Os "bons" nazistas

Marcos Guterman

14 Dezembro 2010 | 00h03

Documentos recentemente desclassificados mostram que o envolvimento dos EUA com ex-nazistas era muito maior do que se supunha, mostra o New York Times. Em vários casos, o governo americano recrutou veteranos da SS e da Gestapo e tratou de evitar que eles fossem capturados ou processados.

Essa pesquisa, que sai agora em livro, começou com o esforço do Congresso americano de investigar o papel do país na proteção a criminosos de guerra alemães depois da Segunda Guerra Mundial. A estratégia, na ocasião, era ter ferramentas e espiões eficientes para minar o comunismo na Alemanha Oriental.

Os novos documentos detalham também a extensão da colaboração entre os árabes muçulmanos e os nazistas. O então múfti de Jerusalém, Haj Amin al-Husseini, estava na folha de pagamento de Hitler – recebia mensalmente 50 mil marcos. Para se ter uma ideia da dimensão desse salário, um comandante militar alemão recebia 25 mil marcos por ano, diz o Times. Em troca, Al-Husseini recrutava muçulmanos para a SS e esperava ser nomeado líder da Palestina depois da guerra. Aos alemães, dizem os documentos, só interessava “a destruição dos judeus”.

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