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Clima esquenta (ainda mais) em Cartagena

Julia Duailibi

15 abril 2012 | 01:00

De Cartagena

Na primeira reunião fechada entre os presidentes que participam da 6ª Cúpula das Américas, no sábado, a presidente Dilma Rousseff foi categórica ao defender a participação de Cuba nos próximos encontros da entidade. O Brasil endossa a avaliação de outros países, como Argentina e Venezuela, segundo os quais a cúpula corre risco de ser extinta, caso o país vizinho, o único das Américas que não foi convidado, não seja chamado para as reuniões.

A Alba (Associação Bolivariana para as Américas) soltou um comunicado hoje afirmando que os seus oito integrantes não vão mais participar da cúpula se o convite não for feito a Cuba – o país faz parte do bloco. O presidente Rafael Corrêa boicotou o encontro em desagravo ao aliado.

Os Estados Unidos, que passam por uma eleição neste ano, vetam o convite ao país dos irmãos Castro. Neste domingo, o assunto volta à tona, com mais força, durante o “retiro presidencial”, quando os líderes dos países se encontram sozinhos, sem os chanceleres. É nesse encontro que devem ser abordados outros temas polêmicos, como Malvinas e descriminalização das drogas.

Diplomatas brasileiros à frente das negociações já trabalham com um cenário em que não haja uma declaração final da cúpula.