Não foi bem assim
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Não foi bem assim

Memorando do diretor da CIA ao secretário de Estado Kissinger em 1974 revisa história do fim da ditadura militar brasileira e transição para democracia esclarecendo que Geisel e Figueiredo também foram durões

José Nêumanne

11 Maio 2018 | 14h08

 

Em 1979, os generais Figueiredo e Geisel conversam na aprazível cidade serrana de Teresópolis (RJ). Foto: Arquivo/AE

Memorando do diretor da CIA em 1974, William Cosby, ao secretário de Estado dos EUA à época, Henry Kissinger, obtido nos arquivos da Inteligência americana pelo pesquisador da FGV Matias Spektor revisa a história da abertura do regime militar para democracia tal como a conhecemos hoje. Nele, o funcionário conta que em reunião com outros três generais, entre os quais o então chefe do SNI e depois seu sucessor, João Figueiredo, o presidente Ernesto Geisel, assim que empossado, autorizou Figueiredo a controlar a continuação da política de execução de “subversivos perigosos” nos porões da repressão, tal como era praticada no governo anterior, sob Emílio Médici. Conclui-se daí que a saída da ditadura para democracia não foi uma retirada. Este é meu comentário no Podcast Estadão Notícias, no ar no Portal do Estadão desde as 6 horas da sexta 11 de maio de 2018.

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