Será que não tem jeito?
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Será que não tem jeito?

Ao passar por cima da justiça para soltar deputados, Alerj põe fim ao estado de direito no Rio

José Nêumanne

20 Novembro 2017 | 17h31

Reunião da Alerj que liberou três colegas mais parecia convescote mafioso Foto: Estadão

Os bandidos da Alerj afanaram a chave da cadeia e foram soltar seus parças Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo da prisão num carro oficial com motorista e combustível pagos pelo espoliado e esfomeado povo do Rio de Janeiro. Este é o maior desafio que uma quadrilha impôs ao sistema judiciário nacional e, em conseqüência, ao estado democrático de direito na história da República e não devia ficar assim. O filho de Jorge Picciani Leonardo, ministro dos Esportes de Temer, está sumido. A Nação espere que ele, no mínimo, volte ao trabalho. Pois, enquanto estiver foragido, fornece mais uma evidência das suspeitas de participação da cúpula federal da roubalheira geral brasileira.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 20 de novembro de 2017, às 7h30m)

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário

Eldorado 20 de novembro de 2017 Segunda-feira

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, e o deputado Edson Albertassi, líder do governo Luiz Fernando Pezão (PMDB), anunciaram ontem que vão se licenciar de suas atividades parlamentares no Legislativo fluminense até o fim do recesso parlamentar de janeiro. Com isso está resolvido o problema no Rio?

Picciani (PMDB/RJ) entra a partir de amanhã em licença não remunerada, mas mantém o foro privilegiado mesmo afastado de suas funções, ressaltou a Alerj, em nota oficial, publicada ontem.  Ele afirmou que vai se dedicar à sua defesa na Justiça no período do afastamento, retornando ao cargo apenas no ano que vem. Picciani e Albertassi são investigados na Operação Cadeia Velha, etapa da Lava Jato sob coordenação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) no Rio, junto com o também deputado Paulo Melo, todos do PMDB. Eles são acusados de receber propina para favorecer empresas do setor de construtoras e concessionárias de transporte público, em troca de decisões favoráveis no legislativo fluminense. O Estado, que vive uma grave crise fiscal, teria deixado de receber 185 bilhões de reais em decorrência de benefícios fiscais em favor de empresas envolvidas no esquema de corrupção existente desde os anos 90, segundo o MPF.

Eles e outro deputado, Paulo Melo, todos do PMDB, passaram cerca de 24 horas na prisão de Benfica, onde o ex-governador Sérgio Cabral Filho, acusado de ser o chefe da organização criminosa, completou um ano exatamente quando eles chegaram. Picciani, Albertassi; e Paulo Melo, foram soltos no fim da tarde desta sexta-feira, 17, por decisão da Casa e deixaram a prisão em um carro oficial. A prisão dos três havia sido determinada pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), na quinta-feira, como parte da Operação Cadeia Velha, um desdobramento da Lava Jato.

Em gravação foi exibida pelo Fantástico, da Rede Globo, ontem, à noite, o então presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio, Rogério Onofre, reclama com empresários de ônibus porque possou a receber 600 mil reais em vez de um milhão.

SONORA 2011 A ONOFRE

Eles são acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e recebimento de propina de empresas de transporte urbano. A decisão de libertar os deputados foi tomada em rápida votação plenária, que terminou em pouco mais de meia hora por 39 votos a favor, 19 contra e uma abstenção.  A tragédia tem toques de comédia do esculacho como o discurso do secretário de Cultura do Rio, demitido do posto só pra votar, ocasião em que confundiu o poeta Bertolt Brecht com o personagem do humorístico de Chico Anysio, Bertoldo Brecha.

