Huck fora
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Huck fora

Campeão em popularidade, Luciano Huck desistiu de se candidatar a presidente da República em 2018

José Nêumanne

27 Novembro 2017 | 18h03

 

Luciano Huck preferiu, por enquanto, não comprometer boa imagem em política Foto: Werther SantÁnna/Estadão

Depois da publicação da pesquisa Barómetro Político, parceria do Estado com a Ipsos com o apresentador de TV Luciano Huck em primeiro lugar com 60% de aprovação popular, os políticos ficaram alvoraçados, procuraram os argumentos mais desesperados para impedir o lançamento da candidatura e agora devem estar aliviados e soltando fogos. Mas outros outsiders vão certamente aparecer nestes 11 meses que faltam para a eleição e mais truques sujos o Congresso deverá armar para evitar a manifestação do eleitor no voto pela mudança que os eleitores querem e devem fazer ao se manifestarem pelo voto. Vai ser uma batalha longa e cheia de lances. Temos de estar preparados para as mais sórdidas iniciativas. E a primeira coisa a fazer é não reeleger ninguém.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 27 de novembro de 2017)

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

Para ouvir Cabo Tenório com Chico Sales clique aqui

 

 

Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 27 de novembro de 2017 Segunda-feira

Luciano Huck publicou artigo na Folha de S. Paulo, chamado em manchete de primeira página anunciando que não será candidato à Presidência. Em que isso altera a disputa presidencial ano que vem?

O apresentador de TV Luciano Huck não será candidato a presidente em 2018. Em artigo publicado na edição desta segunda-feira, 27, da Folha de S.Paulo, Huck afirma que, “com a mesma certeza de que neste momento não vou pleitear espaço nesta eleição para a Presidência da República, quero registrar que vou continuar, modesta e firmemente, tentando contribuir de maneira ativa para melhorar o País.”

No texto, o apresentador cita a Odisseia, de Homero, para dizer que “nos últimos meses estive amarrado ao mastro, tentando escapar da sedução das sereias”. Huck afirma ainda que a candidatura tinha apoio de familiares e de amigos, mas que se considera mais “útil e potente para ajudar meu país e o nosso povo a se mover para um lugar mais digno ocupando outras posições no front nacional”.

Na última quinta-feira, a pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos revelou que a aprovação de Huck subiu para 60%, a maior entre todos os demais nomes cotados para a disputa presidencial do próximo ano. A partir da divulgação dos dados, as pressões para que o apresentador declarasse sua candidatura se intensificaram.

Huck teria decidido antecipar o anúncio de sua decisão do dia 15 de dezembro para amanhã por temer que as pesquisas o colocassem num patamar que tornasse o recuo inviável. Embora o levantamento do Estadão-Ipsos não tenha relação com intenção de votos, ele reflete o potencial de crescimento do nome de Huck e seus interlocutores o alertaram disso.

Depois da publicação da pesquisa Barómetro Político, parceria do Estado com a Ipsos, os políticos ficaram alvoraçados, procuraram os argumentos mais desesperados para impedir o lançamento da candidatura e agora devem estar aliviados e soltando fogos. Mas outros outsiders vão certamente aparecer nestes 11 meses que faltam para a eleição e mais truques sujos o Congresso deverá armar para evitar a manifestação do eleitor no voto pela mudança que os eleitores querem e devem fazer ao se manifestarem pelo voto. Vai ser uma batalha longa e cheia de lances. Temos de estar preparados para as mais sórdidas iniciativas.

Pelo noticiário do fim de semana, tudo indica que a novela da Oi está, enfim, para terminar. Será mesmo ou é uma ilusão?

No sábado, matéria dos jornalistas, Anne Warth, Circe Bonatelli, Cynthia Decloedt e Mônica Scaramuzzo, do Estadão, informou que em meio a turbulência, o presidente da Oi, Marco Schroeder, entregou carta de demissão a Conselho. A saída de Schroeder aprofunda a crise na Oi. Diz a matéria que Schroeder tinha o apoio da Anatel e que a sua saída se deve a pressão do conselho da Oi, liderados por Nelson Tanure.

