O STF como “bico”
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O STF como “bico”

Em seu voto no julgamento do habeas corpus de Lula, Gilmar Mendes considera que a inimiga da democracia são a "mídia opressiva", delegados, promotores e juízes empoderados, mas voou abandonou sessão e voou para Lisboa

José Nêumanne

04 Abril 2018 | 17h45

Cidadãos de todas as classes e credos manifestaram-se de forma eloquente contra a impunidade, mas isso não basta. Foto: Fernando Bizerra Jr./EFE

Ao furar a fila dos oradores na sessão histórica de julgamento do habeas corpus pedido pela defesa de Lula no STF, o ministro Gilmar Mendes deixou claro que sua prioridade é a empresa comercial educacional da qual é proprietário e não seu cargo que recebe a mais alta remuneração no serviço público e detém o único poder republicano sem correição nem fiscalização. Ao sair da sessão, deixando o voto proclamado, para viajar para Lisboa, ele deixou de cumprir o empoderadíssimo, para usar condição que  atribuiu a delegados, procuradores e juízes contra o próprio STF, o presidente de fato desta autoproclamada Corte a despreza, tratando-a como se fosse um “bico”, da mesma forma como deprecia o que ele chama de “mídia opressiva” e os jornaleiros, aos quais ele nega o direito de ter opinião política. Este é um dos assuntos que comentei no Estadão às 5, programa da TV Estadão, ancorado por Emanuel Bomfim,  transmitido do estúdio no meio da redação e retransmitido pelas redes sociais Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook na quarta-feira 4 de abril de 2018, às 17 horas.

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