Honduras: no fim, quem resolveu foram os ianques

Marcos Guterman

30 Outubro 2009 | 11h31

É como se diz: “Donde manda capitán, no manda marinero”. Foi preciso que os EUA agissem para que a crise hondurenha tivesse um desfecho razoável. Logo os EUA, que os “anti-imperialistas” amam odiar.

Não havia outro mediador disponível. O Brasil se desqualificou como tal no minuto em que aceitou que o deposto Manuel Zelaya fizesse da embaixada brasileira em Tegucigalpa um quartel para suas investidas contra os opositores. Ademais, o governo Lula, ao se negar a conversar com os “golpistas”, fechou as portas da diplomacia – um erro que o zeloso Itamaraty não comete quando se trata de conversar com Irã, Venezuela, Bolívia e Sudão, entre outras “democracias”. Se o caso de Honduras era um teste para a pretensão brasileira à liderança regional, o Brasil não passou.