No Texas, a Bíblia ajuda a decidir quem vai morrer

Marcos Guterman

18 Outubro 2009 | 01h44

Khristian Oliver foi condenado à morte no Texas por ter assassinado o dono de uma casa que ele estava assaltando. No crime, Oliver atirou no rosto do sujeito e bateu nele com sua arma.

Segundo a Anistia Internacional, os jurados condenaram Oliver depois de terem consultado Bíblias que estavam à disposição na sala de deliberação. Consta que um dos jurados leu em voz alta a seguinte passagem, em Números, capítulo 35, versículo 16: “Se o homicida feriu com ferro, e o ferido morrer, é réu de homicídio, e morrerá também ele”. Foi o bastante para selar a sorte de Oliver, alegam seus advogados.

Para Kate Allen, da Anistia, “textos religiosos dão conforto espiritual para bilhões de pessoas no mundo, mas usar a Bíblia para decidir a vida e a morte de um réu é profundamente perturbador”.