-SP), que permanecerá à frente da Agricultura, senador Alfredo Nascimento (PR), que voltará ao comando do Ministério dos Transportes, ex-governador Moreira Franco (PMDB-RJ), na chefia da Secretaria de Assuntos Estratégicos e a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que assumirá o Ministério da Pesca.

A decisão de Dilma em dar prioridade às negociações com PMDB, PT e até aliados menores na composição de seu ministério abriu uma crise com o PSB. O presidente nacional do partido e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, não conseguiu bater o martelo sobre o espaço do partido no governo.

Depois de eleger seis governadores e ampliar sua bancada na Câmara de 27 para 34 deputados, os socialistas reivindicam três ministérios no governo Dilma Rousseff. Campos, que ficou dois dias em Brasília, voltou ontem para Pernambuco sem conseguir se reunir com a presidente eleita para acertar o espaço do PSB na Esplanada. Hoje, o PSB detém duas pastas: Ciência e Tecnologia e Portos.

Capilaridade. Nas negociações com a presidente eleita, a cúpula do partido pleiteou um ministério com mais capilaridade. Foi prometida a pasta da Integração Nacional. O nome apresentado foi o do ex-prefeito de Petrolina Fernando Bezerra Coelho. A secretaria de Portos também deve continuar nas mãos do PSB. O candidato é o deputado Marcio França (SP).

Para acomodar o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, no Senado, Dilma deverá nomear o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) para o ministério. Dutra é o suplente e assumirá uma vaga no Senado.

“Estou à disposição se for convocado para uma função que tenha harmonia com o meu trabalho e eu possa servir ao Nordeste”, afirmou ontem Valadares. Ele disse que não foi convidado para assumir nenhuma pasta até agora. Mas admitiu que foi sondado para eventualmente comandar o Ministério da Micro e Pequena Empresa, que será criado por Dilma. “Não cai bem ir para esse ministério. A opinião pública pode entender que ele será criado apenas para fazer uma acomodação política”, disse.

Além do PSB, o PMDB também sai insatisfeito com as vagas que conquistou. Os peemedebistas alegam que os cinco ministérios que vão comandar a partir de 1.º de janeiro são bem menos importantes que os atuais.