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Quem Faz

JULIA DUAILIBI é jornalista, trabalhou nas redações de Veja, Folha de S. Paulo e Estadão, em Brasília e em São Paulo.
sexta-feira 19/09/14 00:34

Choque de realidade

Publicado no Estadão Noite. O candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva (PSB), Beto Albuquerque, afirmou ontem que “ninguém governa sem o PMDB”. Beto, que tem quatro mandatos de deputado federal, conhece bem o funcionamento do Congresso brasileiro e falou um fato que todo mundo está cansado de saber, mas que durante a campanha eleitoral os candidatos preferem contemporizar. Deu uma declaração mais lúcida que Eduardo Campos, dono do discurso de que queria acabaria com as velhas raposas da política, ...

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segunda-feira 15/09/14 10:38

Aécio fala em futuro na ‘oposição’, e PSDB já discute apoiar ou não Marina

Nos bastidores do PSDB, principalmente na ala paulista, as principais lideranças do partido já discutem o caminho que o partido deve tomar, caso Aécio Neves não passe para o 2º turno das eleições, cenário mais provável hoje. Na sexta-feira, o candidato do PSDB falou sobre o futuro, caso não esteja na 2º etapa da disputa. "Temos duas alternativas: ou ganhamos as eleições e vamos governar o Brasil, e é a alternativa que eu prefiro e vou lutar por ela, ou perdemos ...

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quinta-feira 11/09/14 20:30

Oportunismo eleitoral e o caso Neca Setubal

Publicado no Estadão Noite. A polêmica envolvendo Maria Alice Setubal, coordenadora do programa de governo do PSB, é um dos casos clássicos de oportunismo eleitoral na literatura política. Entre as várias tentativas de desconstruir Marina Silva, o PT diz agora ter encontrado a mais eficiente: explorar a relação da candidata com a acionista do Itaú. A campanha da presidente Dilma Rousseff passou a demonizar Neca Setubal, criando um enredo de ficção no qual “banqueiros” malvados tomarão conta do Brasil caso Marina ...

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segunda-feira 08/09/14 10:00

Marina e o ônus da ‘revolução’ política num partido convencional

A campanha da presidenciável Marina Silva (PSB) passa por uma crise. Depois dos episódios envolvendo a compra do avião em que morreu o presidenciável Eduardo Campos e as erratas do seu programa de governo, Marina agora é confrontada com o surgimento do nome do ex-governador de Pernambuco num esquema de pagamento de propinas delatado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Com apenas dois minutos na TV, a campanha de Marina quer evitar que ela passe o tempo todo na defensiva. Ciente dessa agenda negativa, o partido tenta blindá-la, escalando quadros do PSB para responder aos episódios, conforme relatou Ricardo Galhardo no Estadão hoje.

Independentemente da veracidade das acusações, Marina é a chefe maior da campanha, e os eleitores querem ouvir dela as explicações sobre as denúncias  envolvendo o PSB, ainda que sejam “campanha difamatória dos adversários”. Terceirizar o discurso é coisa da velha política tão criticada por Marina.

É claro que Marina tem sido alvo de uma onda de ataques dos adversários. Quem ameaça levar a eleição sempre vira vidraça. Em 2002, Lula cunhou a expressão “Lulinha Paz e Amor” que definia sua postura distante da agenda negativa protagonizada por Ciro Gomes e José Serra, que se engalfinhavam por uma vaga no segundo turno. Passou a campanha num pedestal porque naquele momento não havia nenhuma denuncia que pegava em cheio a campanha petista.

A situação de Marina é diferente. Dona do slogan da nova política e herdeira dos votos dos eleitores que estão cansados da polarização PT e PSDB, a candidata terá que explicar as polêmicas envolvendo o PSB. É o preço que paga por estar numa legenda tão convencional e pregar um discurso revolucionário. O PSB, assim como os demais partidos, faz a velha e tradicional política brasileira.

Colocar a cara para fora e responder às denuncias recentes pode dar sobrevida à agenda negativa da qual Marina quer sair. Mas é o ônus que ela deverá arcar se quiser manter a coerência entre discurso e prática. Vestir o figurino “paz e amor” neste momento é inaceitável.

 

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quarta-feira 03/09/14 13:22

Questões legislativas

Quando a eleição começou, era muito comum os candidatos dizerem que não tinham os dados do governo em mãos para fugir de perguntas polêmicas. Dessa maneira, se esquivavam de responder a pontos fundamentais da pauta eleitoral, como o fim do Fator Previdenciário ou detalhes sobre o reajuste dos preços controlados. Evitavam, assim, se expor e se indispor com determinados setores do eleitorado. Com o andar da carruagem, principalmente com o começo das sabatinas e dos debates eleitorais, a estratégia foi sumindo ...

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domingo 31/08/14 22:48

Comparar Marina a Collor é sinal de desespero

O crescimento nas pesquisas de intenção de voto da candidata do PSB, Marina Silva, fez aumentar nos QGs tucano e petista a comparação da ex-senadora com o ex-presidente Fernando Collor. Está cada vez mais comum, em conversas com integrantes das campanhas, ouvir que Marina “é um salto no escuro” ou que “na última vez que o Brasil elegeu um presidente que criticava a política, deu no que deu”. Os interlocutores citam nominalmente Collor e falam que uma eventual vitória da candidata ...

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quinta-feira 28/08/14 12:13

Ataques calculados

A pesquisa Ibope divulgada ontem, que coloca Marina Silva (PSB) na frente de Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da disputa presidencial, tornou a ex-ministra do Meio Ambiente o maior alvo da eleição de 2014. Numa leitura mais imediata, Aécio Neves (PSDB) e Dilma partiriam para o ataque, sem dó nem pena, contra a adversária. Mas não é bem assim. A operação de “desconstrução” de Marina tem custos, e as duas campanhas adversárias trabalham agora com certa cautela no manuseio ...

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segunda-feira 18/08/14 12:00

‘Joint venture’ tucano-petista aposta no discurso do medo contra Marina

Petistas e tucanos usarão o discurso do medo para tentar enfraquecer a ex-senadora Marina Silva, que será oficializada candidata do PSB à Presidência da República na próxima quarta-feira. Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira mostra que a sucessora de Eduardo Campos na disputa presidencial pode tirar Aécio Neves (PSDB) do segundo turno e aparece mais bem posicionada para vencer Dilma Rousseff (PT) - ela está numericamente à frente da presidente com 47% contra 43% das intenções de voto. Tudo bem que ...

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quinta-feira 14/08/14 12:24

Para consultoria, Marina na disputa dificulta vida de Aécio

A consultoria de risco político americana Eurasia diminuiu de 60% para 55% a chance de reeleição da presidente Dilma Rousseff na eleição de outubro em razão da provável entrada de Marina Silva na disputa após o acidente que matou o candidato do PSB, Eduardo Campos. "Com Silva sendo potencialmente uma candidata mais competitiva que Aécio Neves num segundo turno contra Rousseff, estamos diminuindo a probabilidade de reeleição de Dilma de 60% para 55%", disseram os analistas da empresa em boletim de ...

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