Lula, acima de tudo um fraco
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Lula, acima de tudo um fraco

Prisão de Lula no sábado expôs a farsa da perspectiva de mobilização que a impediria e também a fraqueza política do líder popular que não mostrou no palanque sindical a força política que pensam que ele ainda tem

José Nêumanne

09 Abril 2018 | 17h08

Carregado nos braços pelo povo, petista não recebeu em São Bernardo apoio significativo de líderes políticos. Foto: Francisco Proner/Reuters

A prisão de Lula no sábado 7 de abril de 2018 não convulsionou o País, como muitos chegaram a temer, nem mobilizou a sociedade a ponto de provocar a quebra da ordem em nenhuma cidade do País. Antes de ser preso e ao promover um longo, cansativo e tedioso espetáculo de circo mambembe à frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, onde foi lançado na vida política, o petista também não mostrou força de mobilização que seria capaz de desafiar as instituições do Estado de Direito, em especial a Justiça. Ao contrário, solidarizaram-se com ele os militantes do PT e outros partidos de esquerda atrelados a sua liderança, mas outros mais independentes nem sequer foram ao ABC. O fogo esperado para a ocasião foi apagado sem necessidade de jatos d’água. Este foi meu comentário incluído no Podcast Estadão Notícias, que foi ao ar na segunda-feira 9 de abril de  2018, a partir das 6 horas.

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