Mão na roda
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Mão na roda

Ministro do STF Gilmar Mendes não levou em consideração saldo milionário de operador do PSDB flagrado por MP da Suíça e mandou soltar ex-diretor da Dersa Paulo Preto, para tranquilizar tucanos Serra, Aloysio e Alckmin.

José Nêumanne

14 Maio 2018 | 18h50

Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, chega para votar em Serra para presidente na eleição de 2010. Foto: Robson Fernandes/Estadão

O ministro Gilmar Mendes, coerente com sua atuação desde que foi nomeado por Fernando Henrique para o STF, garantiu uma vez mais as noites de sono de José Serra, Aloísio Nunes Ferreira e, por tabela, do presidenciável Geraldo Alckmin, mandando soltar o operador do PSDB Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, flagra pelo Ministério Publico suíço com R$ 113 milhões de saldo em contas no país, o que não corresponde a seus vencimentos como diretor da Dersa. A libertação foi providencial, pois o indigitado já mandou vários recados para os tucanos de alta plumagem avisando que está prestes a negociar com a PF e o MPF uma delação premiada que pode abalar o palácio do governo em São Paulo com sismos bem inconvenientes. Este foi meu comentário no Podcast Estadão Notícias, no ar desde 6 horas de segunda-feira 14 de maio de 2018.

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