Impunidade de primeira
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Impunidade de primeira

Transferência do STF para primeira instância em Minas não perturba muito a impunidade de que tem gozado Aécio Neves, de vez que em seu Estado, juízes de várias instâncias não se sentem bem em condenar próceres

José Nêumanne

08 Maio 2018 | 17h47

Aécio não tem muito a lamentar ida de ação contra ele do STF para Justiça de Minas. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A transferência de um processo contra Aécio Neves do STF para a primeira instância em Minas, ao contrário do que muita gente bem-intencionada espera e confia, não significa o fim da impunidade do chefão dos tucanos nem dos dirigentes e militantes do PSDB em geral. O rigor da Justiça mineira com a elite política dirigente no Estado considerado mais político do Brasil pode ser medido em dois episódios: o mais antigo deles é o fato de o ex-governador e aliado de Aécio Eduardo Azeredo continuar solto, apesar de condenado em segunda instância e da confissão de um seus julgadores sobre o constrangimento por este sofrido ao emanar a sentença. O outro diz respeito ao atual governador, Fernando Pimentel, do PT, personagem de ponta do processo de gatunagem planejado, dirigido e executado pela cumpanheirada e com o rito do impeachment suspenso pela ALMG. Este é um dos comentários que fiz às notícias apresentadas pelo âncora Emanuel Bomfim no programa Estadão às 5 da TV Estadão, transmitido do estúdio no meio da redação e retransmitido por Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook na terça-feira 8 de maio de 2018, às 17 horas.

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