SONORA 2011 LAZARONI

Os bandidos da Alerj afanaram a chave da cadeia e foram soltar seus parcas na cadeia num carro oficial com motorista e combustível pagos pelo espoliado e esfomeado povo do Rio de Janeiro. Este é o maior desafio que uma quadrilha impôs ao sistema judiciário nacional e, em conseqüência, ao estado democrático de direito na história da República e não devia ficar assim. O professor Joaquim Falcão, da FGV, escreveu brilhante artigo no Globo no fim de semana mostrando que a abolição do sistema tripartite de governo com a quadrilha dominando os três Poderes elimina a prática do Estado Democrático de Direito. Não há mais democracia, mas desordem. O filho de Jorge Picciani Leonardo, ministro dos Esportes de Temer, está sumido. A Nação espere que ele, no mínimo, volte ao trabalho. Pois, enquanto estiver foragido, fornece mais uma evidência das suspeitas de participação da cúpula federal da roubalheira geral brasileira.

O ex-ministro Geddel Vieira Lima está sendo acusado de ter orientado a um funcionário a destruição de provas durante período em que esteve em prisão domiciliar. Quais as conseqüências disso sobre sua vida e os processos movidos contra ele e seus coleguinhas?

Esta informação que você deu foi prestada pelo ex-assessor parlamentar do irmão de Geddel, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Job Ribeiro Brandão. À Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) ele disse que “auxiliou na destruição de anotações, agendas e documentos” a pedido de Geddel, Lúcio e da mãe dos dois.

Os documentos, segundo ele, foram colocados em sacos de lixo e descartados e uma parte foi picotada e jogada no vaso sanitário.

Geddel ficou em prisão domiciliar entre julho e setembro, depois de ser liberado por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em 8 de setembro, no entanto, ele voltou a ser preso depois de a PF descobrir um endereço em Salvador com o equivalente a  51 milhões em espécie, ligados ao ex-ministro segundo as investigações.

O depoimento de Brandão, ao qual o Estado teve acesso, foi prestado na última terça-feira, 14. Ele virou alvo da Operação Tesouro Perdido após a PF identificar suas digitais em parte dos milhões de reais encontrados. O ex-ministro e o seu irmão, deputado Lúcio Vieira Lima, no exercício do mandato, são investigados pelo crime de lavagem de dinheiro.

Geddel pertenceu à cúpula da Caixa Econômica Federal durante o governo Dilma e protagonista da gestão Temer depois do impeachment. Faz parte daquilo que o procurador Rodrigo Janot chamou de Quadrilhão do PMDB, tendo mandado e desmandado no Palácio do Planalto enquanto lá esteve e, ao que tudo indica, continuado mandando e desmandando mesmo depois de preso. A história que tem lances como a guarda do dinheiro vivo no closet da mãe do Carainho da Odebrecht e de seu maninho, é uma vergonha para o governo, a polícia, a justiça e todos nós, que pagamos a conta desses desmandos.

O Ministério Público Federal em São Bernardo do Campo ofereceu nova denúncia contra o presidente do PT de São Paulo, Luiz Marinho (PT), e outras 15 pessoas de sua gestão à frente da Prefeitura de São Bernardo, por supostos desvios no Museu do Trabalhador, alvo da Operação Hefesta. Ainda há, então, furtos a revelar nas gestões do PT?

Desta vez, 16 pessoas, entre elas o ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (2009-2016) são acusadas de formar um conluio para fraudar a concorrência 10021/2011, promovida pelo município, entre 2011 e 2012, para definir a empresa que construiria o MTT.

Para ocultar a fraude, os acusados usaram a empresa de fachada Construções Incorporações CEI Ltda., inseriram cláusulas de restrição à competitividade no edital e apresentaram “proposta-cobertura”, em nome das empresas Construtora Cronacon Ltda. e Simétrica Engenharia Ltda, segundo a Procuradoria.

A licitação, montada em apenas um dia, foi vencida pela empresa Construções e Incorporações CEI, registrada em nome de “laranjas”, de acordo com o MPF.

