Tragédia em Manhattan
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Tragédia em Manhattan

Reação agressiva de Trump ao atentado de Nova York é como jogar gasolina na fogueira

José Nêumanne

01 Novembro 2017 | 11h33

Presidente imagina ser possível isolar EUA como o fez policial na rua Foto: Martin Speechley/NYPD via AP

Infelizmente a insanidade do gênero humano parece não ter fim e ainda vamos ter de conviver muito com o tipo de loucura e fanatismo que levou o motorista de 29 anos atropelar e matar pelo menos oito pessoas nas proximidades do monumento às vítimas do atentado das Torres Gêmeas, em Nova York.. Só temos é de reagir com firmeza e não deixar que isso nos atinja a ponto de comprometer os pilares da tolerância e do convívio livre e respeitoso. Trump comentou a tragédia nas redes sociais: “Acabo de ordenar a Departamento de Segurança Interna o reforço do nosso programa de revisão já extremo”. Em outro post registrou: “Ser politicamente correto é bom, mas não para estes casos!” A reação de Trump é estúpida, preconceituosa e só funciona como jogar gasolina na fogueira. É justamente desse tipo de ação de governantes que temos de repelir e rejeitar.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 1.º de novembro de 2017)

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 1.º de novembro de 2017 Quarta-feira

Pelo menos 8 pessoas morreram e 11 ficaram feridas quando um motorista em uma caminhonete avançou ontem  sobre ciclistas e pedestres no sul de Manhattan, em Nova York. Até quando a humanidade terá de conviver com esse tipo de insanidade?

Este foi o primeiro atentado terrorista com mortes na cidade desde o 11 de setembro de 2001. Segundo a polícia, o motorista gritou Allahu akbar (Deus é o maior) quando saiu do veículo carregando duas armas sem munição real.

Segundo a polícia, o motorista gritou Allahu akbar (Deus é o maior) quando saiu do veículo carregando duas armas sem munição real.

Atingido por um oficial no abdômen, ele foi preso e levado a um hospital. A polícia não revelou a identidade do autor, apenas sua idade, 29 anos. De acordo com a NBC News, ele é originário do Usbequistão e imigrou para os EUA em 2010. Mas a rede de TV ABC disse que ele se chama Sayfullo Saipov e é da cidade de Tampa, na Flórida.

O atentado ocorreu pouco depois das 15 horas (17 horas em Brasília), quando o motorista invadiu com a caminhonete uma ciclovia ao lado do Rio Hudson. O trajetória foi interrompida quando o veículo se chocou com um ônibus escolar, a quatro quadras do World Trade Center. A região do ataque foi isolada por um cordão a cerca de 100 metros do local da ação. Havia pelo menos 200 policiais no entorno. Cães farejadores inspecionavam carros parados e, no fim da tarde, 2 helicópteros rondavam a região.

“Há uma sensação de choque”, disse ao Estadão/Broadcast a enfermeira Patricia Logan, que é natural da Flórida e estava em Nova York para uma entrevista de emprego. Ela contou que estava saindo do Memorial do 11 de Setembro quando viu a aglomeração. “Eu pensei que era alguma festividade de Halloween. Mas não, é tudo real. Infelizmente, esses fatos assustam porque nos EUA eles vêm se repetindo em diversas cidades.”

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Infelizmente a insanidade do gênero humano parece não ter fim e ainda vamos ter de conviver muito com esse tipo de loucura e fanatismo. Só temos é de reagir com firmeza e não deixar que isso nos atinja a ponto de comprometer os pilares da tolerância e do convívio livre e respeitoso.

Trump nas redes sociais: “Acabo de ordenar a Departamento de Segurança Interna o reforço do nosso programa de revisão já extremo”, tuitou o presidente. “Ser politicamente correto é bom, mas não para estes casos!”

A reação de Trump é estúpida, preconceituosa e só funciona como jogar gasolina na fogueira. É justamente desse tipo de ação de governantes que temos de repelir e rejeitar.

