Estabilidade contra impunidade
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Estabilidade contra impunidade

Tida pela defesa de Lula como voto certo a favor do habeas corpus do petista, Rosa Weber foi o fiel da balança que o derrubou por 6 a 5, criando condição segundo a qual estabilidade ajuda a combater impunidade

José Nêumanne

05 Abril 2018 | 17h41

Discrição, serenidade e firmeza tornaram Rosa Weber madrinha de precendente contra impunidade no STF Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Ao manter sua posição coerente, firme e discreta de colocar a colegialidade institucional do STF acima das próprias convicções pessoais, a ministra Rosa Weber deu partida para uma era em que a estabilidade da jurisprudência pode vir a ser importante instrumento de combate à corrupção e à impunidade. Por isso, ela foi agredida de forma cafajeste e grosseira pelos colegas Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski logo após proferir seu voto sem que, contudo, perdesse a calma nem recuasse de sua posição. Seu voto do dia 4 de abril deixou claro que ela não considera oportuno alterar a premissa de que a prisão após segunda instância deve ser permitida, pois não há razões objetivas para mudá-la. Este é um dos comentários que fiz no Estadão às 5, programa da TV Estadão ancorado por Emanuel Bomfim, transmitido do estúdio do meio da redação e retransmitido pelas redes sociais Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook desde quinta-feira 5 de abril de 2018, às 17 horas.

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