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Para consultoria, Marina na disputa dificulta vida de Aécio

Julia Duailibi

14 agosto 2014 | 12:24

A consultoria de risco político americana Eurasia diminuiu de 60% para 55% a chance de reeleição da presidente Dilma Rousseff na eleição de outubro em razão da provável entrada de Marina Silva na disputa após o acidente que matou o candidato do PSB, Eduardo Campos.

“Com Silva sendo potencialmente uma candidata mais competitiva que Aécio Neves num segundo turno contra Rousseff, estamos diminuindo a probabilidade de reeleição de Dilma de 60% para 55%”, disseram os analistas da empresa em boletim de hoje sobre a sucessão presidencial.

Segundo a Eurasia, se Marina for escolhida para substituir Campos, ela imediatamente se tornará uma forte candidata à Presidência e tornará não só o caminho de Dilma mais difícil como também o de Aécio. O informe diz ainda que, além de Marina ter mais intenções de voto nas pesquisas que Campos, é provável que ela atraia ainda mais eleitores por ter se tornado a sucessora dele.

Mas, para os analistas, Aécio é provavelmente o maior perdedor com a entrada de Marina na corrida presidencial. O texto destaca que a vice de Campos projeta uma imagem de renovação na política e tem boa entrada com os jovens, que foram para as ruas durante as manifestações de junho de 2013.Para a consultoria, não será surpresa se Marina passar Aécio nas próximas pesquisas de intenção de voto.

A Eurasia disse, porém, que é prematuro afirmar que Marina seria uma candidata mais forte que Aécio na disputa pela vaga no segundo turno. Isso porque, entre outros fatores, ela tem menos minutos no horário eleitoral de TV e Aécio terá tempo para trabalhar o eleitorado do Sudeste e lançar dúvidas sobre a capacidade de liderança de Marina.