Supremo egoismo
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Supremo egoismo

Com apoio de Marco Aurélio, Celso de Melo e mais 4 colegas derrotados há dois anos, Gilmar Mendes tenta mudar decisão do STF pelo simples e egocêntrico motivo de que mudou de opinião

José Nêumanne

20 Março 2018 | 17h40

Apoiado no interesse de alguns colegas, Gilmar quer mudar decisão do STF só porque mudou de opinião Foto: Aloisio Maurício/FotoArena

É absolutamente lamentável que o Brasil esteja sob a égide da vontade pessoal, isolada e autoritária de um ministro do STF, Gilmar Mendes, que, só porque mudou de posição em relação à prisão após a condenação em segunda instância, quer impor a alteração da decisão tomada há dois anos, pela terceira vez seguida, pelo plenário da Corte. Seria, contudo, injusto atribuir apenas a ele essa situação estapafúrdia, que também é tomada pelo apoio que recebe de colegas que, como ele, foram derrotados e agora querem impor sua vontade minoritária sem que tenha havido uma mudança significativa no colegiado, de vez que, desde então, só houve uma alteração nessa composição com a substituição de Teori Zavascki, que morreu, por Alexandre de Moraes. Este é um dos comentários que fiz durante a gravação do programa Estadão às 5, ancorado por Emanuel Bomfim, transmitido do estúdio da TV Estadão no estúdio do meio da redação do jornal e retransmitido pelas redes sociais Youtube, Periscope Estadão, Twitter e Facebook na terça-feira 20 de março de 2018, às 17 horas.

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