Prioridade de Obama: não irritar os chineses

Marcos Guterman

06 Outubro 2009 | 18h08

Barack Obama será o primeiro presidente americano desde 1991 a não receber na Casa Branca o dalai-lama Tenzin Gyatso, Prêmio Nobel da Paz de 1989 e líder do movimento de autonomia do Tibete em relação à China. Embora tenha sido eleito em boa medida por sua identificação com causas como os direitos humanos, Obama dobrou-se à necessidade de não irritar os chineses. Nem parece o mesmo sujeito que, em 2008, pediu que o então presidente, George W. Bush, boicotasse a abertura da Olimpíada de Pequim por causa da repressão no Tibete.

Samdhong Rinpoche, primeiro-ministro tibetano no exílio, desabafou: “Hoje, os interesses econômicos estão muito acima dos demais interesses”.

O governo americano informou que um encontro entre Obama e o dalai-lama pode ocorrer, mas só depois da visita do presidente à China, marcada para o mês que vem.