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Campanha petista vai modular participação de Lula na TV para não ofuscar Dilma

Marcelo Moraes

terça-feira 19/08/14 16:53

Aliados da presidente acham que, se a presença de Lula for intensa no horário eleitoral, Dilma poderá ser vítima de uma espécie de “lulodependência” e ser vista como muito dependente da força política do antecessor.

Maior cabo eleitoral da campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a grande estrela do primeiro programa eleitoral apresentado pelo PT na televisão e rádio. Até o fim da eleição, o plano é usar a popularidade de Lula para ajudar a presidente. Mas a questão é que os integrantes da campanha avaliam que será necessário modular essa participação para que Dilma não acabe ficando demais em segundo plano no seu próprio programa.
Aliados da presidente temem que, se isso ocorrer em demasia, acabe sendo transmitida ao eleitorado a mensagem de uma espécie de “Lulodependência” da parte de Dilma ou que a candidata está sendo escondida.
Assim, os coordenadores da campanha estudam o melhor formato para que o ex-presidente continue sendo um grande diferencial no programa petista, mas sem que sua participação ofusque Dilma e abra espaço para o surgimento desse tipo de discussão que poderia fragilizar a campanha.
Mesmo fora do Palácio do Planalto há mais de três anos e meio, Lula ainda reúne carisma político capaz de influenciar eleitores. Por conta disso, foi decidido que sua participação seria essencial para o programa de estreia do PT. Especialmente para compensar o desgaste de imagem e rejeição que a presidente tem apresentado em regiões importantes como o Sudeste. Mas o plano é também deixar claro que Dilma não foi apenas uma pessoa escolhida por Lula para presidir, mas sim uma administradora competente com luz própria.
A campanha petista vai avaliar os primeiros dias de horário eleitoral para decidir como serão feitos esses tipos de ajustes no formato do programa.