Lula, o nosso Espártaco

Marcos Guterman

24 Dezembro 2010 | 00h52

Com o fim do mandato de Lula, multiplicam-se avaliações apressadas sobre o valor de seu legado. Os críticos consideram que é muito cedo para julgar se a herança lulista é bendita ou maldita, sem falar da generalizada sensação de que o esgarçamento institucional é aceitável, desde que, em troca, haja progresso material. Já os admiradores parecem não conter a euforia.

Nos últimos dias, Lula foi considerado superior a Getúlio, a JK e, pasmem, até a Espártaco, heróico líder de uma revolta de escravos na Roma Antiga. Para quem já disse ter feito o que “nem D. Pedro” fez e que é a “encarnação do povo”, porém, a criatividade hagiográfica do presidente provavelmente ainda está longe de se esgotar.

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