O brilho das mulheres
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O brilho das mulheres

Pressão machista, mal educada, grosseira e inconveniente de Gilmar, Lewandowski e Marco Aurélio não mudou voto decisivo de Rosa nem superou resistência firme e serena de Cármen ao negar habeas corpus pedido ao sTF por Lula

José Nêumanne

05 Abril 2018 | 13h22

Trio caradura do STF – Toffoli, Gilmar e Celso – perdeu a parada para damas de ferro Cármen e Rosa. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Sessão histórica em que o STF negou habeas corpus pedido pela defesa de Lula para evitar sua prisão propiciou um confronto improvável. De um lado, a ministra Rosa Weber, que deu o voto decisivo, surpreendeu a todos negando-se a seguir a própria opinião para prestigiar a jurisprudência da Corte e, com isso, evitar insegurança jurídica. De outro, seu colega Gilmar Mendes furou a fila para voltar a Portugal num compromisso de seu negócio particular, repetindo desfeita de Marco Aurélio Mello, que abandonou antes o mesmo julgamento para ser homenageado no Rio. Foi notória também a cafajestice de Ricardo Lewandowski contra Rosa e Cármen Lúcia, que dirigiu a sessão com energia e lucidez.

Este foi um dos comentários que fiz no Roda Viva Especial temático sobre O Julgamento, levado ao ar pela TV Cultura de São Paulo na quarta-feira 4 de abril de 2018, a partir das 22h10m, com as participações do promotor Roberto Livianu, do juiz Walter Maierovitch e do advogado Pierpaolo Bottini e ancoragem de Aldo Quiroga.

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