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Quem Faz

JULIA DUAILIBI é jornalista, trabalhou nas redações de Veja, Folha de S. Paulo e Estadão, em Brasília e em São Paulo.
quinta-feira 27/11/14 20:00

A reedição do ‘cavalo de pau’

Em maio de 2003, José Dirceu, o então novo ministro da Casa Civil e o “capitão do time” que se instalava no Planalto, usou uma expressão para definir a dose de ortodoxia econômica que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva implementara ao assumir o governo. Sem saber que estava sendo gravado, em um encontro fechado do PT, falou que a administração petista havia promovido um “cavalo de pau” na economia. Dirceu referia-se às medidas amargas tomadas logo no começo ...

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quinta-feira 20/11/14 23:58

Dilma perde o timing

Os desdobramentos do escândalo do Petrolão levam o governo a se preparar para uma crise com potencial de estrago ainda maior que a do mensalão. Parlamentares, entre os quais políticos da base aliada, como petistas e peemedebistas, executivos de empreiteiras e integrantes da estatal não devem escapar das denúncias de desvios. Não há como a crise não chegar ao Palácio do Planalto. Ciente disso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro com Dilma Rousseff, na Granja do Torto, na ...

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segunda-feira 17/11/14 13:56

Abrigo a Marta Suplicy tem recepção fria no PMDB

Em entrevista à colunista do Estado, Dora Kramer, publicada neste domingo, a senadora Marta Suplicy (PT) falou sobre seu futuro político e disse que a troca de partidos é uma das possibilidades com as quais trabalha. O PMDB é uma opção, principalmente porque o marido dela, Márcio Toledo, está no partido e tem boa relação com o vice-presidente Michel Temer, o que facilitaria a ida da ex-prefeita para a legenda. O entusiasmo com a ideia na seara peemedebista pode ser medido ...

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quinta-feira 13/11/14 23:14

Operação desastrosa

Publicado no Estadão Noite.

O ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) considerou uma manifestação “diplomática” e de “agradecimento” a entrega das cartas de demissão de mais de dez ministros ao Palácio do Planalto. “É uma formalidade. Foi uma sugestão minha, faz quem quiser”, declarou ontem. A atitude, articulada por ele com o apoio de outros ministros, foi desastrosa.

Mercadante conseguiu trazer mais uma notícia negativa para o coração do Planalto, no momento em que Dilma coleciona uma porção delas, como a situação das contas fiscais e o consequente não cumprimento da Lei de Diretrizes Orçamentárias – sem contar com o aumento dos juros e do desmatamento na Amazônia, a despeito das declarações da presidente durante a eleição.

Provocada por Mercadante, a enxurrada de cartas de demissão chegou ao Planalto a partir de terça feira, a começar pela de Marta Suplicy, e com elas a impressão de que uma crise se instaurou na Esplanada dos Ministérios. As demissões nada espontâneas passaram a ideia de que os ministros lideravam uma rebelião na ausência da presidente Dilma Rousseff, que está em viagem para a Austrália, onde participa de reunião do G-20.

A reforma ministerial já é esperada e, portanto, não é segredo que cabeças vão rolar. Em entrevista na semana passada, Dilma já havia falado sobre os ajustes na sua equipe, a começar pela área econômica. As mudanças nos ministérios não precisavam ser precedidas de uma operação forçada e atabalhoada, feita num momento ruim e que cria mais fogo amigo e munição contra o próprio palácio.

Fora que, colocar o cargo à disposição de Dilma, por meio de carta, não tem nenhum efeito prático. O cargo já é da presidente, e ela pode colocar e tirar ministros a hora que quiser – ou que os aliados deixarem. Não precisa de uma autorização em papel timbrado. O gesto até tem serventia em casos isolados, quando é necessário armar um teatro para amenizar a demissão de algum ministro com serviços prestados ao Planalto. Para não queimar o colaborador, pede-se uma carta, aceita-se a carta e manda-se o ministro para casa, como se ele próprio tivesse resolvido seu destino.

Da maneira como as demissões foram articuladas, pairou no ar o antigo provérbio: “quando o gato sai, os ratos fazem a festa”.

Ps – Mercadante disse que também apresentou uma carta, o que só demonstra a inutilidade do ato, já que ele é um dos que devem permanecer na Esplanada.

 

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segunda-feira 10/11/14 13:22

Aécio e Alckmin se encontram para mostrar unidade no PSDB

O encontro do senador Aécio Neves com o governador Geraldo Alckmin, na próxima sexta-feira, em São Paulo, tem um objetivo principal: mostrar unidade no partido na esteira da votação do PSDB na eleição de outubro, quando a legenda teve o seu melhor desempenho nas últimas disputas presidenciais contra o PT. Oficialmente, o encontro entre Aécio e Alckmin foi articulado para o mineiro agradecer a votação que recebeu no maior colégio eleitoral do País - o senador obteve 64,31% dos votos em ...

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sexta-feira 07/11/14 09:03

Dilma e a ajuda a Estados e municípios

Publicado no Estadão Noite
Com o término da eleição, começam a sair do armário antigas propostas que levam à perda de receita pelo governo federal, num momento em que as contas públicas estão no vermelho. Entre os projetos, estão o que aumenta em um ponto porcentual o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que passa a ser 24,5% do que é recolhido de Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e a proposta que altera ...

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sexta-feira 31/10/14 05:43

Pregação eleitoral

Publicado no Estadão Noite Renato Pereira, que foi marqueteiro de Aécio Neves (PSDB) antes de começar a eleição, em entrevista à Folha, publicada na segunda-feira, falou sobre o que considerada ser um dos motivos que levaram a candidatura tucana à derrota: a campanha teria pregado para convertidos. Concordo com Renato Pereira. No segundo turno, a campanha de Aécio perdeu gás entre os eleitores indecisos e aqueles que haviam votado em Marina Silva (PSB) porque preferiu manter um discurso para os “seus”. No ...

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quarta-feira 29/10/14 11:19

Alta tiragem

Na reta final da campanha, integrantes do comitê do candidato do PSDB, Aécio Neves, mandaram imprimir nada menos que 2 milhões de panfletos com cópias da revista Veja que trazia declarações do doleiro Alberto Yousseff, segundo as quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff sabiam do esquema de desvios de recursos na Petrobras. Os panfletos, que reproduziam a capa de Veja, foram distribuídos pela militância do PSDB nas principais capitais do País, nos três dias que ...

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terça-feira 28/10/14 10:56

‘Minas foi decepcionante’, diz vice de Aécio

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), vice de Aécio Neves na eleição, afirmou que o desempenho da chapa em Minas Gerais, berço eleitoral do ex-candidato a presidente, foi "decepcionante". No Estado, segundo maior colégio eleitoral do País e que é governado por Aécio e aliados há 12 anos, o tucano teve 500 mil votos a menos que a petista Dilma Rousseff. Aloysio, porém, não quis mergulhar nas causas da derrota. "Minas foi decepcionante. Mas só eles lá poderiam explicar o que ...

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