Bom dia, cavalo!
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Bom dia, cavalo!

Vovó Nanita sempre me aconselhou a optar pelo silêncio. Parece que o ex-futuro ministro da Justiça de Temer não sabia.

José Nêumanne

29 Abril 2016 | 17h08

Antônio Cláudio loquaz Mariz de Oliveira

Antônio Cláudio loquaz Mariz de Oliveira

Minha avó Nanita reclamava muito de minha loquacidade, dizendo: “Meu filho, quem fala muito dá bom dia a cavalo”. Muitas vezes já me arrependi e ainda me arrependo de nunca lhe ter dado a atenção mercida. Se tivesse conhecido a mãe de meu pai, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira teria evitado dar entrevistas antes de Michel Temer confirmá-lo no Ministério da Justiça. Compadre Washington talvez lhe dissesse: “A palavra é de prata, o silêncio é de ouro”. Ou ainda: “Se Deus quisesse que você falasse mais do que ouvisse, lhe teria dado duas bocas e um só ouvido” – ou coisa parecida. Para o caso também vale a sentença sábia da mulher de Fernandinho no velho humorístico da TV: “Eu só falo quando tenho certeza”. Será que ele tinha?