Nixon, Kissinger e a insegurança dos judeus

Marcos Guterman

11 Dezembro 2010 | 13h28

Meses antes de enfrentar o escândalo de Watergate, que viria a derrubá-lo, o presidente Nixon recebeu a primeira-ministra de Israel, Golda Meir, na Casa Branca, em março de 1973. No encontro, estava também o secretário de Estado americano, Henry Kissinger. Golda Meir cumprimentou Nixon efusivamente e lhe agradeceu o apoio. Logo depois que ela saiu do gabinete, Kissinger, que é judeu, comentou:

“A emigração de judeus da URSS não é um objetivo da política externa americana. E se eles puserem judeus em câmaras de gás na URSS, isso não é uma preocupação americana. Talvez seja uma preocupação humanitária”.

Ao que Nixon respondeu:

“Eu sei. Não podemos explodir o mundo por causa disso”.

A propósito dos judeus, Nixon, em conversa com sua secretária, afirmou que o problema deles é a “insegurança latente”: “A maioria dos judeus é insegura. É por isso que eles têm de ficar provando coisas”.

As declarações estão no lote mais recente de gravações do gabinete de Nixon, liberado semana passada pela Nixon Presidential Library and Museum.

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