Com mudanças favoráveis às empresas de transporte privado de passageiros, o Senado aprovou esta noite por 45 votos a 10, o texto-base do projeto que regulamenta aplicativos de táxis no Brasil. Em que direção vai o Congresso neste caso?

Esses aplicativos pertencem a empresas como Uber, Cabify e 99. Como a proposta sofreu alterações, terá de voltar para a Câmara dos Deputados, onde foi aprovada em abril.

O projeto aprovado na Câmara era visto como favorável aos taxistas. Respeitando acordo firmado em reunião de líderes da Casa à tarde, os parlamentares retiraram, por meio da aprovação de duas emendas, a obrigatoriedade do uso de placas vermelhas e também a imposição de que apenas o dono do veículo pode dirigi-lo.

Assessor da Uber foi agredido dentro do Senado

SONORA 0111 FERRACO

Os aplicativos melhoraram bastante o serviço de táxis em grandes cidades e isso mostra que o efeito da modalidade é positivo. Entre a fúria conservadora dos taxistas e a gana de controle do Estado, o Congresso tem de ser pressionado a agir sempre em defesa do cidadão usuário.

Por que o Ministério Público Estadual do Rio começou a investigar a cinemateca montada para uso dos detentos na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte da cidade?

É que, por coincidência, ali está preso o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), os equipamentos, avaliados em cerca de R$ 23 mil, foram doados por dois pastores e uma missionária, em nome da Igreja Batista do Méier e da Comunidade Cristã Novo Dia. Mas as entidades negaram as doações. A nota fiscal de compra tem endereço e telefone falsos. O Ministério Público Estadual suspeita de crimes contra a administração pública e falsidade ideológica ou material.

Isso se dá no momento em que Gilmar suspendeu a transferência de Sérgio Cabral. De certa forma, ambos se aliam na cruzada para desmoralizar as instituições do Estado de Direito, principalmente procuradoria, polícia e justiça. Temos de estar conscientes e atentos a esses tipos de oportunismo.

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, acusou políticos e comandantes de batalhão de se associarem ao crime organizado no Rio e disse que “a milícia tomou conta do narcotráfico”. Será que ele disse a verdade ou está apenas espalhando um boato?

Torquato também afirmou que o governador fluminense, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e o secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, não têm controle sobre a Polícia Militar. Eles rebateram a declaração.

“Todo mundo sabe que o comando da PM no Rio é acertado com deputado estadual e o crime organizado”, disse Torquato, em conversa com jornalistas, sem citar nomes de possíveis envolvidos. “Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio.”

Para o ministro, o assassinato do tenente-coronel Luiz Gustavo Lima Teixeira, na quinta-feira passada, foi uma retaliação. Comandante do 3.°Batalhão da Polícia Militar do Rio, Teixeira, de 48 anos, foi executado a tiros no Méier, na zona norte. Trata-se do 111.º policial morto neste ano no Estado.

“Nada me tira da cabeça que aquilo foi um acerto de contas”, afirmou o ministro da Justiça. Na tentativa de comprovar sua suspeita, Torquato disse ter chamado a atenção sobre detalhes do crime em recente encontro com Pezão e Sá. “Ninguém assalta dando dezenas de tiros para cima de um coronel à paisana, num carro descaracterizado”, argumentou Torquato. “O motorista era um sargento da confiança dele.”

Teixeira, na realidade, vestia farda. Quem estava à paisana era o cabo Nei Filho, que dirigia o carro. A versão oficial, divulgada até agora, é a de que houve reação a uma tentativa de assalto iniciada por quatro pessoas. A polícia prendeu um suspeito de envolvimento no assassinato.

A reação de Pezão, do secretário de segurança e dos oficiais da PM se parece com as dos delatados por Funaro: muito papo e pouco fato. Não devemos nos deixar enganar. Para tanto basta lembrarmos o Estado deplorável a que eles levaram o Rio sob a liderança de Sérgio Cabral para impedir que o Brasil vire uma grande Rocinha.

