Tribunal que se respeita
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Tribunal que se respeita

TRF-4, de Porto Alegre, manteve condenação de Lula em julgamento técnico, breve e sem discurseira para enganar trouxa, ensinando como STF deveria julgar, mas am trazer esperanças de algo mude a respeito.

José Nêumanne

26 Março 2018 | 17h58

Sem estardalhaço, delongas nem firulas retóricas, TRF-4 manteve condenação de Lula, como era esperado. Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4

O TRF-4 de Porto Alegre deu uma lição de como um tribunal que se respeita age num caso óbvio, apesar de momentoso, como o é o da condenação e do início da execução da pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em primeiro lugar, tinha expediente rotineiro em plena segunda-feira, dia da semana em que o STF nunca trabalha e só vai dará expediente 12 dias depois de terem seus membros, com a anuência cúmplice da presidente, Cármen Lúcia, esticado as férias (que pela lei já são privilegiadas, pois começam depois da quarta-feira antes da Semana Santa). E também porque os desembargadores repetiram o que fizeram na sessão em que confirmaram a condenação e aumentaram a pena do multirréu, proferindo votos técnicos e facilmente compreensíveis, porque não precisam enganar ninguém. Este foi um dos comentários que fiz no programa Estadão às 5 da TV Estadão, ancorado por Emanuel Bomfim, transmitido do estúdio no meio da redação do jornal e retransmitido pelas redes sociais Youtube, Periscope Estadão, Twitter e Facebook na segunda-feira 26 de março de 2018, às 17 horas.

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