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PMDB pós-eleição

Julia Duailibi

22 outubro 2012 | 17:15

O PMDB não passou para o 2º turno em São Paulo, mas já articula o lançamento de candidatura própria para governador em 2014. O projeto inicial do partido era lançar o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, como candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Mas, agora, com o desempenho de Gabriel Chalita, que terminou a disputa em São Paulo em quarto lugar, com cerca de 800 mil votos, a decisão pode ser revista. Peemedebistas admitem que o quadro pode mudar e não descartam, inclusive, uma aliança com o PT.

No sábado, em comício de Fernando Haddad, as duas “estrelas” do partido dividiram o palanque ao lado do vice-presidente Michel Temer, que articula o fortalecimento do partido no Estado, após a morte do governador Orestes Quércia. A avaliação no PMDB hoje é que Skaf não colaborou com a campanha de Chalita como poderia ter feito.

Por enquanto, Chalita tem no horizonte um ministério de Dilma. A pasta mais provável hoje é a de Ciência e Tecnologia.

Em São Paulo, os tucanos já sabem que uma aliança com o PMDB é improvável. Por isso, a legenda não deve aumentar sua participação no secretariado de Alckmin, que prepara uma reforma para logo depois da eleição.  O partido ocupa hoje a Codasp (Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo).