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Quem Faz

JULIA DUAILIBI é jornalista, trabalhou nas redações de Veja, Folha de S. Paulo e Estadão, em Brasília e em São Paulo.
sexta-feira 19/12/14 20:13

‘Regra’ da continuidade se espalhou pelo País

Texto publicado na retrospectiva do Estadão Noite A eleição de 2014 prometia grandes mudanças nos cenários estaduais e nacional, embalada pelas manifestações de junho de 2013, que tinham como alvos genéricos a política e quem estava no poder. Mas o que prevaleceu nas urnas não foi a tese da alternância, mas sim a regra da continuidade: Dilma Rousseff (PT) foi reeleita presidente, assim como onze dos 18 governadores que tentavam se manter no cargo, número que corresponde à taxa histórica de ...

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quarta-feira 17/12/14 06:24

Ex-governadores terão de ‘devolver’ escolta policial

Ex-governadores de São Paulo deverão devolver à Casa Militar do governo paulista policiais militares que estão alocados atualmente como seus seguranças. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) já foi informado por assessores do Palácio dos Bandeirantes que, pela legislação atual, os ex-governadores José Serra (PSDB) e Alberto Goldman (PSDB) e o vice-governador Guilherme Afif (PSD) não têm mais direito à escolta feita por policiais militares a partir de 1º de janeiro de 2015. De acordo com o decreto 48.526, de março de ...

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segunda-feira 15/12/14 14:32

Clube Militar pede medidas judiciais contra Comissão da Verdade

Após analisar o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), o Clube Militar divulgou novo texto para seus associados no qual pede medidas judiciais contra os "crimes" cometidos pela comissão. Intitulado Uma Mácula a ser Limpa e assinado pelo general da reserva Gilberto Rodrigues Pimentel, o texto diz que o documento da CNV envereda pela calúnia e difamação ao apontar nomes de militares que, segundo a comissão, teriam cometido crimes contra humanidade, como sequestro e tortura, considerados imprescritíveis pelo direito internacional. "Há ...

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quinta-feira 11/12/14 23:30

A CNV e as escolhas de Dilma

Não era necessário exercício de adivinhação para saber que o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), apresentado ontem, desagradaria aos dois lados: dos perseguidos pela ditadura, familiares de mortos e desaparecidos e organizações de defesa dos direitos humanos aos militares e críticos dos trabalhos do grupo.

Se o relatório final não responde aos anseios desses grupos, ele se encaixa perfeitamente nas expectativas da presidente Dilma Rousseff (PT). Ao instalar a CNV em 2012, Dilma queria dar uma resposta à sociedade, mas sem entrar em confronto com as Forças Armadas nem com setores contrários à revisão da Lei da Anistia.

A despeito do passado de luta contra a ditadura, ela não quis jogar o peso da Presidência na discussão sobre a revisão da lei, de 1979, nem entrar em conflito com os militares a respeito da abertura dos arquivos dos anos de chumbo. A CNV enfrentou a resistência das Forças Armadas para acessar documentos sem que o Executivo se manifestasse a favor da comissão.

Dilma preferiu manter-se distante dos trabalhos do grupo, inclusive das disputas ideológicas e das picuinhas entre os comissionados. Quando poderia nomear novo integrante para a vaga do ministro Gilson Dipp (STJ), escolheu deixar a cadeira vazia para não levantar qualquer polêmica, sobretudo em ano eleitoral.

Assim, foi evitando o confronto com setores da sociedade e endossou a tese da reconciliação, presente na própria lei que cria a comissão. Sem a ajuda do Executivo para ultrapassar barreiras, a CNV acabou por produzir um relatório final que é basicamente uma “sistematização”, como gosta de dizer o coordenador Pedro Dallari, das informações que já existiam.

Apesar disso, o documento apresenta alguns avanços. Cita nomes, fala em cadeia de comando e pede responsabilização dos agentes públicos que perpetraram crimes contra a humanidade. Para isso, usa a mesma estratégia do Ministério Público Federal, segundo a qual esses crimes são imprescritíveis.

A presidente tirou do seu colo eventuais desdobramentos dos trabalhos da CNV e os jogou para o Supremo Tribunal Federal (STF), que voltará a analisar a Lei da Anistia sob a ótica de sua constitucionalidade diante dos acordos internacionais assinados pelo País que consideram imprescritíveis os crimes contra a humanidade.

Num momento de crise no governo, com denúncias de corrupção, e uma oposição fortalecida pelas urnas, Dilma escolheu qual briga não comprar.

 

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quarta-feira 10/12/14 15:16

Grupo diz que CNV mentiu sobre caso JK

O Grupo de Trabalho JK, formado por integrantes das Faculdades de Direito da USP e do Mackenzie, em parceria com a Comissão da Verdade Rubens Paiva, da Assembleia paulista, concluiu que o presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar e que a Comissão Nacional da Verdade (CNV) cometeu "erros" e "omissões", além de ter ignorado fatos e testemunhos em seu relatório sobre o caso. "A CNV não ofereceu respostas mínimas ao Brasil porque não trabalhou o mínimo necessário", diz o relatório do ...

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quinta-feira 04/12/14 20:00

Os caminhos de Aécio e Alckmin

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) miram o mesmo objetivo em 2018, mas a cada dia são mais distintos os caminhos que traçam para alcançar a Presidência da República daqui a quatro anos. Alckmin esteve no Palácio do Planalto hoje para assinar contratos com a presidente Dilma Rousseff (PT). Obteve um pacote de R$ 3,2 bilhões para obras de abastecimento de água e mobilidade urbana. Durante o encontro, adotou um tom contemporizador, típico de governadores ...

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quinta-feira 27/11/14 20:00

A reedição do ‘cavalo de pau’

Em maio de 2003, José Dirceu, o então novo ministro da Casa Civil e o “capitão do time” que se instalava no Planalto, usou uma expressão para definir a dose de ortodoxia econômica que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva implementara ao assumir o governo. Sem saber que estava sendo gravado, em um encontro fechado do PT, falou que a administração petista havia promovido um “cavalo de pau” na economia. Dirceu referia-se às medidas amargas tomadas logo no começo ...

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quinta-feira 20/11/14 23:58

Dilma perde o timing

Os desdobramentos do escândalo do Petrolão levam o governo a se preparar para uma crise com potencial de estrago ainda maior que a do mensalão. Parlamentares, entre os quais políticos da base aliada, como petistas e peemedebistas, executivos de empreiteiras e integrantes da estatal não devem escapar das denúncias de desvios. Não há como a crise não chegar ao Palácio do Planalto. Ciente disso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro com Dilma Rousseff, na Granja do Torto, na ...

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segunda-feira 17/11/14 13:56

Abrigo a Marta Suplicy tem recepção fria no PMDB

Em entrevista à colunista do Estado, Dora Kramer, publicada neste domingo, a senadora Marta Suplicy (PT) falou sobre seu futuro político e disse que a troca de partidos é uma das possibilidades com as quais trabalha. O PMDB é uma opção, principalmente porque o marido dela, Márcio Toledo, está no partido e tem boa relação com o vice-presidente Michel Temer, o que facilitaria a ida da ex-prefeita para a legenda. O entusiasmo com a ideia na seara peemedebista pode ser medido ...

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