O site Poder360, do jornalista Fernando Rodrigues, diz que a renúncia do Schroeder caiu como uma bomba no governo de Michel Temer e, o ministro Gilberto Kassab já fala em intervenção. Que a preferência do governo é a entrada da China Telecom, que exige que a lei seja alterada transformando a concessão em autorização, que significa ficar livre da fiscalização da Anatel, tipo mamão com açucar!! Segue a matéria do Poder 360 afirmando que é impossível que o governo do presidente Michel Temer consiga votos  no Congresso para fazer tamanha alteração na lei.Digo que,  mais do que impossível, é um escândalo.

A Anatel à frente da fiscalização,  os consumidores são desrespeitados,  imaginem sem a fiscalização. Caso de polícia Segundo o Lauro Jardim,  Schroeder revelou que vinha recebendo ameaça de morte pelo telefone. Intervenção é o certo. Já disse e repito, estou ficando rouco de tanto falar.A Anatel tem o dever de defender os interesses dos consumidores, da União  e cumprir a Lei. O certo é,  a Anatel intervém na Oi e vende os ativos para quem pagar mais e tiver condições de operar a empresa. Oi na Lava-Jato e delação pela metade tem de ser cancelada.

Mário Cesar Carvalho,  da Folha de S.Paulo, em matéria desse domingo diz sem Gamecorp, Lulinha e teles, não tem acordo. É o recado dado pelos procuradores a Andrade Gutierrez. O Grupo Andrade Gutierrez era um dos controladores da Oi, que investiu R$ 82 milhões na Gamecorp, do filho de Lula. A Lava Jato quer saber porque a Oi colocou R$ 82 milhões na Gamecorp, numa época em que a Oi acumulava prejuízo atrás de prejuízo e a Gamecorp não dava retorno. Há suspeitas também que a fusão e compra da Brasil Telecom pela Telemar em 2008 teve irregularidades e que o investimento público teve suborno como contrapartida.

A hora é agora. A história da criação da Oi vem à tona. A casa caiu para o Lula e Lulinha.

Segundo o Estadão de domingo, corte no orçamento do Inpe ameaça satélites e monitoramento da Amazônia. A este ponto chegou o enxugamento das despesas do orçamento federal?

“A situação é terrível”, diz o diretor do instituto de pesquisas especiais, Ricardo Galvão, a respeito. O orçamento real do Inpe encolheu quase 70% nos últimos sete anos, de R$ 326 milhões, em 2010, para R$ 108 milhões, em 2017, segundo dados obtidos pelo Estado e corrigidos pela inflação. Já o quadro de funcionários encolheu quase 25% em dez anos.

Segundo Herton Escobar, enviado especial do Estadão, Para 2018, a tendência é piorar. A proposta do governo é cortar 39% do orçamento de todos os institutos e autarquias ligadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, incluindo o Inpe e a Agência Espacial Brasileira.“Esse corte certamente implicará a descontinuidade de alguns programas de grande relevância no instituto”, alerta Galvão. “Tenho sérias dúvidas se vamos conseguir renovar essa colaboração com a China.”

Era inevitável que esse tipo de conseqüência viesse a acontecer como resultados dos cortes chamados de contigenciamentos do orçamento público federal com a queda de arrecadação e o avanço desavergonhado e sem limites do governo Temer aos cofres da viúva para garantir a presença do presidente no poder em troca da compra de votos dos parlamentares que cobram caro para impedir que a Justiça faça seu trabalho normal de investigar, condenar e mandar prender. Trata-se evidentemente de um despautério de conseqüências trágicas, não apenas para o cidadão urbano, que usa as informações meteorológicas para decidir como se vestir e que providências tomar para enfrentar dias de chuva e de sol, mas também para o monitoramento da Amazônia e principalmente para a tomada de decisões dos executivos da agroindústria, que sempre tenho chamado aqui de galinha dos ovos de ouro da economia brasileira. Ultimamente a agroindústria tem sido a única forma de evitar a penúria total provocada pela crise patrocinada pelos governos de Lula e Dilma e que seu sucessor Temer tem combatido na economia e na política, embora deixe muito a desejar no que concerne à ética e aos gastos públicos.  É um alívio sber que a arrecadação com impostos e contribuições federais teve crescimento real (acima da inflação) de 9,9% em relação a outubro do ano passado. É a terceira alta consecutiva, após crescimento de 8,6%, em setembro, e de 10,78% em agosto. Para a IFI, o desempenho reforça a recuperação da arrecadação. Mas a notícia sobre o Inpe preocupa, particularmente por ter sido dada simultaneamente a revelações terríveis sobre a explosão do submarino argentino no Atlântico Sul.

