Propina com recibo
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Propina com recibo

À luz do depoimento de Palocci, só fanáticos acreditam piamente nas lorotas da defesa de Lula

José Nêumanne

26 Setembro 2017 | 11h44

Após testemunho de Palocci, argumentos de defesa de Lula viram bolhas de sabão. Foto:Rodolfo Buhrer/Reuters

Nada falta ao depoimento mais recente de Marcelo Odebrecht a Sérgio Moro: lógica interna, coerência com outros depoimentos e delações mais uma farta documentação, que dá sentido à acusação do Ministério Público da Lava Jato e desmonta a argumentação com estrutura de bolha de sabão da defesa de Lula. Ela só engana quem quer ser enganado mesmo. No entanto, a defesa de Lula continua investindo na teoria do “faltam provas” e “o juiz persegue o réu”. A cantilena continua, mas a verdade é que parece que a delação de Palocci virou a situação do ex-presidente de pernas pro ar. A argumentação da defesa, que sempre foi frágil, agora tornou-se simplesmente indefensável, com o perdão do trocadilho.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 26 de setembro de 2017, às 7h30m)

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Abaixo, a íntegra da degravação do comentário

Eldorado 27 de setembro de 2017 – Terça-feira

4 milhões de reais a Lula. E agora, José? A luz apagou?

O empresário Marcelo Odebrecht entregou à Polícia Federal documentos para comprovar que doações oficiais de R$ 4 milhões ao Instituto Lula saíram do Setor de Operações Estruturadas, o departamento de propinas da empreiteira. Marcelo apresentou e-mails enviados, em novembro de 2013, para executivos do setor. Nas mensagens, ele informa que os repasses seriam feitos por via legal, mas debitados de um total de R$ 15 milhões da planilha “Italiano” – apontada pela empreiteira como a “conta corrente” gerenciada pelo ex-ministro Antonio Palocci. Os recursos seriam destinados ao codinome “Amigo”, que a Odebrecht diz ser uma referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva. Além dos e-mails, o empresário apresentou notas fiscais em dois novos depoimentos prestados à PF em 8 e 21 de agosto, no inquérito que investiga suspeita de propinas pagas ao Instituto Lula e por meio de palestras do petista (via Lils Palestras e Eventos). O material foi anexado à investigação na quinta-feira passada. Segundo o empresário – que cumpre prisão em Curitiba –, os e-mails só foram entregues agora porque não haviam sido localizados quando ele fechou seu acordo de delação.

No mesmo depoimento, Marcelo apresentou cópia de recibos de quatro parcelas da doação ao Instituto Lula, cada uma no valor de 1 mi8lhão9 de reais. “As cópias desses recibos foram extraídas do computador de Fernando Migliaccio (ex-executivo da construtora), com os impressos dos e-mails, o que corrobora que os valores foram efetivamente descontados da planilha Italiano, senão não haveria razão para estar de posse dele”, relatou.

Nada falta ao depoimento mais recente de Odebrecht: lógica interna, coerência com outros depoimentos e outras delações e agora farta documentação que dá sentido à acusação do Ministério Público da Lava Jato e desmonta a argumentação com estrutura de bolha de sabão da defesa de Lula. Ela só engana quem quer ser enganado mesmo.

O quem tem a ver esse novo depoimento do empreiteiro com a delação de Palocci, que caiu como a bomba de Hidrogênio com que a Coreia do Norte ameaça sobre as pretensões de inocência e candidatura de Lula:

O novo depoimento de Marcelo corrobora as declarações de Palocci, condenado a 12 anos e 2 meses de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro na Lava Jato. O ex-ministro confessou a Moro ser o “Italiano”. Segundo Palocci, que tenta fechar acordo de delação com a força-tarefa em Curitiba, Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, e o ex-presidente selaram um “pacto de sangue” de repasse de 300 milhões de reais ao PT, durante os governos Lula e Dilma Rousseff.

Em e-mail enviado em 26 de novembro de 2013 por Marcelo aos então executivos da Odebrecht Alexandrino Alencar e Hilberto Silva – chefe do Setor de Operações Estruturadas –, os três falam de forma cifrada sobre o pagamento, que seria feito oficialmente, mas com recursos debitados da planilha de propinas.

“Italiano disse que o Japonês vai lhe procurar para um apoio formal ao inst de 4m (não sabe se todo este ano, ou 2 este ano e 2 do outro). Vai sair de um saldo que o amigo de meu pai ainda tem comigo de 14 (coordenar com HS no que tange ao Credito) mas com MP no que tange ao discurso pois será formal”, escreveu Marcelo.

No depoimento à PF em 21 de agosto, o empresário indicou as siglas do e-mail. Segundo Marcelo, “Japonês” correspondia a Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula. A palavra “inst”, disse, significava Instituto Lula e “4m” era uma referência ao valor de 4 milhões de reais Marcelo também afirmou que “HS” são as iniciais de Hilberto Silva, ex-executivo da empreiteira.

Interrogado em 8 de agosto, Marcelo afirmou que os pagamentos a Lula acertados com seu pai não se limitaram aos registrados no codinome “Amigo” do total de 15 milhões de reais da planilha de propinas “Italiano”.

Tudo isso parece muito lógico e se apóia em ampla documentação. No entanto, a defesa de Lula continua investindo na teoria do não tem prova e o juiz persegue o réu. A cantilena continua, mas a verdade é que parece mesmo que a delação de Palocci virou a situação do ex-presidente de pernas pro ar. A argumentação da defesa, que sempre foi frágil, agora tornou-se simplesmente indefensável com o perdão do trocadilho. Quando eu estava de férias escrevi um twitter que teve mais de um milhar de retweets sobre o depoimento. Disse apenas que agora só mesmo os prosélitos do profeta Lulinha Mártir do Povo acreditam na lorotaria produzida por advogados, militantes e advogados militantes. É um auto de fé ou simplesmente, uma causa muito interessante profissionalmente. A verdade passa longe.

