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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
terça-feira 21/10/14 17:10

A tensão por trás do destempero de Lula

Não é mais apenas pela presidente Dilma o empenho de seu padrinho, Lula, na campanha nessa reta final, em que o ex-presidente foi além de todos os limites em seu discurso em Minas, repetição daquele feito no Pará, em que classificou o adversário de "bêbado". Em Minas, Lula promoveu a leitura de uma carta de uma psicóloga que afirma ser Aécio Neves um candidato que maltrata as mulheres, uma manobra para reforçar uma versão corrente ...

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segunda-feira 20/10/14 17:00

Vaccari, novo calcanhar de Aquiles

O debate de ontem na TV Record, como já comentado nos principais jornais de hoje, distinguiu-se dos anteriores pela súbita renúncia dos candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves aos ataques pessoais , de parte a parte.

As dúvidas são se o enfrentamento de ontem, com mais conteúdo programático, foi satisfatório sobre esse aspecto, e se a decisão de abandonar o pugilato se repetirá no próximo debate, na TV Globo, cujo índice de audiência se prevê maior por ser o ...

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sexta-feira 17/10/14 16:06

A política de guerrilha

Candidatos à reeleição estão mais expostos que seus desafiantes porque ambos – situação e oposição – discorrem sobre a chamada “obra feita”, expressão utilizada habitualmente como síntese da gestão que está submetida à avaliação do eleitor.

Parte significativa do êxito de um candidato à reeleição está na razão direta de suas realizações, e vice-versa, em uma relação que determina o índice de aprovação de seu governo. No caso da presidente Dilma Rousseff, esse índice é baixo – de 37% ...

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quarta-feira 15/10/14 17:47

Um debate sem vencedor

Se considerada a meta comum aos dois candidatos que disputam a Presidência da República, de capturar votos de indecisos e daqueles dispostos a anularem os seus, o debate de ontem na TV Bandeirantes não acrescentou capital a Aécio Neves e Dilma Rousseff.

O debate reviveu a intensidade da disputa política entre PSDB e PT mesclando a paternidade do bolsa-família, comparações entre as economias nos respectivos governos e alternado troca de acusações de corrupção.

A temperatura foi alta, refletindo o clima perceptível nas redes sociais, o que talvez se esgote nesse primeiro confronto. Uma platéia qualificada reunida por este blog para assistir ao debate, com simpatizantes de ambos os lados, concluiu que quem votou em Dilma e Aécio no primeiro turno, manterá seu voto.

Falta, portanto, saber quem alcançará maior êxito na pescaria dos votos disponíveis que decidirão o segundo turno. Por ora, pelo debate, não há esse vencedor. Mas vale uma abordagem de aspectos com potencial para definir o pleito.

A candidata Dilma Rousseff leva desvantagem na economia e na corrupção, porque fazem parte do presente. Para defender-se das denúncias relativas à Petrobrás, recorre a um passado já distante, no governo dos tucanos nos anos noventa.

Mas o escândalo da Petrobrás se desenha insuperável em sua dimensão histórica com danos que já autorizam uma previsão de grave cenário institucional após as eleições. É um raio que desce na campanha com a força de sua atualidade.

Da mesma forma, a economia é agenda de hoje e resultado de um partido que está há 12 anos na gestão do país. Recorrer aos anos noventa não sensibiliza uma parte do eleitorado que desconhece o cenário de época.

Aécio Neves tem em Minas seu ponto mais vulnerável. Não pelos resultados de seu governo, que são bons, o que a eleição qualificada do ex-governador Antonio Anastasia para o Senado atesta. Mas pela sua derrota pessoal para o governo estadual. Não por acaso, a candidata do PT deu ênfase a esse ponto no debate.

Não se fala na disputa presidencial no Estado, porque há um segundo turno com indicação de reversão a favor de Aécio. Mas também a vitória de Dilma no primeiro turno em Minas, sinaliza para dificuldades do senador em seu território político e abre brecha para que se vincule esse resultado ao seu governo.

A eleição de Anastasia, como se deu, desmente a tese, mas em debate isso é secundário. Importa, nesse caso, a derrota eleitoral imposta pelo eleitor mineiro, reduzindo a força dos números positivos da gestão candidato.

Aécio também deixou de incluir no seu roteiro menção ao eleitor de Marina Silva, um acenbo necessário apesar de já se ter constatado que recebeu 64% de migração desse contingente. No entanto, é preciso afirmá-lo e tentar ampliar essa votação, trazendo ao debate o tema ambiental e a recíproca para o apoio da ex-senadora.