O corretor Lúcio Bolonha Funaro afirmou ao juiz Vallisnney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, em Brasília, que o presidente Michel Temer, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, e o ex-deputado Eduardo Cunha teriam recebido parte da propina paga por uma empresa de energia do grupo Bertin, que atua no setor de proteína animal. Dá para acreditar em denúncia tão grave?

O interrogatório de Funaro é no âmbito a ação penal derivada da operação Sépsis, que investiga a atuação de integrantes do grupo político do PMDB da Câmara na vice-presidência de Fundos e Loteria da Caixa. Além do corretor e de Cunha são réus no processo o ex-deputado Henrique Eduardo Alves, o ex-vice-presidente da Caixa Fabio Cleto e o ex-sócio de Cleto, Alexandre Margotto.

Segundo Funaro, Temer teria recebido de forma indireta por meio de uma doação oficial ao PMDB na campanha de 2010. Na disputa, o peemedebista era o candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff.

“Se não me engano, Eduardo Cunha ficou com R$ 1 milhão; R$ 2 milhões foram destinados ao presidente Michel Temer”, afirmou Funaro. Sobre Moreira Franco, o delator afirmou ter certeza que ele recebeu parte desse dinheiro proveniente do Bertin.

Ainda de acordo com o delator, em 2010, Moreira Franco teria deixado o cargo que ocupava na Caixa para exercer a função de “tesoureiro de propina” para Temer.

SONORA 011 B FUNARO

Além dos repasses para Temer, Funaro citou vários pagamentos efetuados ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Segundo o delator, desde 2003, quando começou sua relação com Cunha, ele comprou carros e pagou a compra de um apartamento para o ex-deputado. O imóvel teria sido adquirido do ex-jogador do Corinthians, Vampeta. “Paguei com cheque de uma empresa minha”, afirmou Funaro.

COM A PALAVRA, MICHEL TEMER

A Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto (Secom) informou que “o presidente Michel Temer contesta de forma categórica qualquer envolvimento de seu nome em negócios escusos, ainda mais partindo de um delator que já mentiu outras vezes à Justiça”.

A delação, qualquer delação, só pode ser feita por um condenado em busca de redução de pena. Isso não é argumento de defesa. É truísmo cínico.

“Em 2010, o PMDB recebeu 1,5 milhão de reais em três parcelas de 500 mil reais como doação oficial à campanha, declarados na prestação de contas do Diretório Nacional do partido entregue ao TSE. Os valores não têm relação com financiamento do FI FGTS”, diz a Secom.

O Estado procurou também a assessoria do ministro Moreira Franco, igualmente citado por Funaro, mas ainda não houve um comunicado oficial a respeito.

Cinco horas depois de negar, o ex-jogador Vampeta voltou atrás e confirmou ter vendido um flat para o operador e delator Lucio Funaro.

Por volta das 21h40 desta terça-feira (31), o ex-volante da seleção brasileira ligou para a reportagem e disse ter reconhecido Funaro em fotos que viu durante a tarde na internet.

“Lembrei dele direitinho. Vou ter que dizer que ele não mentiu. Porque era ele mesmo. Ele estava de terno, sentado no lugar que fechamos o negócio. Mas só ele vi rapidamente na hora de assinar a papelada.”

Ultimamente, sob a liderança de gente como Gilmar Mendes e Sérgio Cabral e os péssimos exemplos dados no caso Joesley por Rodrigo Janot., as delações premiadas têm sido. A delação de Funaro tem tudo para ser A delação e deve servir de exemplo para fortalecer o uso desse instituto para ajudar a polícia e a Justiça a combaterem a corrupção.

SONORA Forró de Mané Vito Luiz Gonzaga

https://www.youtube.com/watch?v=-FQ41nsdD1k