O País pirou
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O País pirou

Facínoras atiraram em ônibus da caravana de Lula, cretinos ameaçaram familiares do relator da Lava Jato no STF, que teve dia de muito trabalho na folga, limpou ficha suja de despachante de bicheiro e liberou geral Jucá

José Nêumanne

28 Março 2018 | 15h57

Em dia de protagonismo, Toffoli soltou Picciani, liberou Jucá e limpou ficha de Demóstenes para livrar cara de Lula depois. Foto: André Dusek/Estadão

Meu Direto ao Assunto abriu o Podcast Comentaristas do Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 – da manhã de quarta-feira 28 de março de 2018 com os seguintes temas: a Ordem dos Advogados do Brasil afirmou que as ameaças que o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, disse que sua família está sofrendo atingem o Estado Democrático de Direito; o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, considerou inaceitável o fato de três tiros terem atingido dois ônibus da caravana de Lula no interior do Paraná; por dois votos, os do decano Celso de Mello e de Dias Toffoli, futuro presidente do STF, a um, do relator, Edson Fachin, a Segunda Turma do Supremo transformou a prisão do deputado estadual Jorge Picciani, do MDB do Rio de Janeiro, em domiciliar; o citado Dias Toffoli mandou limpar a ficha, que até ontem era suja, do ex-senador cassado goiano Demóstenes Torres para livrar a cara do patrão Lula no futuro: por unanimidade, a mesma segunda turma mandou suspender uma das várias investigações que o presidente do MDB, senador Romero Jucá, de Roraima, responde no Supremo por dispor de foro privilegiado, alegando falta de provas; num dia muito agitado na Corte, como foi ontem, o citadíssimo  Dias Toffoli devolveu o processo em que o Supremo já tem maioria para, no mínimo, reduzir o número dos beneficiados com foro privilegiado, mas não dá para esperar um efeito muito positivo; oTribunal de Contas da União viu “indícios de irregularidade” no decreto que Temer assinou prorrogando as concessões dos usuários do Porto de Santos; e o “piti” que Geraldo Vandré deu em João Pessoa ao dizer que repudia o uso que a esquerda fez de suas canções de protesto no show em que comemorou sua volta aos palcos. Alexandre Garcia estranhou a azáfama do Supremo, que não iria trabalhar na Semana Santa, e que Raquel Dodge também tenha trabalhado tanto; e o fato de a insegurança de juízes ter chegado ao Supremo. Eliane Cantanhêde comentou os tiros no ônibus da caravana de Lula, que são um péssimo sinal e ninguém parece saber quem está por trás deles; até ministro do STF diz que está sendo ameaçado; depois de Moro defender uma PEC para manter prisão em segunda instância, Estadão foi atrás e ouvindo os presidenciáveis, descobriu, quem diria, que só os alinhados com o PT e Lula são contra; o fato de Meirelles agora já ter data de filiação ao MDB e isso mexe não só com a campanha, mas com o governo e os nervos do mercado; as prisões de professores no DF acusados de ganharem dinheiro fraudando concursos públicos. E, em Direto da Fonte, Sonia Racy revelou que a iniciativa privada se tranquilizou com queda da denúncia contra o empresário gaúcho Jorge Gerdau.

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