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Quem Faz

MARCELO DE MORAES participa da cobertura de política e economia em Brasília desde 1993. Atualmente é o diretor da sucursal de O Estado de S.Paulo na capital, tendo trabalhado em outros importantes veículos de comunicação do País, como O Globo, Veja, Jornal do Brasil, Valor Econômico, Correio Braziliense, entre outros.
sexta-feira 10/10/14 15:30

PDT ameaça punir filiados que pedirem votos para Aécio

Num comunicado oficial a todos os filiados do PDT, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, tenta conter dentro de sua legenda o movimento de adesão à campanha do tucano Aécio Neves no segundo turno. Menos de uma semana depois de ter conquistado o direito de decidir a eleição contra a presidente Dilma Rousseff (PT), Aécio já atraiu o apoio de vários líderes do PDT para o seu lado. O problema é que o comando nacional do partido está coligado ...

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terça-feira 07/10/14 11:22

Para mostrar força, Dilma reúne aliados eleitos, mas exclui os que foram derrotados

Em busca do voto do eleitorado para o segundo turno, a presidente Dilma Rousseff produz seu primeiro evento político na fase final da campanha. Ela reúne na tarde dessa terça-feira governadores que integraram sua aliança política e que foram eleitos já no primeiro turno ou estarão na disputa do segundo turno. Assim, o plano é que Dilma apareça ao lado de vencedores regionais, como Fernando Pimentel (Minas Gerais), Rui Costa (Bahia), Wellington Dias (Piauí), Renan Filho (Alagoas), Jackson Barreto (Sergipe) ...

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quinta-feira 11/09/14 12:04

Campanha de Dilma tenta se proteger do “efeito delação”

No momento em que começa a provocar algum desgaste na imagem da candidata Marina Silva (PSB), a campanha da presidente Dilma Rousseff precisa se preparar agora para aumentar sua própria blindagem. No horário eleitoral gratuito, seja no rádio ou na televisão, e pelas redes sociais a campanha da petista já intensificou o discurso de dizer que o governo de Dilma tem combatido com vigor a corrupção. Em todas as suas falas, Dilma também tem batido nessa mesma tecla. A explicação é ...

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sexta-feira 22/08/14 13:47

A lógica de Marina: candidata coloca a “não política” em ação

As divergências com quadros tradicionais do comando do PSB, as esnobadas em palanques estaduais poderosos como os dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do Paraná, Beto Richa, e outros movimentos fora do padrão da política tradicional marcaram os primeiros dias da ex-senadora Marina Silva como candidata à Presidência da República. Nada disso aconteceu por acaso. Marina segue apostando – como já fizera em 2010 – na construção de uma candidatura que foge das convenções e busca conquistar o eleitor justamente pelo rompimento com as práticas tradicionais.
Na cabeça de políticos convencionais seria impensável, por exemplo, abrir mão de uma aliança com o governador tucano Alckmin, favorito para vencer já no primeiro turno no maior colégio eleitoral do País. Ainda mais diante de uma circunstância política favorável que é o fato de PSDB e PSB estarem coligados oficialmente na eleição estadual.
Na visão de Marina, a lógica é outra. Ela sempre foi contra esse acordo. Defendeu – enquanto tentava fundar a Rede e depois já na chapa com Eduardo Campos – que o PSB tivesse candidatura própria. Foi derrotada internamente na ocasião pela posição de Campos, defensor do acordo. Mas, agora, como candidata, manteve a palavra de honrar o compromisso fechado pelo falecido candidato, mas não mudará sua opinião original. A aliança segue mantida em São Paulo mas Marina não participará da campanha ou subirá em algum palanque ao lado de Alckmin.
O objetivo com isso é claro: Marina tem como foco principal manter a coerência e tentar passar a mensagem de que suas práticas serão diferentes das predominantes dos atuais políticos. Antes de morrer tragicamente, Campos tinha incorporado algo dessa “não política”. Talvez a mais célebre tenha sido quando anunciou que políticos tradicionais do PMDB, como os senadores José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL), não teriam vez no seu governo.
Essa prática remete à enorme massa de eleitores que defendem mudanças no atual cenário político. Se Marina fizer composições incoerentes ou recuar de convicções defendidas com ardor perderá a chance de se encaixar nesse perfil da mudança. Ao jogar um jogo diferente, tem conseguido atrair um interesse do eleitorado. O resultado da última pesquisa Datafolha, com ela aparecendo em segundo lugar no primeiro turno, empatada tecnicamente com o tucano Aécio Neves, e empatando no segundo turno num eventual confronto com a presidente Dilma Rousseff, indicam que sua candidatura e seu estilo são competitivos.
A questão é saber como Marina conseguirá equilibrar esse estilo com uma campanha presidencial que costuma ser extremamente desgastante e repleta de acidentes de percurso.
Considerada ainda uma incógnita para o mercado financeiro e para o setor produtivo – especialmente para o agronegócio e para a infraestrutura -, Marina tem sido extremamente conservadora nos seus primeiros movimentos. Colocou seus principais interlocutores na área para transmitir a mensagem que não pretende dar nenhum cavalo de pau na economia do País e que manterá, por exemplo, o tripé macroeconômico. O sinal é que, se Marina, prega uma “não política”, é improvável que sua campanha defenda alguma espécie de “não economia”. Se fizer isso – ou for interpretada como representante de algo do gênero – dificilmente conseguirá superar resistências dos setores tradicionais da economia e corre o risco de ver seu projeto político fracassar.
Quando ocupava o Ministério do Meio Ambiente, em 2006, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina já estava completamente insatisfeita com o rumo que a administração federal tomava e com o esvaziamento da pasta que comandava. Como se já preparasse seu desembarque do governo, avisou em entrevista ao jornal O Globo que não admitiria flexibilizar a gestão ambiental como preço para continuar à frente do ministério: “perco meu pescoço, mas não perco o juízo”, afirmou. Na campanha, ela indica estar disposta a, novamente, arriscar o pescoço, em vez de flexibilizar seus métodos.

