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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
segunda-feira 31/03/14 15:30

CPI é primeiro palanque da eleição

A CPI da Petrobrás, cujo pedido de instalação deve ser lido em plenário amanhã, promete   ser daqui em diante o palanque principal da campanha eleitoral,  onde oposição e PT  se enfrentarão. O esforço do governo para evitá-la parece ter chegado ao fim, ainda que assinaturas de apoio possam ser retiradas até que o pedido vá a plenário. Mesmo o governo, porém, é cético quanto a isso. O que se desenha para os próximos dias é uma etapa preliminar em que o PT ...

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domingo 30/03/14 16:48

Aécio forma comissão para escolher candidato no DF

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem estimulado o lançamento de candidaturas próprias nos estados. Porém, ele enfrenta uma situação inusitada no Distrito Federal, onde três nomes do partido postulam a indicação. No DF,  o partido já formou uma aliança com DEM, PPS e SDD (Solidariedade). Enquanto demistas e integrantes do SDD não possuem postulantes ao GDF, o PPS tem na deputada distrital Eliana Pedrosa uma pré-candidata. A intenção dos ...

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quinta-feira 27/03/14 14:33

O fim da ilusão de uma eleição fácil

A crise da Petrobrás, já com CPI encaminhada, e a queda significativa de 43% para 36% na aprovação de governo, confirmam a avaliação, mais de uma vez feita neste espaço, de que a reeleição não será uma cruzada fácil para a presidente Dilma Rousseff. Mais que difícil, é empreitada de risco que o governo negligenciou ao interpretar a aparente indiferença do eleitor com a sucessão de notícias negativas, como um sinal irreversível de vitória antecipada. A ponto de começar a acreditar ...

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quarta-feira 26/03/14 16:21

Marco Civil impôs ao governo a negociação que recusava

O governo deve o êxito da aprovação do Marco Civil da Internet à disposição que lhe foi arrancada pelo PMDB para negociar politicamente o conteúdo do projeto, a que se recusava preso a uma intransigência pessoal da presidente Dilma Rousseff.

Pouco afeita à negociação, acostumada no governo anterior, e neste, a uma relação impositiva com o Congresso, movida a cooptação, a presidente demorou a perceber que personalizar no líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), a insatisfação da bancada, foi um erro primário.

Serviu apenas para ampliar a liderança e a visibilidade de Cunha que cresceu com o debate direto travado com a chefe de governo. Ao pretender isolá-lo, Dilma acabou isolando a bancada do partido e parte da base formada por outras legendas, orientando suas ações por uma idiossincrasia pessoal.

O episódio é politicamente didático. No contexto das necessidades do governo, tornou-se subjetiva as avaliações sobre o caráter do líder do PMDB, ou de seu perfil pragmático, traduzido por muitos como fisiológico. Um filtro purista que, aplicado com rigor, resultaria em poucos interlocutores no Congresso.

O Marco Civil não perdeu seu conteúdo essencial e foi aprimorado ao reduzir o poder presidencial para a sua regulamentação, baseando-a no texto constitucional e ampliando o fórum que dela se encarregará, onde se inclui o Comitê Gestor da Internet.

Na versão original, o projeto estabelecia a regulamentação como prerrogativa presidencial a ser materializada por decreto. O mérito da resistência de Cunha, ainda que não por virtude, foi o de impor ao governo o ônus da negociação a que se negava.

Consolidou-se assim a votação como um raro momento de negociação política que deve reger naturalmente as relações entre Executivo e Legislativo. Os dois últimos grandes projetos que seguiram essa linha foram o do Código Florestal e o da reforma dos Portos, ambos com desfechos que não contemplaram integralmente a versão original do governo, mas que chegaram a uma conclusão por acordo de maioria.

A negociação é a essência da política e o regime de cooptação que vinha predominando sustentado pela popularidade de Dilma – e, antes, de Lula -, acabaram por inibi-lo, deformando o processo político.

Nada disso seria possível sem a avaliação popular dos governos, a mais contundente manifestada nos protestos de junho que reduziu à metade a aprovação da presidente, impondo-lhe o exercício da política, que publicamente rejeita.

A forte influência do perfil da presidente na condução dos negócios de governo também lhe custou o revés econômico com origem na desconfiança generalizada dos agentes econômicos, de que é retrato mais visível o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência Standard & Poors.

 

 

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quarta-feira 26/03/14 13:13

Rebaixamento é nota pelo conjunto da obra na economia

Não houve surpresa no mercado com o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência Standard & Poors – e, a rigor, nem para o governo, que se decepcionou apenas com a velocidade da decisão. Desejava-a para após as eleições, já que inevitável. A decisão da agência foi uma confirmação, o que explica a reação de aparente indiferença registrada pela leve subida da bolsa no mesmo dia do anúncio. O resultado já estava precificado, como se diz no jargão do ...

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segunda-feira 24/03/14 13:26

Petrobrás, ativo eleitoral transferido à oposição

O episódio da compra da refinaria de Pasadena é apenas o mais vistoso a integrar uma série gradual de ações do governo desastrosas para a Petrobrás, transferindo à oposição um ativo eleitoral que, em algum momento, pareceu consolidado para o PT. Além da refinaria do Texas há empreendimentos diversos que, na melhor hipótese, configuram um mau negócio. A refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco,  de empreendimento símbolo da política externa bolivariana de Lula, consolidou-se como um calote da Venezuela de U$ ...

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quinta-feira 20/03/14 16:30

Governo continua refém da instabilidade que criou

O adiamento da votação do Marco Civil, por ora previsto para terça-feira próxima, revelou o que se antecipou nesse serviço de análise política: as contas que entusiasmaram o governo a tentar votá-lo ontem não eram seguras. A investida do Palácio sobre o bloco rebelde, ainda que pudesse ser classificada de plenamente exitosa, não pôs fim à instabilidade na base de sustentação e não atingiu o PMDB. Os próprios líderes petistas têm se referido ao resultado da ação do Palácio sobre o bloco ...

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quarta-feira 19/03/14 07:00

Crise de energia já é ativo eleitoral da Oposição

A crise de energia, de gravidade dissimulada pelo governo, promete se transformar num dos principais flancos da presidente Dilma Rousseff na disputa eleitoral. Ainda explorada aquém de seu potencial negativo, é o primeiro fato concreto cujo efeito no bolso do consumidor já não pode ser maquiado. Embora os efeitos da má gestão não ocorram ainda este ano em que a eleição será realizada,  o  repasse para o eleitor da dívida gerada com o setor elétrico está anunciada pelo governo para 2015. ...

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terça-feira 18/03/14 14:01

Governo reduz risco na Câmara, mas crise com PMDB continua

Ao concluir a reforma ministerial com a posse ontem dos novos ministros, a presidente Dilma Rousseff  deu o desenho final no confronto com o PMDB, isolando não o líder do partido na Câmara, mas com ele, toda a bancada. Dilma fez a opção pelo atendimento aos partidos que integraram por curto espaço de tempo o chamado “blocão” que, além do PMDB incluiu PP, PR, Pros, PDT, e PTB , para ficar nos que têm real influência no processo legislativo. Da primeira tentativa ...

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