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Petistas vão tentar desconstruir Marina mas sem preservar Aécio de críticas

Dirigentes do partido garantem que ameaça comum representada por Marina Silva não provocará uma espécie de aliança tática entre PT e PSDB contra a adversária

Marcelo de Moraes

18 Agosto 2014 | 16h29

A necessidade de conter o crescimento da candidatura da ex-senadora Marina Silva (PSB) não vai garantir uma espécie de trégua política entre petistas e tucanos. Do lado do PT, já existe o plano definido de tentar desconstruir a campanha de Marina. Mas a ordem é acumular a nova tática com o discurso crítico contra o senador tucano Aécio Neves.
Na avaliação de aliados da presidente Dilma Rousseff, o ideal é que os, agora, dois adversários diretos tenham suas atuações políticas questionadas e suas fragilidades expostas. O plano é simples: prevê o máximo de desgaste possível para Marina e Aécio de forma que aquele que chegar ao segundo turno esteja fraco o suficiente para ser derrotado.
Com a entrada de Marina na campanha, o Planalto já abandonou a hipótese de vitória no primeiro turno. Então, estuda os cenários que poderá enfrentar no confronto final, caso se confirme a tendência atual de Dilma chegar ao segundo turno. Se depender da vontade petista, o adversário será Aécio, já que isso produziria um cenário conhecido formado pelo tradicional embate entre petistas e tucanos, regido pela tradicional campanha do “nós contra eles”. Na avaliação do governo, esse ambiente político é considerado confortável.
Contra Marina, a tática escolhida será a de falar de sua inexperiência como gestora e dos entraves que ela pode apresentar para o crescimento da economia do País.
Se a pesquisa Datafolha apontou um quadro preocupante para Dilma, já que Marina aparece quatro pontos na frente da presidente – embora na situação limite de empate técnico -, por outros trouxe a notícia de um ligeiro aumento na avaliação positiva do governo. Essa percepção foi comemorada pelos aliados da presidente como o sinal de que a campanha está consistente até agora.