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Quem Faz

JULIA DUAILIBI é jornalista, trabalhou nas redações de Veja, Folha de S. Paulo e Estadão, em Brasília e em São Paulo.
segunda-feira 06/04/15 20:42

Governo tenta emplacar ‘agenda positiva’

Com a popularidade em baixa, a base aliada conflagrada e uma nova manifestação com críticas batendo à sua porta, o Palácio do Planalto tenta nadar contra a maré e imprimir alguma reação à péssima fase. A presidente Dilma Rousseff marcou uma segunda conversa com os líderes do Congresso para amanhã. Conversa é algo de que o seu governo sempre precisou. Não que as raposas do Legislativo se deixarão levar pela lábia de Dilma, que não é das melhores. Enquanto a economia ...

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terça-feira 31/03/15 13:15

Para manter Levy no cargo, Dilma finge não entender declaração de ministro

Em palestra para ex-alunos da Universidade de Chicago, em São Paulo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chamou a presidente Dilma Rousseff de burra. Não disse isso com todas as letras, mas foi exatamente esse o sentido da sua declaração ao afirmar que ela nem sempre faz as coisas da maneira mais "fácil" e "efetiva". Por mais que Levy tenha usado eufemismos, de maneira elegante e delicada, a declaração dele é óbvia: a presidente é bem intencionada, mas, coitada, não ...

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domingo 29/03/15 23:05

Para advogado, Rede foi vítima de Lei dos Partidos

O advogado especialista em direito eleitoral Ricardo Penteado avalia que a Rede, partido que a ex-candidata a presidente pelo PSB, Marina Silva, pretende criar, foi “vítima” da nova regra que altera a Lei dos Partidos, sancionada pela presidente Dilma Rousseff na semana passada. “Como a Rede não terminou o recolhimento das assinaturas de apoiamento, vai ser assim violentamente atingida. Porque todos os nomes que ela já trouxe e mais aqueles que ela deve trazer terão de ser rechecados pela Justiça para ...

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sexta-feira 27/03/15 05:26

Em meio à crise hídrica, Sabesp vê ‘fartura’ de água e dispensa ‘economia excessiva’

Em evento na Fiesp na terça-feira, o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, disse haver regiões no Estado em que não existe a necessidade de poupar água. Afirmou ainda que “ninguém quer dar um incentivo à população a economizar excessivamente”.

“Estamos discutindo. Vamos eliminar o bônus onde não tem necessidade de economizar. Ninguém quer sacrificar. Ninguém quer dar um incentivo à população a economizar excessivamente”, declarou Kelman. “Ninguém quer que alguém sofra se não for necessário. Então, a sinalização de que a água é escassa em alguns lugares começa a deixar de ser necessário”, afirmou o presidente da Sabesp ao citar a região da bacia do Piracicaba como um dos locais onde deve deixar de valer o desconto na conta de água para quem diminuir o consumo.

A declaração de Kelman passou quase batida. Mas é chocante que o presidente da Sabesp diga que “a sinalização de que a água é escassa em alguns lugares começa a deixar de valer”. Não. Água continua sendo escassa, é um bem finito. Portanto, a “sinalização” a qual ele se refere deveria continuar valendo. Deveria ser uma política permanente, se não quiser contar com a ajuda de São Pedro. ”Sinalizar” que a água tem de ser poupada é política pública das mais óbvias, principalmente depois do sistema de abastecimento do Estado ter praticamente entrado em colapso – isso se ainda não entrar.

Por outro lado, o próprio presidente da Sabesp admitiu que “usar água com parcimônia é uma receita para sempre”. Então, por que não manter o bônus para incentivar as pessoas a adotarem essa “receita para sempre”? O próprio governo paulista sempre disse que mexer no bolso da população era a melhor forma de levar as pessoas a pouparem.

As declarações de Kelman parecem ter relação com a situação financeira da Sabesp, e não com uma suposta preocupação com o “sofrimento” a que estaria submetida a população com a economia de água. Em 2014, a empresa implementou a política de concessão de desconto de até 30% na conta de quem poupasse 20%. Isso derrubou a receita da Sabesp em R$ 1,5 bilhão. Em março, a companhia pediu autorização à Arsesp para reajustar a tarifa numa tentativa de arrumar o caixa.

A empresa vive da venda de água. Se incentivar a economia, menos água vende, menos receita tem e menos lucro distribui para os acionistas. Kelman disse que uma coisa não tem a ver com a outra. “Isso não é um dos motivos. O que talvez faça sentido é eliminar o bônus onde ele não é necessário. Há áreas em que há fartura de água”, votou a dizer.

Apesar da negativa de Kelman, as demonstrações financeiras da empresa parecem ainda ditar a política da Sabesp. Em tempos de fartura e em tempos de escassez.

 

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quinta-feira 26/03/15 05:41

Tucano defende impeachment e fala em ‘assombração política’ no Planalto

Eduardo Graeff. Foto: Ed Ferreira/Estadão - 17.04.1997

O cientista político Eduardo Graeff diz haver elementos que justifiquem um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. "A confiança do País, o respeito dos aliados e a capacidade de decisão ela já perdeu. Acho menos arriscado para o País liberá-la do cargo do que tê-la como uma assombração política no Planalto pelos próximos anos", declarou. Graeff, que foi subchefe da Casa Civil para Assuntos Parlamentares e secretário-Geral da Presidência no governo FHC e é autor do livro Corrupção no Brasil: ...

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segunda-feira 23/03/15 23:31

Dilma e a predileção pela crise

Em mais uma tentativa de fazer um contra-ataque à crise política que engole seu governo, a presidente Dilma Rousseff começou a semana escalando ministros para uma reunião no Palácio do Planalto. Dilma acatou sugestão do ex-presidente Lula e ampliou o grupo de "conselheiros", já que os de plantão ajudam quando não atrapalham. Ao término da reunião, alguns dos ministros saíram em defesa de Aloizio Mercadante (Casa Civil), apontado por integrantes do próprio governo como um dos que mais ajudam quando ...

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segunda-feira 16/03/15 17:21

Clube Militar elogia protestos e fala em ‘onipresente vigilância’

Um dia depois das manifestações pelo País, durante as quais grupos isolados pediram a intervenção militar, o Clube Militar publicou uma nota na qual afirma que os protestos mostram que o governo não pode pensar em transformar o Brasil numa Venezuela "impunemente" e que é necessária "onipresente vigilância". 

"(A manifestação) sinaliza aos seguidores do Foro de São Paulo, hoje dirigindo o Brasil, que não podem pensar impunemente em nos transformar em uma ditadura similar à da Venezuela ...

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sexta-feira 23/01/15 14:57

Ex-assessor de Alckmin critica medidas anunciadas por secretário para poupar água

Ex-assessor especial do governador Geraldo Alckmin (PSDB), entre 2011 e 2013, o produtor rural Frederico d'Avila critica as medidas que foram anunciadas nesta semana pelo secretário estadual de Agricultura, Arnaldo Jardim, como resposta à crise de abastecimento de água no Estado. Em entrevista ao Valor Econômico, publicada ontem, Jardim disse que até o final do mês o governo deve anunciar uma restrição ao uso de água na agricultura irrigada, medida que deve afetar produtores responsáveis pelo abastecimento de 50% dos hortifrúti ...

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