Sem tirar a máscara
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Sem tirar a máscara

Joaquim Barbosa renunciou à candidatura presidencial para não ter de explicar por que manteve chefão Lula fora do mensalão nem o que o levou a chamar impeachment de Dilma de "tabajara", indícios de petismo implícito

José Nêumanne

09 Maio 2018 | 12h35

Joaquim Barbosa deixa disputa presidencial da mesma forma como se aposentou do STF: sem explicações. Foto: Eraldo Peres,/AP

Ao anunciar sua desistência de se candidatar à Presidência da República, o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa agiu da mesma forma como fizera ao se aposentar no Olimpo do Poder Judiciário: sem dar satisfação alguma ao público pagante. Esta foi a forma que encontrou para não ter de enfrentar uma campanha politica presidencial, que nunca é de alto nível, mas também não deixa intactos fatos mantidos sob o véu do sigilo e da conveniência de quem se arrisca a disputar o maior de todos os poderes. Como explicar que, tendo sido implacável com todos os outros acusados, deixou Lula de fora do alfanje do mensalão, fiel a sua antiga militância petista, mas não à fama de juiz imparcial e inabalável que tentou construir em embates com pares no plenário? Como sustentar sua definição de “impeachment Tabajara” para o caso Dilma a um eleitorado que não aceita essa mistificação? Este é meu comentário no Podcast Estadão Notícias, no portal desde as 6 horas da quarta-feira 9 de maio de 2018.

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