1. Usuário
Assine o Estadão
assine

PSDB acha que crescimento de Dilma é inferior à sua exposição

João Bosco Rabello

quarta-feira 16/10/13

Ainda no rastro da recente pesquisa Datafolha, a primeira após o anúncio da aliança Marina Silva/Eduardo Campos, o PSDB acrescenta um dado de realidade com o qual busca respaldar a leitura favorável que faz dos números. Além do crescimento do senador Aécio Neves, embora insuficiente para livrá-lo da concorrência de José Serra, o partido registra […]

Ainda no rastro da recente pesquisa Datafolha, a primeira após o anúncio da aliança Marina Silva/Eduardo Campos, o PSDB acrescenta um dado de realidade com o qual busca respaldar a leitura favorável que faz dos números. Além do crescimento do senador Aécio Neves, embora insuficiente para livrá-lo da concorrência de José Serra, o partido registra que a performance da presidente Dilma Rousseff, entre 37% e 42% , conforme as simulações, é índice obtido no auge de sua exposição como chefe de governo.

Ou seja, pelo raciocínio, Dilma teria batido no teto, se considerada a desigualdade de condições entre ela e os demais candidatos, alguns mesmo só recentemente definidos – casos de Marina e Eduardo Campos. Não obstante, o governador de Pernambuco dobrou seu próprio índice anterior e reduziu a distância para Marina, o que lhe dá algum conforto interno na aliança.

Segundo o presidente do PSDB mineiro, e virtual candidato ao governo estadual, deputado Marcus Pestana, a pesquisa não encontra o eleitor ainda preocupado com as eleições. O pesquisado responde porque é provocado, segundo ele, e a maioria das pessoas só começa a sua avaliação a partir do início da programação eleitoral gratuita no rádio e na TV.

É a etapa da campanha que permite ao eleitor acesso ao conjunto de informações que lhe permitirá confrontar as propostas dos candidatos. Nesse momento, diz Pestana, “a luta é absolutamente desigual”. De fato, Dilma fez 15 pronunciamentos em rede nacional em 33 meses.

“Ela espirra em rede e uma briga simulada com Obama, por exemplo, dá Jornal Nacional. Temo apoio descarado de Banco do Brasil, Caixa Econômica, Petrobrás, BNDES. Mais Médicos, etc. E tem a TV do PT. Aécio e Eduardo só têm os horários semestrais do PSDB e do PSB”, protesta.

Para reforçar sua convicção de que o cenário pode mudar significativamente, Pestana lança mão da eleição de Antonio Anastasia, em Minas, em 2010. Ele tinha apenas 5% nas pesquisas, contra 56% do Hélio Costa, em março. Em outubro, ganhou no primeiro turno por 62% a 33%.

Ele observa ainda que Aécio permaneceu em segundo lugar na pesquisa, apesar da longa – e positiva – exposição de Campos por causa da aliança com Marina, além do seu programa nacional ter ido ao ar na véspera da ida a campo do Datafolha.

“Já consolidamos o apoio do DEM, atraímos o Solidariedade e abrimos conversa com o PPS. A pesquisa nos anima a seguir nossa trilha”, diz ele.

Minha opinião: A argumentação procede, tanto com relação à preservação de Aécio no segundo lugar, quanto à desigualdade de forças entre a presidente Dilma e os demais candidatos. Se considerada, pode sugerir que seu crescimento estancou após a recuperação parcial da queda de junho. Mas a força do governo vai continuar durante toda a campanha,é bom lembrar, o que impõe à oposição mais ação e menos queixa.