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O sítio do amigo

Novos depoimentos de delatores levam evidências à Lava Jato de que sítio é mesmo de Lula

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José Nêumanne

20 Abril 2017 | 11h51

Requião perde autoridade por abusar da mentira Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Relator Roberto Requião perde autoridade porque sempre abusa da mentira Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vi ontem na televisão o engenheiro Emyr Diniz Costa Júnior contar que comprou um cofre para guardar 500 mil reais usados para reformar o sítio de Atibaia, que Lula jura que não é dele. Os depoimentos, fotos, laudos e documentos reforçam as suspeitas da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba de que o ex-presidente é seu real proprietário e as benfeitorias serviram de contrapartida da Odebrecht pela atuação do petista em favor do grupo na época em que foi presidente, o que configura propina. O principal argumento da defesa de Lula é de que a propriedade não está em seu nome, mas no de Fernando Bittar e de Jonas Suassuna – ambos sócios de um filho de Lula. Mas quem acredita nisso?

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quinta-feira 20 de abril de 2017, às 7h40m)

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Abaixo, a íntegra do comentário

Eldorado 20 de abril de 2017 – Quinta-feira

 

SONORA 2004 Emyr

 

SONORA Saquear Brasília Capital Inicial

https://www.youtube.com/watch?v=CXEoqD4yqlg Começar no 0:45 (“eles mentem”)

 

Pelo menos cinco delatores da Odebrecht relataram à Procuradoria-Geral da República detalhes sobre a reforma feita em um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, que investigadores suspeitam ser do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre eles, o patriarca da família, Emílio Odebrecht, disse ter informado Lula sobre o andamento da obra em reunião no Palácio do Planalto. Os depoimentos e documentos levantados pela força-tarefa da Lava Jato bastarão para por fim a essa farsa denunciada?

Vamos ouvir o engenheiro da obra do sítio, Almirante Nelson?

SONORA 2004 Emyr

Vi ontem na televisão essa fala do engenheiro Emyr Diniz Costa Júnior, que chegou a comprar um cofre para guardar 500 mil reais usados para reformar o imóvel. Os depoimentos, fotos, laudos e documentos reforçam as suspeitas da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba de que Lula é o real proprietário do imóvel e as benfeitorias serviram de contrapartida da empreiteira pela atuação do petista em favor do grupo na época em que foi presidente, o que configura propina. Um inquérito aberto há cerca de um ano sobre o caso foi prorrogado em janeiro e está em fase final.

O principal argumento da defesa de Lula é de que a propriedade não está em seu nome, mas no de Fernando Bittar e de Jonas Suassuna – ambos sócios de um filho de Lula. O máximo que a defesa admite é que o ex-presidente esteve no imóvel algumas vezes com a família.

Para investigadores, as suspeitas são de que o registro em nome de outras pessoas seria uma forma de Lula ocultar o patrimônio.

Em delação premiada, o patriarca da construtora, Emílio Odebrecht, disse ter relatado a Lula em reunião no Palácio do Planalto, em 2010, que as obras no sítio ficariam prontas no mês seguinte. O encontro, segundo ele, ocorreu no fim do ano, próximo do fim do mandato do então presidente.

Além dos crimes delatados e que produziram farta documentação, além da lógica simples e plana da tese da acusação, é preciso considerar a insistência com que o réu e seus defensores insistem numa tese estapafúrdia, que foge completamente ao entendimento do brasileiro comum. Pelo andar da carruagem, o ex-presidente chegará a Curitiba daqui a 13 dias para depor com sua versão bastante enfraquecida pela lógica e pela realidade dos fatos delatados e documentados. Resta-nos ver o que lhe restará para sustentar uma versão que até agora parece insustentável.

O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), preso desde novembro de 2016 sob acusação de corrupção, tornou-se réu pela sétima vez. O juiz Marcelo Bretas, titular da 7.ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o peemedebista. O que é revelado por esse recorde sinistro?

