Dois é bom, três é demais; (quatro, nem pensar)

João Bosco Rabello

18 Dezembro 2010 | 20h00

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Caso Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) seja titular do futuro ministério da Pequena e Microempresa, dará assento no Senado ao seu suplente, o atual presidente do PT, José Eduardo Dutra. Fotos: Pablo Valadares/AE e Hélvio Romero/AE

O PSB reivindica dois ministérios, além do já garantido a Ciro Gomes: um indicado pela bancada e outro pelo governador Eduardo Campos, de Pernambuco, Estado onde Dilma massacrou a oposição. O partido argumenta que cresceu em número (elegeu seis governadores e 34 deputados) e importância.

Além do governo, o PMDB combate a pretensão: “O PMDB elegeu 79 deputados contra os 34 deles e a maior bancada do Senado – 20 senadores – contra 3 do PSB”, rebate o futuro presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), lembrando o poder de fogo do partido nas votações.

Por trás da resistência do governo em conceder os três ministérios está a meta ainda não abandonada de fazer do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) titular do futuro ministério da Pequena e Microempresa, dando assento no Senado ao seu suplente, o atual presidente do PT, José Eduardo Dutra (SE), que seria importante liderança na defesa do governo.

Se a estratégia vingar e o PSB for atendido, seriam quatro as pastas para a legenda. O mais irônico é que Valadares,  pelas circunstâncias, o único garantido até o final do governo, recusou a proposta.

Mas o plano do governo está apenas adiado: até o carnaval espera ter convencido Valadares.