Será um truque?
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Será um truque?

Em suas decisões disparatadas, Toffoli dá impressão de que até gostaria de ajudar seu ex-chefe Lula, mas nem sempre encontra o momento azado nem a necessária coragem para assumir o despautério

José Nêumanne

04 Maio 2018 | 12h13

Toffoli e Gilmar, sempre juntos nos assentos, nas citações e nos votos, um com insídia, outro com fúria. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Defesa de Lula apresentou ao STF embargo regimental impróprio para se aproveitar de decisão que a Segunda Turma do STF de fato não tomou de retirar competência de Moro no processo sobre sítio de Atibaia e ela foi corretamente negada três vezes, a primeira monocrática do relator e a última por unanimidade, mas depois foi aceita por três (Toffoli, Lewandowski e Gilmar) a dois (Celso e Fachin) de forma inesperada e inexplicável. Resolveu fechar o caixão se aproveitando da confusão e o sorteio do relator caiu em Toffoli, que a negou, pondo água no chope do PT. Mas o ministro não a mandou para o lixo, o lugar apropriado e deu 15 dias para a defesa corrigir o próprio erro e consultar o MPF e o juiz. Não é “manteve com Moro”, certo? Este é meu comentário no Podcast Estadão Notícias, que circula no Portal do Estadão desde as 6 horas da sexta-feira 6 de maio de 2018.

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