Os procuradores sustentam que a empresa não possuía condições econômicas, nem técnicas, para executar a obra, e que, com o conhecimento de autoridades municipais, tinha um contrato de gaveta com as construtoras Cronacon e Flasa, no qual estava determinado que estas seriam as verdadeiras administradoras do canteiro de obras e dos recursos federais e municipais destinados ao museu.

No período em que Luiz Marinho governou São Bernardo do Campo, as empresas Cronacon e Flasa venceram 19 licitações e firmaram contratos milionários para execução de obras públicas.

Esta é a segunda denúncia oferecida pelo MPF no caso. Em julho, o MPF denunciou Marinho e outras 21 pessoas pelos crimes de peculato e deixar de exigir licitação quando necessário.

Desta vez, os denunciados são acusados pelos crimes de fraude à licitação, agravado pelo fato de todos estarem exercício de função pública (sujeito a pena de 2 anos e 8 meses a 5 anos e 4 meses de prisão, mais multa) e falsificação de documentos (artigo 299 do código penal, com pena de 1 a 5 anos para documentos públicos e de 1 a 3 anos para documentos privados).

O MPF pede, ainda, a condenação dos acusados à devolução dos valores recebidos dos cofres públicos como resultado da fraude à licitação – R$ 15.971.781,01, e ao pagamento de danos morais à coletividade, no valor mínimo de R$ 5.000.000,00.

Luiz Marinho não é um qualquer. Substituiu Lula na presidência do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo, agora do ABC, preside o PT de São Paulo e era até bem pouco tempo o favorito do chefão a disputar o governo de São Paulo.

Enquanto esta notícia circulava, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “não vai ser difícil” ganhar as eleições presidenciais de 2018, mas defendeu uma mudança de estratégia dos partidos de esquerda para barrar as propostas do governo Michel Temer no Congresso. Será que ele tem razão?

Segundo o Aiatolula, a oposição está “fragilizada”. Ele lamentou que não tenha conseguido impedir o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a aprovação de propostas como a reforma trabalhista.

Enquanto Lula falava abobrinhas no congresso do PCdoB e seus advogados garantiam que ele não dispõe de 24 milhões de reais que os procuradores querem bloquear em suas contas, estes mesmos procuradores informavam que sua empresa de palestras recebeu 27 milhões de reais em quatro anos. Segundo reportagem de Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brant,  Coaf mostrou que LILS chegou a investir R$ 35 milhões em fundos de nvestimento entre 2011 e 2015O cinismo de Lula atinge as raias da loucura. E os devotos que beijam seus pés continuam esbravejando contra as injustiças que a Justiça lhe atribui para evitar sua candidatura em 2018,

E a quantas anda a novela longe do fim da Oi?

Ontem Ancelmo Gois publicou em sua coluna no Globo a nota “Sinal de alerta”, na qual afirma que o governo federal recebeu sinais de bancos estrangeiros preocupados de que a situação da Oi, que tem mais de R$ 65 bilhões em dívidas, possa afetar os papéis do Brasil lá fora. Aliás, Ministério da Fazenda e Banco Central querem a venda da Oi para um investidor estrangeiro, provavelmente a China Telecom”

O Brasil tem de acabar com este complexo de colônia.

Os bancos estrangeiros investiram na Oi cientes do risco e para ganhar dinheiro. Querem agora que a Oi seja vendida para um operador estrangeiro e foram falar com o ministro da Fazenda, Henrique Meireles.

A Oi não tem o que ser vendida como empresa. A Oi deve mais do que vale o ativo. Só passa a ter valor se alguém abrir mão do direito.

Em negócios o que é visitado é o candidato a perder. Não foi Meireles que foi visitar os bancos estrangeiros para tentar alguma vantagem para o tesouro.Logo está na cara que a equação envolve a viúva ser a parte prejudicada. Esse é o sinal de alerta!!! A situação da Oi, ao contrário da do Brasil, tem jeito. É só tornar a concessão perempta e oferecer a concessão ao mercado a quem se disponha a tocar o negócio, sem tungar o cidadão.

SONORA Não tem jeito Os Fevers

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