Ministérios são adaptados aos perfis dos ministros; verba publicitária pode sair da Secom

João Bosco Rabello

04 Dezembro 2010 | 19h23

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Principal missão de Paulo Bernardo será com o programa de ampliação da banda larga, uma obsessão da presidente eleita, mas também a regulação da mídia. Foto: Dida Sampaio/AE – 24.11.2010

As decisões já tomadas em relação à composição da primeira equipe ministerial do futuro governo Dilma Rousseff ainda guardam indefinições na configuração de algumas pastas.

As escolhas de Paulo Bernardo para as Comunicações, de Gilberto Carvalho para a Secretaria-Geral e da jornalista Helena Chagas para a Secretaria de Comunicação da Presidência se inserem nesse contexto.

A principal missão de Bernardo será com o programa de ampliação da banda larga, uma obsessão da presidente eleita, mas também a regulação da mídia, cujo debate precisa ser desvinculado de qualquer proposta de controle de conteúdos, sempre mencionado pelo governo no mesmo contexto do marco regulatório.

Nas Comunicações, com Bernardo, o tema tende a perder o tom ideológico que lhe era emprestado pelo ministro Franklin Martins, para ganhar conotação técnica.

Há ainda quem defenda no ambiente de transição que a gestão da verba publicitária, hoje na Secom, fique sob responsabilidade do futuro ministro da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho, atual Chefe de Gabinete de Lula. O que decretaria a saída do governo de Ottoni Fernandes, braço direito de Franklin Martins, embora também exista quem defenda sua permanência com a estrutura atual. A Helena Chagas caberia as relações entre governo e mídia.

Ainda que a gestão da verba publicitária não migre para a Secretaria-Geral, a preferência é que a secretaria de Comunicação se ocupe restritamente das relações com a mídia.