Enquanto isso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou ao juiz federal Sérgio Moro os recibos de aluguel do apartamento vizinho ao seu, em São Bernardo do Campo, um dos imóveis pivôs de ação penal pela qual responde na Operação Lava Jato. Quem vai sair lucrando com essa guerra de receibos pra cá e pra lá?

Os advogados anexaram aos autos contrato da ex-primeira dama Marisa Letícia com Glaucos da Costamarques, dono do imóvel no cartório

O imóvel, no valor de 504 mil reais é tratado pelo Ministério Público Federal como suposta propina ao petista. Para a Procuradoria-Geral da República, a Odebrecht custeou a compra do apartamento, em nome de Glaucos da Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente. Na mesma ação, ele responde por também ter supostamente recebido da empreiteira terreno onde seria sediado o Instituto Lula, no valor de 12 milhões e meio.

Investidor estranho esse primo de Bumlai, não é? Sai de Campo Grande para investir num imóvel vizinho à casa de Lula em São Bernardo. Além do mais, segundo reportagem da Globo, os recibos não9 têm movimentação bancária correspondente…

Lamentável é ver mais uma vez Lula transferindo para a mulher, Marisa, mãe de seus filhos,avó de seus netos, toda a eventual atuação ilegal e ilícita a respeito das acusações às quais ainda responde. Trata-se de mais um traço de seu perfil desde sempre: a covardia associada ao venha a mim, e ao vosso reino nada. Uma espécie de Pai Nossso arrevesado.

O presidente Michel Temer decidiu revogar o decreto de extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), uma área da floresta entre os estados do Amapá e do Pará. A novela acabou ou ainda vamos ver algum capítulo?

O Ministério de Minas e Energia informou ter encaminhado ao Palácio do Planalto a solicitação e o governo confirmou a decisão.

Segundo auxiliares, a decisão levou em conta a polêmica em torno do decreto e, diante de novas pressões, o presidente decidiu deixar que o tema seja mais debatido. Segundo fontes do Planalto, Temer vai assinar a revogação na tarde desta segunda-feira, 25, e um novo decreto será publicada no Diário Oficial da União de terça. Ao revogar o decreto, o governo restabelece as condições originais da área, criada em 1984.

Em nota, o MME destacou que as razões que levaram o órgão a propor a extinção da Renca permanecem as mesmas. “O País necessita crescer e gerar empregos, atrair investimentos para o setor mineral, inclusive para explorar o potencial econômico da região”, diz o comunicado.

O episódio do vaivém sobre a reserva do Renca é a lambrança mais óbvia da ansiedade do Temer e de seus assessores em tentar criar agendas positivas para melhorar a popularidade. Só pode dar em tiro nágua

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) responde por improbidade administrativa. Alguma surpresa?

De acordo com relato do repórter Luiz Maklouf de Carvalho do Estadão, o pau pra toda obra antes na defesa de Cunha e agora na de Temer, posicionado pelo Planalto na estratégia relatoria da CPI mista da JBS, está sendo processado por improbidade administrativa quando era presidente da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab). Em denúncia do Ministério Público Estadual, aceita pela Justiça, Marun é acusado, com outros 13 réus, por causar lesão ao erário em valores estimados em R$ 16,6 milhões.

“Estou me defendendo, e tenho certeza de que o processo resultará na minha absolvição”, disse o deputado. Nesta quarta-feira, 20, mesmo dia em que o Estado falou com seus advogados, Marun informou à CPI que a ação estava em andamento.

Surpresa nenhuma. O que esperar de uma turma que fez de tudo para tentar salvar Cara de Cunha e agora vende a alma para salvar Temer. A atuação dessa gente toda chega a ser deprimente, considerando-se o poder que a patota detém para legislar e interferir no cotidiano de todos nós, cidadãos.

E ainda dizem que Deus é brasileiro, como lembra o Biquini Cavadão naquele sucesso que estou devendo e vou pedir a Nelson para tocar hoje: Zé Ninguém.

Mal você chegou de volta de férias e já tem assunto a comentar sobre a Oi. O pessoal não desiste, hein, Nêumanne?

Viajei e voltei e a turma da Oi continua querendo nos tungar. A historia agora, segundo matéria  do Estadão, de 23 de setembro, da Marina Durão, é que Oi confirma conversas com China Telecom” Otimo, mas um dos entraves é a dívida da Oi com a Anatel. Já tentaram de tudo para tomar a parte da União. A Lei Relämpago foi barrada pelos ministros  Barroso e C Lúcia. Nessa longa historia já teve de tudo, um egípcio, um americano e agora um chinês.E sempre propondo, com disfarce diferente, tomar o direito e dever da Uniào de receber sua dívida.  Os que quebraram a empresa seguem capinando o que resta e Quadros inerte  deixa dilapidarem a empresa e não protege a União. Os chineses estão dispostos a comprar ações da Oi, mas só comprariam se as ações tivessem valor positivo e não tem. Passam a ter se os credores perdoarem as dívidas.

Qualquer credor. Os credores privados não querem perdoar. Os acionistas atuais não querem entregar as ações de graça.  Então viram os canhões para cima da viúva, da União, nós!!

A causa da quebra da Oi não é a União e sim a administração.

A proposta sempre em pauta é a Uniào perde e enquanto isto os controladores ficam.  Nunca antes na História deste País, a expressão negócio da China foi tão apropriada.

SONORA Zé Ninguém Biquini Cavadão

https://www.youtube.com/watch?v=lR4GeUpk-LE