Há uma campanha do PT na esfera digital, de baixíssimo nível, difamatória e caluniosa, que se transferida para a agenda dos debates por Dilma poderá ter efeito contrário ao pretendido. Multiplicam-se textos, ilustrações montadas e versões falsas que atribuem ao candidato desde o consumo de cocaína até relações com o tráfico e espncamento de uma mulher.

Excetuando-se esse roteiro, não há visível outra arma, uma carta na manga, que o governo possa tirar para enfrentar a desvantagem com o escândalo da Petrobrás. A começar pelo fato de que a oposição não tem qualquer mérito no levantamento desses casos: eles surgem pela via judicial no momento em que mais se criticava a anemia oposicionista.

E é a via judicial que diferencia as denúncias feitas de parte a parte: o mensalão, que impôs expressiva perda de capital político ao PT, assim como a Petrobrás, seguiram caminhos judiciais sem que a oposição contribuísse para tal. Esperar que não explorasse os episódios politicamente não seria razoável.

Os casos que remetem ao PSDB não saíram do plano das denúncias, alguns em fase de investigação. O chamado “mensalão mineiro”, reproduz o do PT apenas no modelo, mas envolve um número bem menor de pessoas e está na esfera judicial.

O problema do PT não é o escândalo, mas a reação do partido, que tratou como heróis os condenados pelo esquema e investiu contra a Suprema Corte.  O episódio julgado pelo STF levou à cadeia dirigentes históricos do partido e essa era a dificuldade de enfrentar o escândalo. Ficou, poiis refém do mensalão por não repudiá-lo.

De qualquer forma, os índices das pesquisas e a inetnsidade da campanha mostram que essa é uma disputa renhida, voto a voto, que terá um desfecho com placar bastante apertado.

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sexta-feira 10/10/14 17:20

“Insinuações” explosivas

Embora o ex-presidente Lula se diga de “saco cheio” de denúncias contra o PT – forjadas segundo ele -, será preciso mais que desabafos do gênero para enfrentar o enredo da Petrobrás, agora reforçado pela delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal e do doleiro Alberto Yousseff.

Não são mais rumores sobre os descaminhos na Petrobrás, que circulam desde o segundo mandato do ex-presidente e que gerou uma frustrada CPI para apurá-los, em 2009. Trata-se de delação ...

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quarta-feira 08/10/14 12:23

A metáfora de Marina

Hoje e amanhã se desenvolvem as negociações em torno do apoio de Marina Silva a Aécio Neves, que se dividem entre a candidata derrotada no primeiro turno e o PSB, pelo qual concorreu à presidência da República. Podem , portanto, surgir duas decisões.

É mais provável, pelo que se apurou até aqui, e pelo que determina a lógica, que o apoio de Marina seja dado ao candidato do PSDB, o que já não se pode afirmar, pelo menos integralmente, ...

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segunda-feira 06/10/14 19:19

O fator Marina

Os primeiros movimentos após o primeiro turno indicam o apoio de Marina Silva ao candidato do PSDB, Aécio Neves, não obstante a divisão do PSB em relação ao tema, do que é a ponta mais visível o presidente em exercício da legenda, Roberto Amaral.

Amaral impôs a eleição interna no PSB para ser confirmado na presidência do partido, que exerce interinamente desde a morte de Eduardo Campos.

Seu movimento nesse sentido, em plena disputa do primeiro turno, foi interpretada ...

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quarta-feira 01/10/14 17:47

No segundo turno

O resultado das últimas pesquisas Ibope e Datafolha determinam que a reta final da campanha se concentrará na disputa do segundo lugar, entre Aécio Neves e Marina Silva, agora ambos com chance de chegar ao segundo turno. O índice de Dilma Rousseff, de 40%, desautoriza a previsão de vitória no primeiro turno, como chegou a cogitar o PT. Marina sofre, de fato, uma desidratação considerável e, não fosse a exiguidade de tempo, já poderia ser considerada fora ...

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quarta-feira 01/10/14 12:51

Levando na conversa

Colecionar as frases da candidata Dilma Rousseff nessa reta final de campanha pode ser um bom exercício sobre o pensamento político da presidente que se candidata à reeleição. Desde seu conceito sobre o ilimitado domínio do poder Executivo até o de programa de governo.

Em duas ocasiões recentes – com intervalo de menos de 24 horas – a presidente considerou a Polícia Federal um feudo do governo – e não um órgão de Estado -, e ensinou como o ...

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