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terça-feira 19/08/14 16:53

Campanha petista vai modular participação de Lula na TV para não ofuscar Dilma

Maior cabo eleitoral da campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a grande estrela do primeiro programa eleitoral apresentado pelo PT na televisão e rádio. Até o fim da eleição, o plano é usar a popularidade de Lula para ajudar a presidente. Mas a questão é que os integrantes da campanha avaliam que será necessário modular essa participação para que Dilma não acabe ficando demais em segundo plano no seu próprio programa. Aliados ...

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segunda-feira 18/08/14 16:29

Petistas vão tentar desconstruir Marina mas sem preservar Aécio de críticas

A necessidade de conter o crescimento da candidatura da ex-senadora Marina Silva (PSB) não vai garantir uma espécie de trégua política entre petistas e tucanos. Do lado do PT, já existe o plano definido de tentar desconstruir a campanha de Marina. Mas a ordem é acumular a nova tática com o discurso crítico contra o senador tucano Aécio Neves. Na avaliação de aliados da presidente Dilma Rousseff, o ideal é que os, agora, dois adversários diretos tenham suas atuações políticas ...

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quinta-feira 14/08/14 08:37

Se Marina disputar eleição, governo terá que mudar tática do “nós contra eles”

Ainda sob forte impacto emocional da morte de Eduardo Campos, o PSB e sua candidata a vice-presidente, Marina Silva, sabem que o relógio eleitoral está correndo. Precisam decidir até os próximos nove dias se o partido se retira da disputa ou se efetiva Marina ou algum outro candidato no lugar de Campos. Enquanto essa decisão não é anunciada, os aliados da presidente Dilma Rousseff já se preparam para a entrada de Marina na campanha e para uma mudança completa de ...

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quarta-feira 13/08/14 16:41

Nas mãos do PSB, o futuro da eleição

O inesperado e chocante desaparecimento do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto num acidente de avião, produz a maior reviravolta na campanha presidencial. Devastados pelo luto da perda do seu presidente nacional e líder, seus companheiros do PSB terão agora o prazo legal de dez dias para decidir se lançarão um candidato substituto ou se simplesmente jogarão a toalha e desistem da disputa. Qualquer decisão que tomem pesará nos rumos da sucessão ao Palácio do Planalto. Nesse momento, é muito cedo ...

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quarta-feira 06/08/14 20:19

JBS já repassou mais de R$ 50 milhões para campanhas eleitorais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou a primeira prestação de contas parcial com as doações recebidas por partidos, candidatos e seus comitês financeiros de campanha. Alguns dados já se destacam imediatamente. Segundo os dados do tribunal, a empresa JBS declarou oficialmente já ter destinado mais de R$ 50 milhões para abastecer diversas campanhas pelo Brasil afora. Na divisão do dinheiro doado pela empresa, os tucanos receberam R$ 7 milhões, sendo R$ 5 milhões entregues diretamente ao Comitê Financeiro Nacional para Presidente ...

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