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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
sexta-feira 19/12/14 19:01

Expectativas confirmadas

A se confirmar no curso do inquérito a ser aberto pelo Supremo Tribunal Federal o envolvimento dos parlamentares citados pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, publicados hoje com exclusividade pelo jornal O Estado de S.Paulo, tem-se, pelo menos, um problema já para o futuro ministério da presidente Dilma Rousseff, e um caminhão de dramas para PT , PMDB e PP.

 O ainda presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que rejeita o ministério da Previdência, que seu partido ...

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segunda-feira 15/12/14 14:43

Com a Petrobras no colo

A comprovação de que a presidente da Petrobras, Graça Foster, teve conhecimento das irregularidades ocorridas na empresa quando diretora executiva, leva novamente a crise da estatal para dentro do Palácio do Planalto e submete a presidente Dilma Rousseff à pressão pela mudança da diretoria.

O desgaste é maior quando se sabe que a própria Graça Foster já sugeriu a Dilma a substituição de toda a diretoria, ela inclusa, por compreender que foram perdidas as condições políticas para sua permanência. ...

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quinta-feira 11/12/14 20:00

Ressalvas investigadas

A aprovação das contas de campanha da presidente Dilma Rousseff pelo Tribunal Superior Eleitoral, não se traduz necessariamente por uma página virada nesse caso. Aprovação de contas de campanha com ressalvas é comum e geralmente não constitui problemas para os partidos e candidatos. As ressalvas , mais das vezes, se referem a imperfeições toleráveis e, especialmente em 2014, se justificam pela aplicação de regra nova que impõe a prestação de contas parcial. Esta, se caracteriza pela alimentação de documentação contábil contínua ...

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sexta-feira 05/12/14 17:22

Oportunidades da crise

O governo logrou a aprovação da anistia da meta fiscal, a duras penas, mas a oposição também conseguiu alcançar seu objetivo de impor imenso desgaste político à presidente Dilma Rousseff, ajudada pelo PMDB que deu a maioria que lhe faltava enquanto executava sua estratégia de pressionar o Planalto.

O assunto ganhou visibilidade nacional , assim como a leitura de calote que a oposição conseguiu agregar ao projeto. Na volta mesmo do Congresso Nacional, na madrugada de hoje, era possível a muitos atores secundários da votação constatar que não há motorista de táxi que tivesse interpretação diferente que a disseminada pela oposição para o episódio.

Os telejornais cuidaram de explicar didaticamente o tema, de alguma complexidade econômica e pontuado por terminologias distantes do cotidiano da maioria das pessoas, traduzindo-o em uma conta de assimilação ginasiana.

Ao governo não restava alternativa senão cruzar o rubicão, que implicou o reconhecimento da impossibilidade de cumprir metas que ele próprio estipulara, passando um atestado público de má gestão – de resto, amplamente consolidada na opinião pública, diante das contradições entre o dioscurso de campanha e o dia seguinte à reeleição de Dilma Rousseff.

Não há dúvida para ninguém que o país está com a economia estagnada, as contas públicas destroçadas, investimentos paralisados, crescimento quase zero e que esse conjunto desanimador não pode ser atribuído a uma crise externa.

Ajuda essa última percepção o avassalador avanço das investigações que desnudam um esquema de corrupção de volume ímpar no país, em que um gerente de terceiro escalão da Petrobras se compromete a devolver 100 milhões de dólares.

O cidadão começa a fazer contas e a estabelecer a linha lógica de raciocínio entre corrupção de Estado e ineficiência de gestão, equação que explica a deterioração dos serviços públicos em contrapartida a uma carga tributária altíssima e corrosiva.

Mesmo assim, o PT ainda sonha em voltar a viver perigosamente, estimulando a ideia de que o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tem prazo de vida no governo, no qual ficaria tempo suficiente para consertar os erros, assumindo o ônus das medidas recessivas.

Pode-se deduzir por pensamentos manifestados por alguns integrantes do partido que a guinada ortodoxa de Dilma tem prazo de validade, estimado em dois anos , ou pouco mais, tempo que se calcula para repor a economia nos trilhos.

Cumprida essa etapa, voltaria o discurso e a prática anteriores para viabilizar a candidatura do ex-presidente Lula em 2018, que se vitoriosa completaria o ciclo de 20 anos de poder petista. É uma nova ilusão, mas com riscos concretos de se levar o país à bancarrota.

A presidente Dilma ainda não deu os sinais necessários para tirar a nomeação de Joaquim Levy do plano da dúvida quanto à sua continuidade como modelo permanente para a economia. A dúvida do mercado em relação ao assunto é alimentada pelas versões como a do líder do PT, Humberto Costa (PE), que dão à nomeação de Levy caráter transitório (“é apenas uma etapa”).