Site de notícias ‘Infobae’ diz que cúpula naval argentina não divulgou tudo o que sabe sobre o desaparecimento do submarino San Juan e garante que Mauricio Macri só soube do caso pela imprensa; jornal descobre irregularidades na compra das baterias da embarcação. Pelo visto, ainda há muito a investigar sobre a explosão no fundo do mar?

A Marinha argentina sabia o que havia aconteceu com o submarino ARA San Juan, mas escondeu informações. Segundo o portal Infobae, a cúpula naval soube que a embarcação tinha problemas sérios no dia anterior à tragédia. O capitão Pedro Fernández havia informado que uma das baterias sofreu um curto-circuito em razão de um vazamento no snorkel.

Por duas vezes, Fernández comunicou à base de Mar del Plata que o problema havia sido solucionado. No entanto, aparentemente, o comando naval subestimou a gravidade da avaria. Às 6 horas de quarta-feira, dia 15, quando navegava em alto-mar na altura do Golfo de São Jorge, o capitão requisitou uma mudança de rumo.

Neste momento, segundo o Infobae, o submarino estava a pouco mais de 300 km de Comodoro Rivadavia. À velocidade em que estava – entre 15 e 20 km/h –, a embarcação teria chegado em segurança em terra. A ordem, no entanto, foi seguir a caminho de Mar del Plata.

Em dificuldades em razão do vazamento, o ARA San Juan tinha sempre de emergir para se comunicar com a base. Com mar agitado e ondas de até 8 metros, ele era constantemente golpeado na superfície. Por isso, Fernández teria tomado a decisão de navegar submerso, perdendo a capacidade de propulsão a diesel e com a metade das baterias inutilizadas.

Três horas depois da última comunicação com a base em Mar del Plata, o submarino explodiu, segundo informações enviadas pela Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares, com sede em Viena – que tem sensores para monitorar detonações ao redor do mundo.

Em Mar del Plata, os subcomandantes não consideraram a situação grave. Tanto que o chefe da Marinha, o almirante Marcelo Srur, foi informado apenas na tarde de quinta-feira, dia 16 – mais de 24 horas após o acidente. O ministro da Defesa, Oscar Aguad, e o presidente Mauricio Macri só souberam da tragédia à noite e pela imprensa – o que enfureceu a Casa Rosada.

A deputada governista Elisa Carrió disse ontem que o acidente “é um acontecimento irreversível” e a tripulação “está morta”. “O Estado não pode dizer até que tenha certeza absoluta. Mas eu posso”, afirmou Carrió em entrevista ao Canal 13. “Tenho de dizer: estão mortos.”

Onze dias após o acidente, a Marinha argentina ainda não reconheceu a morte dos 44 tripulantes do ARA San Juan. Nete domingo, 26, em Buenos Aires, o porta-voz Enrique Balbi levantou a hipótese de que os marinheiros estejam “em condições extremas de sobrevivência”. “Ninguém pode dizer que o acontecimento é irreversível porque ainda não conseguimos encontrá-los”, disse.

Segundo edição de domingo do jornal La Nación, uma investigação do Ministério da Defesa encontrou “irregularidades” na compra das baterias do ARA San Juan. Especialistas descobriram que, entre 2015 e 2016, a Marinha violou padrões regulatórios e operacionais para o reparo de meia-vida e substituição de baterias. Ao que tudo indica, houve interesse em beneficiar determinados fornecedores e, no processo, foram adquiridos equipamentos com garantias vencidas.

Enquanto isso, as operações de resgate seguiram neste domingo em Comodoro Rivadavia, onde equipes de 14 países participam das buscas. O navio norueguês Sophie Siem finalmente partiu para a área onde o submarino desapareceu. O minissubmarino que buscará a embarcação no fundo do mar se juntará a sete navios que vasculham a região.

Além da emoção pela tragédia humana, registre-se a preocupação pelo resultado óbvio dos cortes indiscriminados de gastos. Deus nos acuda!

SONORA Cabo Tenório Chico Salles começar do começo