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Quem Faz

JULIA DUAILIBI é jornalista, trabalhou nas redações de Veja, Folha de S. Paulo e Estadão, em Brasília e em São Paulo.
segunda-feira 29/09/14 20:49

Hesitação de presidenciáveis dá força a ‘fenômeno’ Fidelix

O jornalista Fernando Rodrigues, da UOL, fez uma ótima análise sobre as razões que levam o sistema partidário brasileiro a sustentar siglas como o PRTB, de Levy Fidelix, que, mesmo sem um deputado na Câmara, recebe mais de 1 milhão de reais por ano do erário, além de ter um palanque eletrônico a sua disposição em toda eleição, de modo que vai se perpetuando no cargo como executivo de um partido nanico.   Chamado Dilma, Marina e Aécio são corresponsáveis por despautérios de Levy Fidelix, o texto aborda ...

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segunda-feira 29/09/14 10:41

Debate presidencial lembrou poema de Drummond

Publicado no Estadão de hoje. Com o cenário eleitoral ainda incerto para o próximo dia 5 de outubro, o debate de ontem entre os presidenciáveis, na Rede Record, lembrou o poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade: Dilma Rousseff (PT) batia em Marina Silva (PSB), que rebatia em Dilma, que batia em Aécio Neves (PSDB), que batia em Dilma e Marina. Por meio da pancadaria, os três principais candidatos testaram suas estratégias na reta final da disputa, já de olho no ...

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sábado 27/09/14 14:41

Governador tenta apenas conter danos

Análise sobre o debate na Record dos candidatos a governador, publicada hoje no jornal O candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB) participou do debate de ontem na Rede Record com um objetivo principal: conter danos. O encontro foi realizado na esteira da divulgação da pesquisa Datafolha, que apontou vitória do tucano no primeiro turno. Líder, Alckmin foi o principal alvo do encontro e a todo momento tentou equilibrar tranquilidade sem demonstrar excessiva passividade. O governador chegou ao debate com a missão de ...

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quinta-feira 25/09/14 21:00

Na reta final, Marina pega na mão de Alckmin

A candidata a presidente pelo PSB, Marina Silva, resolveu “aceitar” o candidato à reeleição em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), como aliado político. Na reta final da eleição, Marina deixou de torcer o nariz para os tucanos, como vinha fazendo nos primórdios da campanha. Endossou, ainda que de maneira tímida, a aliança paulista PSDB-PSB, que pode lhe trazer benefícios eleitorais.

Enquanto era vice de Eduardo Campos, sem a responsabilidade de carregar a chapa presidencial, Marina rogava para si o título de guardiã da moralidade política e se dava ao luxo de apontar o dedo para dizer o que podia e o que não podia ser feito em termos de aliança. As costuras com o PSDB, por exemplo, foram alvo de crise entre o partido e ela, que resistiu à indicação do deputado Marcio França como vice de Alckmin.

Depois se tornar candidata, Marina flexibilizou aos poucos os seus conceitos. O seu vice, Beto Albuquerque (RS), apareceu nas campanhas de Alckmin e Serra na televisão pedindo votos para os tucanos. E a própria candidata guardou a resistência a Alckmin na gaveta e passou a autorizar a circulação de panfletos com imagens dos dois – isso sem contar no pedido de votos ao candidato ao Senado Paulo Bornhausen (PSB-SC), filho do ex-senador Jorge Bornhausen.

Alckmin tem boa popularidade em São Paulo e pode vencer a eleição já no primeiro turno. A aliança com Marina, que liderava a corrida presidencial no Estado com 40% dos votos em pesquisa do começo do mês, pode ajudar o tucano a aniquilar a eleição já no próximo dia 5. Essa dobradinha sempre foi estimulada por Alckmin e por seus aliados, que mantiveram os pés nas canoas de Marina e do candidato oficial do PSDB, Aécio Neves. Marina parece ter percebido isso só agora, depois de oscilar negativamente nas pesquisas no Estado, e ver Dilma Rousseff (PT) ganhar terreno nas trincheiras paulistas.

Apesar dessa “guinada” pragmática de Marina, vez em quando ainda aparece no PSB alguém que quer empunhar a bandeira da moralidade partidária, ignorando o posicionamento político do PSB nos últimos anos. Ontem, o coordenador do programa de governo do partido, Mauricio Rands, disse que a administração de Alckmin em São Paulo enfrenta “problemas” e “sinais de esgotamento”. Não é de hoje que o PSB faz parte dessa administração que enfrenta “problemas” e “sinais de esgotamento”.

Esse tipo de discurso pretende ganhar o eleitor mais desavisado. Tenta colocar embaixo do tapete o pragmatismo eleitoral comum no PSB, mas que agora, no final da eleição, começa a sair com mais desenvoltura do armário.

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sexta-feira 19/09/14 00:34

Choque de realidade

Publicado no Estadão Noite. O candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva (PSB), Beto Albuquerque, afirmou ontem que “ninguém governa sem o PMDB”. Beto, que tem quatro mandatos de deputado federal, conhece bem o funcionamento do Congresso brasileiro e falou um fato que todo mundo está cansado de saber, mas que durante a campanha eleitoral os candidatos preferem contemporizar. Deu uma declaração mais lúcida que Eduardo Campos, dono do discurso de que queria acabaria com as velhas raposas da política, ...

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segunda-feira 15/09/14 10:38

Aécio fala em futuro na ‘oposição’, e PSDB já discute apoiar ou não Marina

Nos bastidores do PSDB, principalmente na ala paulista, as principais lideranças do partido já discutem o caminho que o partido deve tomar, caso Aécio Neves não passe para o 2º turno das eleições, cenário mais provável hoje. Na sexta-feira, o candidato do PSDB falou sobre o futuro, caso não esteja na 2º etapa da disputa. "Temos duas alternativas: ou ganhamos as eleições e vamos governar o Brasil, e é a alternativa que eu prefiro e vou lutar por ela, ou perdemos ...

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segunda-feira 08/09/14 10:00

Marina e o ônus da ‘revolução’ política num partido convencional

A campanha da presidenciável Marina Silva (PSB) passa por uma crise. Depois dos episódios envolvendo a compra do avião em que morreu o presidenciável Eduardo Campos e as erratas do seu programa de governo, Marina agora é confrontada com o surgimento do nome do ex-governador de Pernambuco num esquema de pagamento de propinas delatado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Com apenas dois minutos na TV, a campanha de Marina quer evitar que ela passe o tempo todo na defensiva. ...

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quarta-feira 03/09/14 13:22

Questões legislativas

Quando a eleição começou, era muito comum os candidatos dizerem que não tinham os dados do governo em mãos para fugir de perguntas polêmicas. Dessa maneira, se esquivavam de responder a pontos fundamentais da pauta eleitoral, como o fim do Fator Previdenciário ou detalhes sobre o reajuste dos preços controlados. Evitavam, assim, se expor e se indispor com determinados setores do eleitorado. Com o andar da carruagem, principalmente com o começo das sabatinas e dos debates eleitorais, a estratégia foi sumindo ...

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domingo 31/08/14 22:48

Comparar Marina a Collor é sinal de desespero

O crescimento nas pesquisas de intenção de voto da candidata do PSB, Marina Silva, fez aumentar nos QGs tucano e petista a comparação da ex-senadora com o ex-presidente Fernando Collor. Está cada vez mais comum, em conversas com integrantes das campanhas, ouvir que Marina “é um salto no escuro” ou que “na última vez que o Brasil elegeu um presidente que criticava a política, deu no que deu”. Os interlocutores citam nominalmente Collor e falam que uma eventual vitória da candidata ...

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