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Depois de responder a Moro no Senado, Gilmar votou a favor de Renan no STF e perdeu

José Nêumanne

02 Dezembro 2016 | 10h43

Gilmar, Renan e Moro na farsa do debate da lei do abuso no Senado Foto Dida Sampaio/Estadão

Gilmar, Renan e Moro na missa encomendada do debate da lei do abuso no Senado Foto Dida Sampaio/Estadão

Na missa satânica que encomendou no plenário do Senado, Renan chamou a Operação Lava Jato de “sagrada”, o que é uma heresia, pois policiais e procuradores da força-tarefa e o juiz Moro são humanos e, portanto, profanos. Fê-lo para fingir que as críticas deste à deformação na Câmara das dez medidas contra a corrupção influiriam na votação da lei do abuso de autoridade, que ele promove na Casa que preside. Seu truque foi revelado pelo relator que escolheu a dedo pelo  projeto de vingança, Roberto Requião: este já avisou que não levará em conta a proposta de artigo apresentada por este convidado. Na sessão Gilmar Mendes satanizou emenda popular e no STF votou para absolver o senador. Amem!

(Comentário no Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92,9 – na sexta-feira 2 de dezembro de 2016, às 7h12m)

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