Cabral é acusado de fraude em licitações e recebimento de propinas de 5% sobre o valor das obras de reforma do Maracanã e no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Favelas. Além o ex-governador, outras 19 pessoas, entre agentes públicos e empresários, foram denunciadas. A ação do MPF é resultado de duas operações da Polícia Federal, a Saqueador e a Calicute. Na denúncia,  Cabral é apresentado como “líder de organização criminosa”. Os procuradores afirmam que Cabral e representantes de empreiteiras fraudaram a licitação das obras de reforma e modernização do estádio do Maracanã. A obra havia sido orçada em 700 milhões de reais, mas, com os aditivos, custou aos cofres públicos 1 bilhão e 200 milhões. Pelo menos 35 milhões de reais teriam sido pagos em propinas. O MPF também afirma que os investigados fraudaram licitações envolvendo o PAC direcionado a favelas do Rio. Há suspeita de superfaturamento em lotes envolvendo obras das favelas de Manguinhos, do Complexo do Alemão e da Rocinha.Dentre os denunciados estão também o ex-secretário de Obras na gestão de Cabral Hudson Braga e o ex-secretário de Governo Wilson Carlos. Braga já está preso no Complexo de Gericinó, no Rio, e Wilson Carlos em Curitiba. Os valores e os crimes impressionam porque servem para explicar o estágio de calamidade pública a que o Estado chegou. Isso desmoraliza completamente a teoria de quem considera a investigação e a acusação dos crimes a verdadeira causa da penúria a que o Rio, em particular, e o Brasil, em geral, chegaram depois do desmanche e do apodrecimento da máquina pública brasileira promovido pelos petistas Lula e Dilma e por seu aliado, que, depois, para fechar o ciclo, também apoiou o principal líder da oposição e suspeitíssimo senador mineiro e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem a inversão da ordem de pauta para dar prioridade à apreciação do projeto que atualiza a lei do abuso de autoridade. O relator, senador Roberto Requião leu seu novo relatório, apresentado como substitutivo ao projeto original de Renan Calheiras e alegou ter acrescentado ao texto original a proposta alternativa da Procuradoria-Geral da República. Está tudo pronto  para o presidente da CCJ, o suspeitíssimo Edison Lobão por em votação o texto na próxima quarta=feira 26?

O problema todo é que o sinistro relator disse que adaptou o texto original do ex-presidente do Senado e líder do PMDB Renan Calheiros produziu absorvendo um projeto alterlativo apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e obtendo a aprovação do juiz federal Sérgio Moro. Mas os citados negam a bravata do ex-governador do Paraná. Moro  declarou que ‘é inverídica’ a afirmação de que foi consultado e concordou com a redação do parecer do projeto que altera a Lei de Abuso de Autoridade. O relator da proposta, senador Roberto Requião (PMDB-PR), deve apresentar nesta quarta-feira, 19, novo parecer à Comissão de Constituição e Justiça. A redação teria se baseado nas sugestões do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e sido feita após consulta e aprovação de Moro. “Isso não é verdadeiro, estando o Senador absolutamente equivocado pois não fui consultado e não concordo com a redação proposta.”

O juiz da Lava Jato chegou a ir ao Senado para apresentar suas divergências em relação à proposta. O projeto do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) abre brecha para que juízes e promotores sejam punidos pela interpretação da lei. “Ninguém defende abuso de autoridade, mas a redação proposta no substitutivo do senador não contém salvaguardas suficientes para prevenir a criminalização da interpretação da lei e intimidara a atuação independente dos juízes.” É notório que Requião é um notório mentiroso. Na campanha para o governo de seu Estado em 1990, ele pôs na programação de seu horário eleitoral gratuito um personagem falsamente identificado como Ferreirinha, que se apresentou como pistoleiro a serviço do empresário Oscar Martinez, pai de José Carlos Martinez, seu adversário. Ainda não tinha tomado posse quando a farsa foi descoberta: tratava-se na verdade de um motorista que prestava serviço a sua campanha. Chamado Afrânio Costa, o personagem de ficção da lavra de Requião e sua assessoria na verdade leu um texto, que a Polícia Federal descobriu ter sido escrito na máquina de escrever de seu então assessor de imprensa Fábio Campana. O processo foi interrompido na fase final do TSE, quando faltavam apenas seis meses para acabar o mandato que ganhou de forma fraudulenta, sob a alegação de que o processo foi mal feito, porque o candidato a vice, Mário Pereira, também tinha que ter sido arrolado como réu. Numa demonstração absurda da zorra total que é a Justiça Eleitoral brasileira, os dois cumpriram o mandato e Requião está até hoje em plena atividade política, como se fosse um cidadão acima de qualquer suspeita. E agora é o encarregado por acusados da Lava Jato como Renan Calheiros e Edison Lobão para relatar um projeto de lei que servirá para chantagear procuradores e juízes de bem, com ficha limpa, ao contrário dele, garantindo mais anos de impunidade até a hora de sua morte amém, da qual não há indício nenhum que escapará. Afinal, os mentirosos também morrem. Ferreirinha, por exemplo, tomou doril e sumiu, nunca mais ninguém o viu.

SONORA Saquear Brasília Capital Inicial

https://www.youtube.com/watch?v=CXEoqD4yqlg

 

 

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