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Para abrigar aliados, governo poderá politizar a pasta de Ciência e Tecnologia

Marcelo Moraes

03 fevereiro 2014 | 15:06

Depois de dar posse hoje para quatro ministros, a presidente Dilma Rousseff abre a mais difícil parte da rodada de negociações em torno da reforma ministerial. Agora, é a hora de lidar com os partidos da base de apoio e tratar de arrumar uma fórmula que satisfaça a todos. O problema é justamente encontrar essa tal solução.

Apesar dos 39 ministérios existentes, o governo está quebrando a cabeça para atender todas as demandas. Precisa abrigar PTB e Pros e ainda melhorar a vida de PMDB e PSD, que já possuem postos dentro do primeiro escalão.

Por conta disso, o governo já estuda a repolitização da pasta de Ciência e Tecnologia, hoje comandada por Marco Antonio Raupp, que construiu sua trajetória dentro da área científica. Assim, o ministério iria para algum dos partidos da base aliada, ajudando Dilma a fechar sua reforma.

Se Dilma bater esse martelo, seria, na prática, um retorno ao que ocorreu desde o governo Lula até janeiro de 2012. A pasta foi cota do PSB de Eduardo Campos por muito tempo. Primeiro, o ministério foi ocupado por Roberto Amaral, depois pelo próprio Campos e, em seguida, por Sérgio Rezende. Quando o PSB migrou para Integração Nacional e Portos, o ministério foi para o PT, sendo ocupado por Aloizio Mercadante, que fazia sua estreia como ministro.

Em janeiro de 2012, Mercadante foi deslocado para a Educação e Raupp tirou a cor partidária da pasta. Agora, ela poderá receber novamente um político para seu comando.