A rigor, a presidente perde a oportunidade de enfrentar o fisiologismo de sua amplíssima base de sustentação no Congresso, ao manter o número de 39 ministérios como base mpara as negociações políticas em troca do apoio parlamentar.

O governo estimula a argumentação de que o número de Pastas, considerando as várias secretarias que têm status de ministério, mas estruturas simples, não é fator essencial no contexto do gasto público, o que orçamentariamente pode até fazer algum sentido.

Mas o nefasto é o que sinaliza e propicia estrutura tão grande. Sinaliza para um modelo de fartura, em época de incontornável austeridade, e propicia gastos fora do interesse público, para abrigar conveniências de uma constelação partidária que vai a 30 legendas, da qual se extraem apenas seis ou sete com legitimidade de representação, configurando uma maioria que se dedica tão somente à extorsão política.

Terá uma nova oportunidade a presidente da República de promover mudança também nesses critérios, quando desabar sobre o Congresso Nacional o telhado de concreto construído pela aliança mafiosa entre construtoras e os partidos da base de sustentação de seu governo.

 Se tomados por verdadeiros os frequentes sinais da presidente de que o sistema a torna refém – e a qualquer outro – da chantagem política de um universo de 30 partidos – que, teoricamente, impõe a submissão à vontade dos três maiores para fazer valer a força do governo -, a reforma política é a saída, ainda que nem precise se dar em toda a extensão ideal.

 Pois o quadro que advirá das investigações da Petrobrás oferece a oportunidade histórica de somar esses cenários fragmentados em um movimento que possa alterar o contexto nocivo atual. Desde que a presidente se disponha a liderar a reforma em bases plurais ao invés de fazer coro a mudanças sectárias que interessam apenas ao PT.

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quarta-feira 03/12/14 16:30

Reconhecimento terceirizado

Se a nomeação de um ministro da Fazenda de linhagem tucana para executar um programa de ajuste fiscal ganhou o sentido figurado de uma carta aos brasileiros da gestão Dilma Rousseff, , agora o país ganha a versão escrita da presidente para seu compromisso com o modelo ortodoxo que classificara de "rudimentar" quando na Casa Civil do seu antecessor, Lula. A exemplo do que ocorrera no anúncio oficial da nomeação de Joaquim Levy na Fazenda, a leitura da ...

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segunda-feira 01/12/14 17:39

A Ficha Limpa II

A presidente Dilma retoma hoje as negociações pela aprovação do projeto que anistia o governo da meta de superávit que não poderá cumprir em 2014. Tem contra si as urgências recíprocas de governo e do Parlamento – ambos com pressa para fechar as contas e garantir nomeações para o ministério, respectivamente.

Ao governo, em face das investigações da Petrobras que prometem desarticular a base aliada no Congresso, o mais prudente é esperar pelo fim do segredo de justiça que ...

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quinta-feira 27/11/14 16:16

Um Congresso constrangido

Paralisadas pela apreensão com as investigações na Petrobras, que deve envolver parcela expressiva de parlamentares, as negociações em torno eleições legislativas de fevereiro de 2015 desenvolvem-se de forma tímida nos bastidores.

De forma explícita, apenas a candidatura na Câmara, do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ) aparece no cenário político, mesmo assim, sem que o partido a formalize. Cunha trabalha para torná-la incontornável, ampliando os apoios em outras legendas e entusiasmando o chamado baixo clero.

Nesse contexto, governo e ...

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quarta-feira 26/11/14 11:30

Governo tem a iniciativa

  O governo parece ter logrado êxito na tarefa de desobstruir a pauta de vetos presidenciais para abrir caminho à votação do projeto que o desobriga da meta de superávit este ano. Ainda em fase de apuração ontem à noite, já que a votação foi por cédula, a conquista de quorum é que se materializa como vitória do Planalto. Na questão dos vetos propriamente dita, não há derrota na eventual derrubada de alguns. Estimava-se que dois vetos cairiam, ambos previsíveis sobre temas ...

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terça-feira 25/11/14 16:00

Recuo improvável

A presidente Dilma Rousseff atravessa agora a etapa da reação da base aliada, mais especificamente do PT e do PMDB, às nomeações não anunciadas oficialmente, mas confirmadas extra-oficialmente, para a área econômica e do ministério da Agricultura para seu segundo mandato.

São reações esperadas, talvez mais aguerridas pela falta de aviso pévio da presidente. O que sinaliza também para a orientação aplicada a essa etapa: são nomes que ela não admite discutir no contexto das negociações para ocupação do ...

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