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Política » O rei do sexo, ou apenas um velho babão

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Marcos Guterman

05 Janeiro 2011 | 00h15

Nos últimos anos, algumas das famosas “Coelhinhas da Playboy” começaram a fazer inconfidências sobre o fundador da revista, Hugh Hefner. Hoje com 84 anos, o magnata mantém o hábito de criar suas coelhinhas na Mansão Playboy, em Los Angeles. Consta, porém, que a vida lá dentro não é exatamente o glamour sexual que Hefner faz supor.

O relato mais recente está no livro Bunny Tales, de Izabella St. James, ex-moradora da casa de Hefner. Ela conta horrores da relação dele com moças que têm idade para ser suas bisnetas.

Izabella diz que as modelos se submetem a Hefner em troca da chance de aparecer na Playboy ou de obter uma cirurgia plástica. Em alguns casos, elas simplesmente ficam muito endividadas e precisam do dinheiro que ele lhes dá.

Segundo ela, Hefner gosta de ficar no quarto com pelo menos três garotas ao mesmo tempo, mas o número pode chegar a 15. A maioria está lá só para assistir o magnata se relacionar com a “escolhida” para aquele momento.

A mansão descrita por Izabella é um horror: móveis caindo aos pedaços, carpetes imundos e cães fazendo necessidades em qualquer lugar. Hefner, diz Izabella, controla o horário das moradoras de maneira rígida. Há até toque de recolher.

Izabella conta que algumas garotas novatas se recusam a ter contato sexual com Hefner, mas ela pessoalmente quis saber como era. “Eu queria ver se o Rei da Sexolândia sabia algo que o resto de nós não conhecia. Mas ele só ficava deitado lá, como um peixe morto. Nós ficávamos imaginando porque ele fazia tudo aquilo. Ele deve saber que é somente um show. Mas ele está tentando viver a fantasia que está vendendo aos homens desde 1954. Ele quer viver a imagem que a Playboy criou e as expectativas que as pessoas têm dele.”

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