1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
segunda-feira 29/09/14 17:59

PT ainda está na pauta do PSB

A disputa interna no PSB, adiada para outubro, tem como pano de fundo a relação do partido com o PT, que precede a consolidação de Marina Silva como candidata à presidência da República. O fim da aliança entre socialistas e petistas em Pernambuco, interrompida com a eleição de Geraldo Julio para a prefeitura do Recife, abriu caminho para a candidatura presidencial de Eduardo Campos, à época contestada por setores do PSB e causa da saída do governador Cid ...

Ler post
quinta-feira 25/09/14 17:32

Na ONU, um país tão próspero quanto fictício

 

Mais grave que o uso da tribuna internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) como palanque para mensagens ao eleitorado brasileiro, é o conteúdo que a presidente-candidata Dilma Rousseff gerou para narrar as realizações de seu governo.

Dilma descreveu ao maior fórum mundial dos países o mesmo Brasil que levou à piada de campanha em que o sonho de consumo do contribuinte é “morar na propaganda do PT”. Para dentro, pode ser que o discurso atenda ao objetivo de ...

Ler post
terça-feira 23/09/14 14:44

Queda de Marina não altera dificuldades do governo

A campanha da candidata Dilma Rousseff segue aparentemente imune às sucessivas demonstrações de erros de gestão, maquiagem de números e reafirmação da corrupção que têm marcado o governo no último ano do mandato em que busca a reeleição.

Por imune, leia-se a permanência da candidata no patamar de 36% das intenções de voto, com oscilações de alta dentro da margem de erro e retorno frequente ao que parece ser o seu piso nessa disputa, reafirmado mais uma vez pela ...

Ler post
segunda-feira 22/09/14 20:23

Saulo Queiroz: O desafio de Aécio é monumental

 

Em artigo para este blog, antecipado à tarde para os assinantes do Broadcast Político, da  Agência Estado, o Secretário Geral do PSD, Saulo Queiroz,  analisa o cenário eleitoral a 13 dias da votação que determinará o futuro presidente da República.

Reconhecido como um dos políticos que traduz com mais realismo e precisão os números das pesquisas, pela longa experiência e conhecimento que detém dos partidos e dos cenários regionais, Saulo considera difícil a virada do candidato Aécio Neves – mas não impossível.

Ele considera difícil a vitória da presidente Dilma Rousseff, mas  alerta para a necessidade de Marina Silva construir uma composição política que lhe assegure a vitória no segundo turno.  “A protagonista é ela”, diz.

 

NA RETA FINAL

“Não há diferenças substanciais entre os dados das pesquisas Ibope e Datafolha publicadas semana passada. Pelo contrário, as pequenas diferenças ficam na margem de erro de dois pontos. Os números têm provocado angústias generalizadas porque, aparentemente, indicam um quadro de indefinição quanto ao resultado final.

Evidentemente podem ocorrer mudanças no cenário nestes 13 dias finais de campanha, mas é pouco provável que mude o desenho de um segundo turno entre Dilma e Marina.

A reação de Aécio, tímida se considerarmos o pouco tempo restante, fica comprometida pelo seu desempenho em Minas, muito aquém da expectativa inicial, de pelo menos uma maioria em seu berço político.

Para entrar no páreo, com base na última pesquisa Datafolha, Aécio precisaria avançar pelo menos sete pontos, chegando a 24%. Como a posição de Dilma em torno de 35% é consolidada, porque o número se repete desde o início da campanha e guarda perfeita sintonia com a avaliação positiva do governo, também sempre em torno de 35%, não há possibilidade real de que ela caia ainda mais.

Por outro lado, como, estatisticamente, os votos brancos, nulos e indecisos devem se manter em um intervalo entre 10 e 12%, um avanço de 7% de Aécio só pode ocorrer com uma queda similar de Marina.

Como ela tem vantagem em todas as regiões, conforme o Datafolha, para uma posição de empate, Aécio teria que crescer de 9% para 18% no Norte, onde Marina tem 28%; de 8% para 20% no Nordeste, onde Marina tem 32%; de 20% para 26% no Sudeste, onde Marina tem 32%; de 23% para 27% no Centro-Oeste, onde Marina tem 31%; e de 22% para 24% no Sul, onde Marina tem 25%.

