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Quem Faz

JULIA DUAILIBI é jornalista, trabalhou nas redações de Veja, Folha de S. Paulo e Estadão, em Brasília e em São Paulo.
terça-feira 21/10/14 12:39

Tucanos apostam em desempenho de Aécio no debate

Após resultado do Datafolha, que aponta inversão no quadro eleitoral com Dilma Rousseff (PT) liderando numericamente a corrida, o comitê de Aécio Neves (PSDB) tem agora uma missão difícil: paralisar o que parece ser uma onda pró Dilma bem na reta final da campanha. A tarefa é complicada, principalmente num cenário em que o TSE criou nova jurisprudência e proibiu as campanhas publicitárias no rádio e na TV com ataques. O discurso crítico contra Dilma e contra corrupção ...

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sexta-feira 17/10/14 20:16

Baixaria de Aécio e Dilma legitima comportamento do eleitor

Os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), ao protagonizarem situações patéticas como o debate de ontem, no SBT/UOL, colocam mais lenha na fogueira entre petistas e tucanos, Brasil afora. A baixaria que os dois promoveram legitima a pancadaria que já corre solta na rede há meses e que, agora, parece chegar de maneira perigosa às ruas. É bom que as pessoas estejam envolvidas com política, num País em que o eleitor geralmente não lembra o nome do deputado federal ...

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quinta-feira 16/10/14 22:46

Aécio e Dilma: UFC eleitoral

A depender da escalada de agressões nos debates, chegaremos ao final da eleição com os dois candidatos à Presidência trocando sopapos na frente das câmeras. Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) praticamente perderam a compostura e protagonizaram o embate mais duro feito nesta eleição até agora, durante o encontro de hoje no SBT - e olha que o anterior, na Band, na última terça-feira, já havia sido um duelo e tanto. Além do "arroz com feijão" dos últimos confrontos (troca de ...

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quarta-feira 15/10/14 11:44

Eleitor precisa de tira-teima em tempo real

O debate da noite de ontem na Band, o primeiro do segundo turno, deveria ser apresentado com uma espécie de tira-teima em tempo real para o eleitor. Foram tantas as declarações do tipo “o candidato falta com a verdade” ou “é mentira da candidata”, que ficou difícil para o eleitor depurar o que era fato em meio ao mar de acusações.

A candidata do PT, Dilma Rousseff, pontuou ao imprimir sua agenda e trazer o candidato do PSDB, Aécio Neves, para a sua pauta, o que foi ruim para o tucano. Estratégia parecida já foi usada pelos petistas em outras ocasiões e se mostraram nefastas para o candidato da oposição, vide a eleição de 2006 e a discussão sobre privatizações.

O PT fez a lição de casa e levou informações novas para tentar desestabilizar Aécio, entre as quais a acusação de que ele cometeu nepotismo durante sua gestão em Minas. Também explorou a administração do tucano no Estado, o que fez com que Aécio passasse parte do tempo rebatendo as acusações da petista. Dilma, como de costume, muitas vezes foi confusa e não conseguiu expor com clareza perguntas ou argumentos. Ainda assim conseguiu demonstrar tranqüilidade.

Aécio explorou as denúncias de corrupção, principalmente da Petrobras. O foco principal, porém, foi a tentativa de trazer o embate para a discussão econômica, mostrando dados ruins do governo Dilma. Mas ficou na defensiva quando confrontado com a gestão FHC e com os indicadores de Arminio Fraga enquanto presidente do Banco Central.

No geral, o tucano mostrou mais do mesmo, sem trazer nenhuma informação nova ao debate que desestabilizasse a candidata. Só que desta vez exagerou um pouco na ironia, passando ao eleitor uma certa arrogância que pode ser perigosa – de novo, o debate de 2006 entre Geraldo Alckmin e Lula mostrou que o público tende a ficar solidário com quem “apanha”.

O embate entre os dois candidatos foi bom. Ajudou a expor um pouco os estilos e pôs mais lenha na fogueira numa eleição excessivamente polarizada. Num confronto tão direto, não tem como o candidato não ficar à mercê dele mesmo, por mais bem treinado que esteja. Por outro lado, de nada serviu para o eleitor entender o que seria o governo de cada um na Presidência. Com tantas trocas de acusações, ficou difícil saber quem “está faltando com a verdade”.

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terça-feira 14/10/14 11:12

PT cobra Haddad por derrota de Padilha

O clima entre o PT e o prefeito Fernando Haddad azedou. Na sexta-feira passada, o presidente estadual do partido, Emidio de Souza, e o ex-candidato petista ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, foram à Prefeitura fazer um balanço da campanha com o prefeito. Depois de certo tempo de conversa, os ânimos ficaram exaltados, a ponto de assessores terem percebido o clima ruim. O prefeito levantou a voz para Emidio, que cobrava a fatura da derrota de Padilha. Os petistas acham ...

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quinta-feira 09/10/14 22:14

O legado de 2014

Publicado no Estadão Noite Caro eleitor, prepare seu estômago porque o segundo turno não será brincadeira. Em jogo, está a principal cadeira do País, e ao que tudo indica a disputa pelo posto será das mais acirradas e agressivas desde 1989. A movimentação nos bastidores das campanhas, o tom dos principais colaboradores de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), a reverberação desse caldo político no eleitorado e a sua conseqüente manifestação histérica nas redes sociais mostram que não serão semanas ...

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segunda-feira 06/10/14 12:00

Alckmin e Aécio: forças antagônicas dentro do PSDB

Ao lado da candidata do PSB, Marina Silva, o governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, é o principal derrotado com a passagem de Aécio Neves (PSDB) para a segunda etapa da disputa presidencial, independentemente da vitória de ontem no primeiro turno. Até o mês passado, o terceiro lugar de Aécio nas pesquisas projetava Alckmin como a maior liderança do PSDB no pós-eleição e candidato à Presidência em 2018. Agora, torna-se inevitável a polarização. Se quiser se manter na disputa ...

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domingo 05/10/14 11:37

Sem grande marca, Alckmin se torna ‘case’ eleitoral

Análise publicada no caderno Especial Eleições, do Estadão. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tornou-se uma espécie de “case” eleitoral na disputa de 2014. Com 57% dos votos válidos na última pesquisa Ibope, o tucano pode ser reeleito neste domingo, já no 1.º turno, apesar dos trancos e barrancos pelos quais passou a sua administração. A provável vitória dará a Alckmin um portfólio de 13 anos na condução do governo paulista. É um recorde que não se traduz em ...

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sexta-feira 03/10/14 03:06

Blindagem falha, e candidatos se expõem em último debate

A incerteza a respeito da eleição de domingo deixou os nervos à flor da pele no debate entre os presidenciáveis, ontem, na Globo. Diferentemente dos anos anteriores, quando o confronto se dava com um segundo turno quase definido, o encontro de ontem valia pontos na corrida para se manter na próxima etapa da eleição. Tensos, os candidatos mostraram a cara, e o controle dos marqueteiros sobre seus personagens não foi tão eficaz. Houve mais erros, mais naturalidade e mais humor - o ...

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