Uma bomba na abertura
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Uma bomba na abertura

Memorando da CIA narra reunião em que Geisel autorizou Exército a executar "subversivos perigosos", cujas mortes seriam submetidas ao crivo de Figueiredo, chefe do SNI e seu sucessor na Presidência. Revelação muda história.

José Nêumanne

10 Maio 2018 | 17h38

Em 15 de março de 1979, Geisel dá posse ao sucessor e cúmplice na execução de inimigos, Figueiredo. Foto: Divulgação

Um petardo atômico de efeito retardado atingiu em cheio a história oficial da abertura democrática durante os dois últimos governos do regime militar. A CIA revelou documento de seus arquivos registrando uma reunião do general Ernesto Geisel, então presidente da Republica, com seus colegas de farda Milton Tavares de Souza e Confúcio Danton de Paula Avelino, um saindo e o outro entrando no Centro de Inteligência da força, e o diretor do SNI, João Figueiredo. Conforme relato dos americanos, Milton contou ao chefe que 104 inimigos do regime haviam sido executados por ordens superiores no governo de Emílio Medici e perguntou se essa política teria sequência. Geisel autorizou a continuação e encarregou Figueiredo de decidir quais “subversivos perigosos” seriam executados e quais seriam poupados. Este foi um dos comentários meus no Estadão no Ar, programa da TV Estadão, ancorado por Emanuel Bomfim, transmitido do estúdio no meio da redação do jornal e retransmitido pelas redes sociais Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook na quinta-feira 11 de maio de 2018, às 17 horas.

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