Convenhamos, senão impossível, é uma hipótese de baixíssima probabilidade. Às vezes nos atrapalhamos com esta informação porcentual, por isso vamos clarear: 7% representam todo o eleitorado do Centro-Oeste (DF, GO,MS e MT), algo em torno de 10 milhões de votos. Conforme o raciocínio anterior, de que o porcentual de Dilma está consolidado, Aécio terá que buscar esses 10 milhões de votos só no embornal da Marina. Muito complicado.

Vale, por isso, uma avaliação de potencial das duas candidatas na disputa de segundo turno, porque a lógica indica que é isso que irá ocorrer. Comecemos por Dilma. Primeira observação importante é distinguir a disputa em que não há um candidato à reeleição daquela em que um dos contendores busca a manutenção do poder. Neste caso, onde se encaixa Dilma, a escolha do eleitor tem um caráter plebiscitário: quero ou não quero que ela continue no cargo.

Normalmente, com a campanha na rua e, principalmente com o horário eleitoral, o julgamento do eleitor pode mudar, e quase sempre muda, favorecendo o candidato à reeleição, que tem oportunidade de mostrar seus maiores feitos para todo o público. Mas não foi bem o que aconteceu com a candidata Dilma até agora, o que sublinha seu alto índice de rejeição.

Desde as convenções seu desempenho nas várias listas do Ibope e Datafolha se manteve em uma variação pequena, entre 34 e 39%. Durante todo esse tempo cerca de 60% do eleitorado estão dizendo que não querem reeleger a presidente. É o caráter plebiscitário do qual falei acima.

Todavia na simulação de segundo turno contra Marina, Dilma tem avançado bem e os números já mostram uma situação de equilíbrio. Mas isso não basta para ganhar a eleição quando será necessário conquistar eleitores para chegar aos 50%.

O problema para Dilma é que para o segundo turno todas as variáveis lhes são desfavoráveis. Primeiramente, não há perspectivas de receber apoios de partidos que perdem no primeiro turno, caso de PSDB, DEM e PTB, que tenderão a caminhar com Marina.

Em segundo lugar os resultados das eleições estaduais favorecem Marina, senão vejamos: No Rio Grande do Sul, haverá segundo turno entre Ana Amélia e, provavelmente, Tarso Genro. Por conta da polarização natural, Ana Amélia, em nítida vantagem, deve apoiar Marina.

No Paraná, existe a perspectiva de Beto Richa vencer no primeiro turno, devendo apoiar Marina no segundo. Em Santa Catarina, Raimundo Colombo deve também vencer no primeiro turno e apoiará a reeleição da Presidente no segundo turno.

No Sudeste, o PT deve ganhar no primeiro turno em Minas e o PSDB em São Paulo. Em Minas, no segundo turno Marina poderá contar com o PSDB de Aécio, o que poderia equilibrar a disputa e, em São Paulo, com o desempenho frágil do PT e o distanciamento de Paulo Skaf, se houver empenho do PSDB, Marina pode consolidar uma grande vantagem.

O segundo turno na eleição do Rio, entre Garotinho e Pezão, não ajuda Dilma, porque Pezão é favorito e não deverá se empenhar pela reeleição da presidente. No Espírito Santo, Paulo Hartung se elege no primeiro turno e para o segundo Dilma praticamente não terá ninguém, como não tem agora.

No Nordeste os adversários de Dilma nos dois maiores colégios eleitorais, Bahia e Pernambuco, devem vencer no primeiro turno e poderão atuar no segundo, com muita força, de forma a reduzir ainda mais a vantagem da presidente hoje na região, que é de apenas 13% (53 a 40%). Nos demais Estados, o resultado do primeiro turno não irá mudar o cenário favorável a Dilma, que ganhará em todos eles.

No norte o quadro é muito favorável para a presidente, porque nos três principais Estados – Pará, Amazonas e Tocantins, a eleição deverá se resolver no primeiro turno, elegendo governadores da campanha de Dilma, de forma que no segundo turno ela manterá nítida vantagem, bom acima de 60% dos votos válidos.

No Centro Oeste, a vantagem de Marina no segundo turno deverá ser ampliada, porque, exceção de Mato Grosso do Sul, seus parceiros que disputarão o governo terão desempenho nitidamente superior no segundo turno, como mostram pesquisas de Mato Grosso, Distrito Federal e Goiás.

Quanto a Marina, aparentemente entra no segundo turno agregando duas vantagens importantes: a simetria no horário eleitoral e o possível apoio de partidos políticos importantes, mal sucedidos no primeiro turno, caso de PSDB e DEM, mas com vitórias importantes no primeiro turno na eleição de governador, casos de São Paulo, Paraná e Bahia.

