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Quem Faz

JULIA DUAILIBI é jornalista, trabalhou nas redações de Veja, Folha de S. Paulo e Estadão, em Brasília e em São Paulo.
sábado 31/05/14 05:05

‘Trajetória controvertida’

O ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos diz considerar a passagem de Joaquim Barbosa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) "controvertida". "Foi uma trajetória controvertida", declarou o ex-ministro. "Houve coisas com as quais concordei e outras das quais discordei", completou. O presidente do STF anunciou na quinta-feira que irá se aposentar. Joaquim Barbosa entrou em embates com os advogados que atuaram no julgamento do mensalão. Muitos discordaram de suas decisões e criticaram seu temperamento, considerado autoritário. Thomaz Bastos foi advogado de ...

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sexta-feira 30/05/14 05:25

Bolsa Família, de novo

Eleição vai, eleição vem, e o Bolsa Família ainda leva o PT e o PSDB a se digladiarem. A diferença é que, desta vez, os tucanos acreditam ter desenvolvido a prevenção ideal para as acusações de que pretendem acabar com o programa de transferência de renda, em caso de vitória: duas propostas sobre Bolsa Família, apresentadas pelo pré-candidato, Aécio Neves, que tramitam no Senado. A primeira delas prevê o pagamento do benefício por, pelo menos, mais seis meses às famílias que ...

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quinta-feira 29/05/14 14:08

O pragmatismo de Campos e a velha política

Texto publicado ontem no Estadão Noite  O pré-candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, esteve na segunda-feira em São Paulo em um evento para 200 empresários, organizado pelo Estado e pela Agência Corpora Reputação Corporativa. Lá, disse que pretende acabar com a troca de favores e cargos que se estabeleceu no presidencialismo de coalizão brasileiro e que vai romper com as “velhas raposas” da política. Esse tem sido o mantra de Campos, entoado, horas depois, em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura. Disse ...

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terça-feira 27/05/14 11:59

Caso Moura: PT ignorou sinais e agiu apenas em ano eleitoral

A Executiva Estadual do PT criou ontem uma comissão para ouvir o deputado estadual Luiz Moura sobre a participação em uma reunião entre perueiros e nove suspeitos de integrar o PCC (Primeiro Comando da Capital), que está sendo investigada pela Polícia Civil de São Paulo. Conforme reportagem de hoje do Estado, a Polícia Civil investiga se há crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro na relação entre perueiros e o PCC.

Moura, assim como o seu irmão, o vereador Senival Moura (PT), mantêm relação com os perueiros da capital. A polícia suspeita da atuação de perueiros como laranjas de integrantes da facção criminosa, que usariam a operação de transporte da capital para lavar dinheiro. O deputado nega qualquer envolvimento com o PCC.

Nos anos 90, Moura foi condenado pela Justiça a 12 anos de prisão por assalto a mão armada. Ficou foragido, depois foi reabilitado (quando a Justiça considera que as dívidas com a lei estão quitadas). Desde o ano passado, quando o Estado revelou a história, algumas lideranças do PT defendiam que algo deveria ser feito em relação ao parlamentar. Mas logo que a poeira baixou, a direção do partido fingiu que não era com ela. Afinal, não era ano eleitoral – e Moura tem relação com pessoas influentes na direção do PT, como o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto.

Aliás, a direção do PT já possuía informações sobre o passado de Moura e sabia do potencial estrago que ele poderia causar na imagem do partido. Quando ele pediu filiação ao PT, em 2006, houve quem questionasse nos bastidores a vinculação partidária. O PT tinha ciência da encrenca que Luiz Moura representava.

Agora, oito anos após a filiação de Moura, que hoje é dono de um patrimônio de R$ 5,1 milhões, a direção do partido se movimenta para evitar que haja estragos na imagem de Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. Digamos que não é abonador para nenhum partido, muito menos para um candidato, ter que responder a questionamentos sobre as supostas relações de um colega de legenda com o crime organizado.

Em ano é eleitoral, o PT se prepara para dar uma resposta com a criação dessa comissão, que deu 72 horas para Moura se explicar. É a mesma estratégia usada no caso do deputado e ex-petita  André Vargas (sem partido), que é acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef. Atuar depressa para evitar danos eleitorais. Pena que a única preocupação seja a eleição.

 

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segunda-feira 26/05/14 05:44

Maluf anuncia apoio a Dilma e diz ser comunista perto de Lula

malufvale

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) foi protagonista da maior polêmica da eleição de 2012, quando recebeu uma caravana de petistas, entre os quais Lula e o então candidato a prefeito Fernando Haddad, para fechar a aliança entre o PT e o PP. O aperto de mãos que selou a coligação entre os dois partidos, antes adversários, virou símbolo do pragmatismo eleitoral do PT. As fotos estamparam as páginas de todos os jornais, circularam pela internet, foram alvo de piadas ...

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quarta-feira 21/05/14 22:30

PT, PSDB e a greve dos ônibus

O governo de São Paulo partiu para o ataque no embate com a Prefeitura a respeito da ação da Polícia Militar na greve de ônibus em São Paulo. Marcio Aith, secretário de Comunicação de Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, deu uma entrevista ao programa do Datena, na Band, na qual falou que o secretário de Transportes municipal, Jilmar Tatto, agia de maneira hipócrita ao cobrar uma ação da polícia e que não é trabalho da PM dirigir ônibus. Disse ainda ...

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segunda-feira 19/05/14 12:39

Editor de Veja assume campanha de Aécio

O jornalista Otávio Cabral, editor-executivo da revista Veja, será um dos responsáveis pela comunicação da campanha presidencial do tucano Aécio Neves. Cabral trabalhará com o marqueteiro Paulo Vasconcellos e assumirá o cargo a partir do dia 2 de junho. Antes de trabalhar na Veja, Cabral passou pelos jornais Folha de S. Paulo e Notícias Populares. No ano passado, ele lançou o livro Dirceu: A biografia, sobre a vida do ex-ministro José Dirceu.

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segunda-feira 19/05/14 10:57

Proibição de doação só vale com campanha mais barata

Texto publicado no Estadão Noite na sexta-feira O governador paulista Mario Covas (1930-2001) era um crítico das grandes produções midiáticas a que os candidatos passaram a se submeter no horário eleitoral. Brigava com seus marqueteiros quando tentavam lhe dirigir, mudar a entonação da sua voz ou fazer com que parecesse para o eleitor alguém diferente do que era. Covas defendia um horário eleitoral no rádio e na TV simples, sem efeitos especiais, sem cenário, sem jingle nem clipes. Apenas o candidato ...

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sexta-feira 16/05/14 20:00

Relação estremecida

Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan, maior produtora de etanol do mundo, criticou ontem à noite o governo da presidente Dilma Rousseff em um evento em Nova York  e foi aplaudido de pé por uma plateia de cerca de 600 pessoas, a maior parte delas investidores e representantes de empresas brasileiras nos Estados Unidos. Em cerimônia da Brazilian-American Chamber of Commerce, na qual foi homenageado, Ometto disse que o governo atuava com "mão de ferro" na economia, atrapalhava o setor ...

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