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Política » A seleção da Alemanha, ou as voltas que o mundo dá

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Marcos Guterman

06 Julho 2010 | 00h01

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Klose, polonês, e Boateng, de pai ganês

 

A Alemanha não se cabe em si. O time que tentará nesta quarta-feira classificar-se para sua oitava final de Copa é o queridinho da competição, com seu ataque avassalador e seu “futebol arte”. O traço mais marcante, porém, é a grande presença de jogadores de origem estrangeira – alguns negros, outros poloneses e turcos, um brasileiro. “Essa seleção alemã está dando a todo o país o sentimento especial de força, porque essa equipe multicultural realmente joga junto, algo que não se imaginava possível antes”, festejou o jornal Die Welt.

Nem sempre foi assim na Alemanha, claro. Em “Olympia”, Leni Riefensthal, a cineasta de Hitler, apresentou uma imagem muito diferente do potencial esportivo e patriótico alemão. Há apenas 70 anos, o ideal retratado no filme – e disseminado em cada célula do corpo social do país – indicava o sonho da sociedade branca pura.

Não se muda uma mentalidade assim em apenas sete décadas. Mas a seleção de futebol da Alemanha indica que alguma coisa está diferente naquele complexo país.

 

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O filme ariano de Riefensthal

 

Fotos: Carls de Souza/France Presse e Reprodução

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