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Quem Faz

MARCELO DE MORAES participa da cobertura de política e economia em Brasília desde 1993. Atualmente é o diretor da sucursal de O Estado de S.Paulo na capital, tendo trabalhado em outros importantes veículos de comunicação do País, como O Globo, Veja, Jornal do Brasil, Valor Econômico, Correio Braziliense, entre outros.
sexta-feira 22/08/14 13:47

A lógica de Marina: candidata coloca a “não política” em ação

As divergências com quadros tradicionais do comando do PSB, as esnobadas em palanques estaduais poderosos como os dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do Paraná, Beto Richa, e outros movimentos fora do padrão da política tradicional marcaram os primeiros dias da ex-senadora Marina Silva como candidata à Presidência da República. Nada disso aconteceu por acaso. Marina segue apostando - como já fizera em 2010 - na construção de uma candidatura que foge das convenções e busca conquistar o ...

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terça-feira 19/08/14 16:53

Campanha petista vai modular participação de Lula na TV para não ofuscar Dilma

Maior cabo eleitoral da campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a grande estrela do primeiro programa eleitoral apresentado pelo PT na televisão e rádio. Até o fim da eleição, o plano é usar a popularidade de Lula para ajudar a presidente. Mas a questão é que os integrantes da campanha avaliam que será necessário modular essa participação para que Dilma não acabe ficando demais em segundo plano no seu próprio programa. Aliados ...

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segunda-feira 18/08/14 16:29

Petistas vão tentar desconstruir Marina mas sem preservar Aécio de críticas

A necessidade de conter o crescimento da candidatura da ex-senadora Marina Silva (PSB) não vai garantir uma espécie de trégua política entre petistas e tucanos. Do lado do PT, já existe o plano definido de tentar desconstruir a campanha de Marina. Mas a ordem é acumular a nova tática com o discurso crítico contra o senador tucano Aécio Neves. Na avaliação de aliados da presidente Dilma Rousseff, o ideal é que os, agora, dois adversários diretos tenham suas atuações políticas ...

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segunda-feira 18/08/14 11:12

Fortalecida por pesquisa, Marina passará a ser criticada por PT e PSDB

Na primeira pesquisa em que teve seu nome incluído como virtual candidata à Presidência pelo PSB, a ex-senadora Marina Silva mudou completamente o cenário eleitoral. Segundo pesquisa feita pelo Datafolha com Marina já no lugar do falecido candidato Eduardo Campos (PSB), ela já aparece em empate técnico com o senador tucano Aécio Neves no primeiro turno e na mesma situação num eventual confronto no segundo turno com a presidente Dilma Rousseff (PT). Esse cenário não deixa dúvidas: PT e PSDB deflagrarão, a partir de agora, ofensivas para desconstruir a nova adversária e reduzir sua força eleitoral.
Segundo o Datafolha, no primeiro turno, Dilma se mantém em primeiro com 36%, mas Marina aparece com 21% e Aécio fica com 20%. O crescimento da ex-senadora se dá em cima de eleitores que pretendiam anular ou voto ou estavam indecisos em quem votar. No segundo turno, Marina aparece até na frente de Dilma, com 47% a 43%, mas em situação de empate técnico no limite.
Os números indicaram o que as campanhas de Dilma e Aécio previam: com a morte de Eduardo Campos, a opção do PSB por Marina alteraria radicalmente o quadro eleitoral e provocaria riscos para as duas candidaturas consolidadas de PT e PSDB
Agora, o risco passa a ser real. Aécio é quem se vê envolvido com o primeiro ataque mais direto, já que passa a correr perigo de não chegar ao segundo turno. Mas os aliados de Dilma sabem que não poderão assistir passivamente o crescimento de Marina sem agir, sob pena de também serem derrotados mais à frente.
Assim, a estratégia de desconstrução da adversária do PSB já começa a ser estruturada. Obviamente, será feita de forma cuidadosa, respeitando o momento delicado que a candidatura adversária atravessa, com a morte trágica de Eduardo Campos. Os tucanos sabem que existe um fator com o qual é muito dificil de lidar que é a emoção pela morte do ex-governador pernambucano e a transferência de seu legado para Marina, com a participação direta de seus familiares.
Contra isso os tucanos sabem que há pouco a fazer. O alvo, no primeiro momento, será mostrar que Marina tem pouca experiência administrativa, ao contrário do candidato tucano, governador por oito anos em Minas Gerais. A resistência do agronegócio, do mercado financeiro e da indústria a Marina também será explorado. Durante sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente, Marina se indispôs com o agronegócio em vários momentos, sendo o mais visível durante a disputa pela liberação de plantios transgênicos no Brasil, em 2003. Não é a única restrição do setor, que a critica por supostamente colocar entraves ambientais na expansão da agricultura nacional.
Outro ponto, que já tem sido discutido por petistas, é a dificuldade que Marina sempre colocou na liberação de licenciamento ambiental para empreendimentos de interesse da economia, como a construção de usinas e estradas. No momento em que o governo tenta melhorar a infraestrutura do País, o plano será mostrar Marina como uma adversária das medidas necessárias para o crescimento.
Tucanos e petistas também contam com a melhor organização de seus palanques regionais para conter o crescimento da nova adversária. Querem também aproveitar a rodada de debates e de horário eleitoral para mostrar supostas limitações da campanha de Marina.
Ainda é cedo para saber se essas táticas de desconstrução vão funcionar. Mas petistas e tucanos sabem que, a partir de agora, não há mais dúvida quanto a realização de um segundo turno e que existe uma chance real de Marina se tornar a próxima presidente do Brasil.

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quinta-feira 14/08/14 08:37

Se Marina disputar eleição, governo terá que mudar tática do “nós contra eles”

Ainda sob forte impacto emocional da morte de Eduardo Campos, o PSB e sua candidata a vice-presidente, Marina Silva, sabem que o relógio eleitoral está correndo. Precisam decidir até os próximos nove dias se o partido se retira da disputa ou se efetiva Marina ou algum outro candidato no lugar de Campos. Enquanto essa decisão não é anunciada, os aliados da presidente Dilma Rousseff já se preparam para a entrada de Marina na campanha e para uma mudança completa de ...

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quarta-feira 13/08/14 16:41

Nas mãos do PSB, o futuro da eleição

O inesperado e chocante desaparecimento do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto num acidente de avião, produz a maior reviravolta na campanha presidencial. Devastados pelo luto da perda do seu presidente nacional e líder, seus companheiros do PSB terão agora o prazo legal de dez dias para decidir se lançarão um candidato substituto ou se simplesmente jogarão a toalha e desistem da disputa. Qualquer decisão que tomem pesará nos rumos da sucessão ao Palácio do Planalto. Nesse momento, é muito cedo ...

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quarta-feira 06/08/14 13:51

Aécio terá pelo menos cinco superministérios

Se for eleito presidente, o senador tucano Aécio Neves já decidiu que promoverá uma espécie de reforma administrativa dentro do governo. O plano é reduzir cargos comissionados e enxugar a hoje inchada estrutura da administração federal, que conta com 39 ministérios. Dentro dessa concepção, o candidato do PSDB decidiu não apenas extinguir pastas, mas fortalecer áreas que considera estratégicas. As discussões ainda não estão concluídas e vem sendo conduzidas pelo ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia, responsável pelo choque de ...

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