Em Israel, há cooperativa até para encher a cara

Marcos Guterman

05 Maio 2012 | 10h00

Israel está vivendo uma especie de “revival” do espírito cooperativo dos tempos da fundação do país, segundo o Haaretz. Não se trata de novos kibutzim, as famosas comunidades organizadas segundo o sonho socialista e que agora frequentam somente os livros de história. As empresas atuais, inspiradas nos protestos por mais justiça social que sacudiram o país há alguns meses, estão no ramo do varejo e da indústria.

Um dos mais novos empreendimentos é o de uma cooperativa que vai gerir um bar em Tel Aviv, chamado Bar Kayma (“sustentável”, em hebraico). Tudo no local, da decoração ao menu, deve ser decidido no voto – já ficou estabelecido, por exemplo, que só será servida comida vegetariana. Para os membros da cooperativa, os preços, inclusive o da cerveja, serão os de custo. Já os clientes de fora pagarão os preços de mercado.

Yigal Ramban, um dos fundadores da cooperativa, resume o espírito da coisa: “Quando há uma guerra em relação ao custo de vida, ser membro de uma cooperativa significa derrotar o sistema”.