Aposta no ódio
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Aposta no ódio

Gleisi impõe obstáculos intransponíveis a quem dentro do partido - como Jaques Wagner e Fernando Haddad - luta contra ódio que perturbará processo eleitoral e democracia e prejudicará próprio partido

José Nêumanne

07 Maio 2018 | 12h26

Gleisi opõe obstáculos a petistas como Wagner, que combatem isolamento do partido de ambos. Foto: Ricardo Stuckert

Quando Lula escolheu Gleisi Hoffmann para ser presidente nacional do PT, mesmo não tendo ela nenhum papel político significativo nem o menor talento, ele sabia o que fazia, pois já pretendia fazer por meio dela uma aposta na discórdia geral, que vê como única chance para seu partido escapar do desabamento anunciado pela derrota acachapante nas eleições municipais de 2016. É isso que ela faz agora ao impor obstáculos intransponíveis a todas as vozes discordantes do chefão preso ou mesmo algumas outras dele dependentes que têm o mínimo de consciência de que a luta feroz e sem quartel num confronto ideológico não fará bem nenhum ao Brasil, à democracia nem muito menos nos petistas que ainda acreditam ter o partido deles um lugar nessa luta. Este é meu comentário no Estadão Notícias, que está no ar desde as 6 horas da segunda-feira 7 de maio de 2018.

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