O bode na sala
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O bode na sala

Governo usa fábula no bode na sala para negociar reforma da Previdência com privilégios

José Nêumanne

09 Dezembro 2016 | 11h18

Este é o resumo em texto do comentário que fiz hoje cedo na hora em que fico no ar na Rádio Estadão – FM 92,9 – entre 7 e 8 da manhã. Faço o registro para deixar claro que não transigirei com a manutenção da desigualdade.

O encarregado da reforma da Previdência no governo federal, Marcelo Caetano, já deixou claro aos pagantes que as modificações anunciadas no projeto em pauta são políticas, e não técnicas. Ainda bem que ele avisou, não é mesmo? Ficou claro que a gestão Temer endureceu os termos da aposentadoria e das pensões para funcionarem como o bode que o pobre põe na sala de casa e, depois, ao tirá-lo, obedecendo ao conselho do vigário vigarista, sente alívio. Endurece-se para negociar a flexibilização. Há, contudo, algo que não há como aceitar: exigir um sacrifício desmedido da sociedade e manter os privilégios de sempre para políticos, militares e outros marajás. É uma injustiça que desqualifica o projeto.

Marcelo Caetano, encarregado da reforma da Previdência

Marcelo Caetano, encarregado da reforma da Previdência