2014 - Julia Duailibi
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Quem Faz

JULIA DUAILIBI é jornalista, trabalhou nas redações de Veja, Folha de S. Paulo e Estadão, em Brasília e em São Paulo.
quarta-feira 31/12/14 11:32

Ex-governador critica Alckmin pela falta de água em SP

O ex-governador e integrante da Executiva do PSD, Cláudio Lembo, diz que se fosse o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) "não dormiria um único dia sequer" em razão da crise de abastecimento de água, que continua a ser uma questão no Estado, principalmente para a seca de 2015, apesar da chuva dos últimos dias. Lembo avalia que a administração estadual escondeu a gravidade do problema durante a eleição e diz agora que o governo "deveria ser multado pela escassez". Ironiza o ...

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sábado 27/12/14 20:13

Futuro secretário da Segurança diz que no Brasil ‘prende-se mal’

O novo secretário estadual da Segurança, o advogado constitucionalista Alexandre de Moraes, 46, diz que “prende-se mal” no Brasil e que há um “excesso de prisões, às vezes desnecessárias”. “Você não pode aplicar uma outra pena, uma prestação de serviços, uma restrição séria com tornozeleira? Precisa encarcerar o estelionatário reincidente que não praticou nenhum crime violento contra a pessoa? A legislação acaba forçando prisões em excesso”, afirmou em entrevista ao Estado. Moraes, que atuou como promotor de Justiça entre 1991 e 2002, ...

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quarta-feira 24/12/14 14:00

Ministério de Dilma: mediocridade é a regra

A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem treze novos ministros. Somados aos quatro nomes divulgados em novembro, entre os quais os três da equipe econômica, a presidente já definiu 17 dos 39 assentos da Esplanada. É um banho de água fria para aqueles que compraram a tese da mudança no segundo mandato. Nas indicações de ontem, manteve-se como regra a filiação partidária: dos treze nomeados, onze vêm com a benção de algum partido. Há aumento da influência do PMDB, que passou ...

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segunda-feira 22/12/14 15:56

Aécio e o retrovisor

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) partiu para o terceiro turno: embora seu objetivo seja a eleição de 2018, ele ainda faz reverberar o pleito de 2014. Diferentemente dos ex-candidatos a presidente do PSDB, José Serra e Geraldo Alckmin, que quando derrotados sumiram do mapa por alguns meses, Aécio não foi fazer curso em universidade americana nem se poupou dos holofotes da imprensa por algum tempo. Ao contrário. Com um bom palanque no Senado, já começou a se posicionar como o principal líder da oposição para garantir seu espaço na próxima eleição.

Em entrevista à Folha hoje, o senador e presidente do PSDB chamou de “pacote de maldades” do governo federal as medidas que a nova equipe econômica prepara para ajustar as contas do governo. Disse ainda que será contra novos impostos e questiona de onde virão os R$ 100 bilhões necessários para o ajuste de 2015. Apontou as contradições entre o discurso de Dilma pré-eleição e o pós-eleição. Mas cai ele mesmo em contradição ao ser contra as medidas amargas que defendia durante a campanha – aliás, como ele mesmo destaca, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é da sua turma. Seria mais coerente agora apoiar as medidas, mostrando toda a falácia eleitoral da presidente durante a campanha – e não cometer o mesmo equívoco e se equiparar à estratégia adversária.

Aécio defendeu também na entrevista as medidas jurídicas tomadas pelo PSDB, sob a sua orientação – entre elas o pedido de auditoria no sistema eleitoral, considerado um tiro no pé pelos seus próprios pares, e a investigação na campanha de Dilma.

O senador diz que o recurso à Justiça pedindo as investigações está de acordo com as regras da democracia. É verdade. Mas é inegável que ele dá elementos para aqueles que pregam ações antidemocráticas, além de ter como maior efeito colateral corroer a legitimidade do discurso oposicionista que Aécio tanto tenta fortalecer. O senador se esforça para, publicamente, descontaminar suas críticas de qualquer projeto pessoal, mas parece não perceber que, ao insistir em 2014, antecipa de maneira equivocada 2018.

Com as críticas ao que antes defendia e as ações na Justiça mirando 2014, Aécio traça um caminho tortuoso para chegar a 2018. Deveria focar sua estratégia eleitoral nas viagens que diz que fará pelo País e na montagem de um ministério paralelo para acompanhar as ações do governo Dilma. Seria mais eficiente que olhar pelo retrovisor. 

 

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sexta-feira 19/12/14 20:13

‘Regra’ da continuidade se espalhou pelo País

Texto publicado na retrospectiva do Estadão Noite A eleição de 2014 prometia grandes mudanças nos cenários estaduais e nacional, embalada pelas manifestações de junho de 2013, que tinham como alvos genéricos a política e quem estava no poder. Mas o que prevaleceu nas urnas não foi a tese da alternância, mas sim a regra da continuidade: Dilma Rousseff (PT) foi reeleita presidente, assim como onze dos 18 governadores que tentavam se manter no cargo, número que corresponde à taxa histórica de ...

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quarta-feira 17/12/14 06:24

Ex-governadores terão de ‘devolver’ escolta policial

Ex-governadores de São Paulo deverão devolver à Casa Militar do governo paulista policiais militares que estão alocados atualmente como seus seguranças. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) já foi informado por assessores do Palácio dos Bandeirantes que, pela legislação atual, os ex-governadores José Serra (PSDB) e Alberto Goldman (PSDB) e o vice-governador Guilherme Afif (PSD) não têm mais direito à escolta feita por policiais militares a partir de 1º de janeiro de 2015. De acordo com o decreto 48.526, de março de ...

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quinta-feira 11/12/14 23:30

A CNV e as escolhas de Dilma

Não era necessário exercício de adivinhação para saber que o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), apresentado ontem, desagradaria aos dois lados: dos perseguidos pela ditadura, familiares de mortos e desaparecidos e organizações de defesa dos direitos humanos aos militares e críticos dos trabalhos do grupo. Se o relatório final não responde aos anseios desses grupos, ele se encaixa perfeitamente nas expectativas da presidente Dilma Rousseff (PT). Ao instalar a CNV em 2012, Dilma queria dar uma resposta à ...

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quarta-feira 10/12/14 15:16

Grupo diz que CNV mentiu sobre caso JK

O Grupo de Trabalho JK, formado por integrantes das Faculdades de Direito da USP e do Mackenzie, em parceria com a Comissão da Verdade Rubens Paiva, da Assembleia paulista, concluiu que o presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar e que a Comissão Nacional da Verdade (CNV) cometeu "erros" e "omissões", além de ter ignorado fatos e testemunhos em seu relatório sobre o caso. "A CNV não ofereceu respostas mínimas ao Brasil porque não trabalhou o mínimo necessário", diz o relatório do ...

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quinta-feira 04/12/14 20:00

Os caminhos de Aécio e Alckmin

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) miram o mesmo objetivo em 2018, mas a cada dia são mais distintos os caminhos que traçam para alcançar a Presidência da República daqui a quatro anos. Alckmin esteve no Palácio do Planalto hoje para assinar contratos com a presidente Dilma Rousseff (PT). Obteve um pacote de R$ 3,2 bilhões para obras de abastecimento de água e mobilidade urbana. Durante o encontro, adotou um tom contemporizador, típico de governadores ...

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