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Quem Faz

JULIA DUAILIBI é jornalista, trabalhou nas redações de Veja, Folha de S. Paulo e Estadão, em Brasília e em São Paulo.
sexta-feira 23/01/15 14:57

Ex-assessor de Alckmin critica medidas anunciadas por secretário para poupar água

Ex-assessor especial do governador Geraldo Alckmin (PSDB), entre 2011 e 2013, o produtor rural Frederico d'Avila critica as medidas que foram anunciadas nesta semana pelo secretário estadual de Agricultura, Arnaldo Jardim, como resposta à crise de abastecimento de água no Estado. Em entrevista ao Valor Econômico, publicada ontem, Jardim disse que até o final do mês o governo deve anunciar uma restrição ao uso de água na agricultura irrigada, medida que deve afetar produtores responsáveis pelo abastecimento de 50% dos hortifrúti ...

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quinta-feira 22/01/15 05:21

Haddad mira a reeleição e se posiciona para 2018

Criticado pelos petistas durante os primeiros anos de seu mandato por não "fazer política", o prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) mostrou nas últimas semanas que está empenhado em ceder espaço para as tradicionais negociações partidárias, que devem garantir uma base de sustentação à sua candidatura à reeleição no ano que vem. Ontem, Haddad convidou Alexandre Padilha, ex-candidato ao governo paulista pelo PT em 2014, para secretário das Relações Governamentais. Fez o convite como um aceno ao PT e ao próprio ...

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quarta-feira 21/01/15 14:16

Governo aposta em ‘solução médica’ para Gularte

O governo brasileiro avalia que o laudo médico apontando esquizofrenia é a solução mais provável para livrar o brasileiro Rodrigo Gularte da execução na Indonésia. Ele também foi condenado à pena de morte ao tentar entrar no País em 2004 com 6 kg de cocaína escondidos em pranchas de surf. Gularte teve o segundo pedido de clemência negado pela Indonésia, que no sábado passado executou por fuzilamento outro brasileiro condenado por tráfico, Marco Archer.

O advogado de Gularte, Utomo Karim, pago pelo governo brasileiro, já informou que essa será a estratégia de defesa no caso – a legislação local não prevê a execução de doentes mentais. No sábado, uma prima do surfista chegou à Indonésia para visitá-lo na Penitenciária de Kerobokan, em Bali. Ela teria relatado à família que Gularte está completamente fora de si e já “não fala coisa com coisa”.

A avaliação é a de que o laudo médico é o argumento mais forte para Gularte escapar da pena de morte, uma vez que as intervenções diplomáticas no caso de Archer se mostraram sem efeito – e o Brasil mantém uma relação comercial fraca com o País, o que dificulta a imposição de sanções comerciais. O problema é que Gularte rechaça o diagnóstico, concedido por médicos do próprio País.

Nos bastidores, integrantes do governo admitem ser difícil a adoção de novos mecanismos a favor de Gularte, já que a Indonésia ignorou todos os pedidos feitos pelo Brasil, inclusive com o apelo final da presidente Dilma Rousseff ao colega Joko Widodo, num telefonema na última sexta-feira. E aumentar o tom também poderia complicar a situação do condenado.

O governo diz que por dez anos conseguiu segurar a execução de Archer na Indonésia, e que agora trata-se de uma questão de política interna, já que o novo presidente do País foi eleito com uma plataforma conservadora de combate à corrupção e ao narcotráfico, inclusive com execução de traficantes, na qual obteve amplo apoio da população. O Itamaraty, porém, informou que continuará a dar prosseguimento às tratativas diplomáticas para conseguir a comutação da pena do brasileiro.

Em visita a uma mesquita ontem, Widodo voltou a dizer que não dará clemência a traficantes – há mais de 60 condenados, entre estrangeiros e indonésios, esperando execução no corredor da morte. “Os chefes de Estado que me contataram também estão sob pressão nos seus países”, afirmou o presidente do País.

O procurador-geral da Indonésia, Muhammad Prasetyo, também disse que o País não cederá às pressões externas e que continuará a priorizar a execução dos condenados por tráfico. 

 

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sábado 17/01/15 06:55

A escassez do discurso

Desde que a crise no abastecimento de água surgiu, em 2014, ano eleitoral, o governo paulista minimizou a questão, temendo dar combustível ao problema e, dessa maneira, afetar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Durante todo o ano passado, a burocracia governista envolvida com o tema tentou jogar uma cortina de fumaça na crise. Enquanto os reservatórios caiam, a Sabesp fazia campanhas publicitárias medíocres e sua diretoria dizia ter a situação sob controle. O eufemismo dominou o jargão oficial. Racionamento se ...

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sexta-feira 16/01/15 13:15

Entidade diz ser ‘revoltante’ pena de morte para condenações relacionadas a drogas

A Human Rights Watch soltou uma nota na qual critica a decisão do governo da Indonésia de executar o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, preso em 2003 depois de entrar no país com 13,4 kg de cocaína escondidos na asa delta. Em nota assinada pelo responsável pelo escritório da entidade na Ásia, Phelim Kine, a entidade diz que "a legislação internacional de direitos humanos restringe o uso da pena de morte apenas aos crimes mais graves” e que é "revoltante" a aplicação da ...

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terça-feira 13/01/15 06:20

‘Marta tira voto do Haddad, não de mim’, afirma Russomanno

Eleito deputado federal com 1,5 milhão de votos, a maior votação do País, Celso Russomanno (PRB-SP) diz que a senadora Marta Suplicy tira votos do prefeito Fernando Haddad (PT) e não dele, na eleição pela Prefeitura de São Paulo em 2016. "Voto meu ela não tira. Ela tira voto do PT, do Haddad. Para mim, é até interessante que ela seja candidata", afirmou o parlamentar eleito. Marta pretende deixar o PT para disputa o cargo de prefeita no ano que ...

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segunda-feira 12/01/15 12:56

Entrevista de Marta é sinal amarelo para Haddad

A entrevista da senadora Marta Suplicy (PT-SP), concedida à jornalista Eliane Cantanhêde e publicada ontem no Estado, acende o sinal amarelo para o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).  As declarações de Marta são saborosas ao revelar muito dos bastidores, das picuinhas e da vaidade no PT, inclusive a dela mesma, que sem espaço no partido resolve sair batendo o pé. Mas a principal mensagem política da entrevista não está no que Marta fala ...

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sábado 10/01/15 13:00

Janela de oportunidade

Publicado no Estadão Noite Com a equipe de Dilma Rousseff (PT) empossada, começou a chorumela tradicional, mas cada vez mais descarada, entre os partidos aliados: a de que os ministros escolhidos para fazer parte da equipe presidencial não representam as respectivas legendas. A lengalenga se espalhou por todos os partidos da base governista, que usaram os meios de comunicação para expor seu descontentamento e mandar seus recados, quando não ameaças, ao Palácio do Planalto. Foi assim no PTB, de ...

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