Adiar para consolar
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Adiar para consolar

Toffoli deitou água no chope da festa do PT sobre transferência de delações da Odebrecht de Moro para Justiça de São Paulo, negando liminar que pedia retirada do processo de sítio de Curitiba, mas adiando para consolá-la

José Nêumanne

03 Maio 2018 | 17h37

Sempre com Gilmar por trás, Toffoli empurra com barriga decisões que deveriam seguir para o lixo. Foto: Dida Sampaio

Num despacho de incrível velocidade, dado às 2 da madrugada da quinta-feira 4, o ministro do STF Dias Toffoli rejeitou pedido da defesa de Lula para, se aproveitando de decisão infeliz e absurda da Segunda Turma, aliás com seu voto, que mandou transferir para a Justiça de São Paulo trechos de delações premiadas de 78 executivos da Odebrecht no processo em que Lula é réu, por corrupção passiva e ocultação de patrimônio de um sítio em Atibaia e de um prédio comprado para sediar o Instituto que leva seu nome. Mas não o encaminhou para o lixo, que seria o destino correto e, sim, deu 15 dias à defesa para apresentá-la novamente em outros termos, deixando claro que pedirá as opiniões do juiz Sérgio Moro e o MPF a respeito. A delonga é o mais insidioso instrumento de confundir e, depois, encontrar algum atalho para ajudar o réu. Este foi um dos comentários que fiz no programa Estadão às 5, programa da TV Estadão transmitido do estúdio do meio da redação com Emanuel Bomfim como âncora e retransmitido por Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook na quinta-feira 4 de maio de 2018, às 17 horas.

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