Depois, a oportunidade de, com tempo de televisão reforçado, poder realmente dizer ao País o que pretende. Nessa hora, lhe será vital exibir disponibilidade de quadros confiáveis, ampliados com a natural migração para seu time de pessoas de alta confiabilidade, técnica e acadêmica, hoje com manifesta preferência por Aécio.

Esta será a questão vital para seu sucesso. Neste final de primeiro turno, por conta de equívocos que se repetiram, seus adversários estão conseguindo desqualificar seu preparo para o cargo e a impossibilidade de atrair quadros competentes para compor seu governo e garantir maioria confiável no Congresso.

Se quiser ganhar a eleição, ela terá que desmistificar, com ações concretas, estas duas questões. Para tanto terá que sentar na mesa com os naturais parceiros políticos de seu possível mandato e tentar compor uma proposta de governo comum, eliminando os temores de posições dogmáticas que assustam parcela racional da opinião pública, e demonstrando, ao mesmo tempo, que poderá ter um relacionamento de qualidade com o poder legislativo.

Em algumas questões terá, por isso, que arbitrar entre suas convicções pessoais e de seu partido e o senso comum da população e as regras da lei, como chamou a atenção essa semana Roberto Rodrigues para a relação com o Agronegócio.

Dependendo de como as coisas correrem no segundo turno, é perfeitamente possível que a vontade de mudar perca para o temor do imponderável.  A atriz principal desse filme se chama Marina Silva”.

 

 

Ler post
sábado 20/09/14 13:56

Pirataria movimenta valor igual ao quarto PIB da AL

O combate à pirataria no Brasil entrou na agenda dos candidatos como pauta para o futuro governo, qualquer que seja o resultado das eleições. O Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco) lançou um manifesto entregue aos candidatos , cuja síntese é um número assustador:  o mercado pirata no Brasil  causou um prejuízo de R$ 30 bilhões à indústria em um ano. A Etco e o Fórum Nacional de Combate à Pirataria (FNCP) pedem o comprometimento do futuro governo com a causa ...

Ler post
quinta-feira 18/09/14 17:00

Uma pesquisa essencial

É grande a expectativa dos três principais candidatos à presidência, especialmente de Aécio Neves, com a pesquisa Datafolha com divulgação programada para amanhã. Menos com um novo crescimento do candidato do PSDB e mais pela simples confirmação dos números do Ibope desta semana que apontaram aumento de 4 pontos porcentuais em favor do tucano, com queda das suas adversárias.

A confirmação dos números pelo Datafolha será recebida pelo candidato como a afirmação de uma tendência de crescimento que, se ...

Ler post
segunda-feira 15/09/14 16:01

Teatro de Marionetes

A aplicação da lei da Ficha Limpa tem demonstrado que os candidatos impugnados mantêm-se na disputa através de familiares, na maioria das vezes as esposas, para exercer o cargo para o qual foram vetados de forma indireta.

É um truque que não encontra antídoto na legislação e que, na prática, burla o espírito do que pretendeu o legislador ao aprovar a restrição a quem já registra uma condenação por colegiado, ou seja, em segunda instância.

O recurso tem sido ...

Ler post
sexta-feira 12/09/14 20:00

O silêncio sintomático do BC

O debate em torno da autonomia do Banco Central ainda permanece na pauta a merecer a abordagem de aspectos que, por mais mencionados, impõem ênfase. Nessa discussão, soa estranho, para empregar uma avaliação elegante, o silêncio da própria instituição a respeito.

É sintomática a coincidência entre o debate que se trava no âmbito da campanha e a queixa-crime que a área jurídica do banco tentou contra o economista Alexandre Schwartsman, por ter criticado a gestão do presidente Alexandre Tombini.

Ler post

quinta-feira 11/09/14 12:47

BC, sem autonomia e autoritário

Se pretendia rechaçar a leitura de um Banco Central subordinado politicamente ao governo, a área jurídica da instituição provocou efeito diametralmente oposto ao entrar com queixa-crime contra o economista Alexandre Schwartsman, seu ex-diretor, por criticar a gestão atual de Alexandre Tombini.

Foi uma reação das mais autoritárias, com o objetivo de punir a crítica, elevada ao grau da quase insanidade ao defender a tese de difamação contra pessoa jurídica. Por ela, além de pessoas físicas, o cerceamento à crítica ...

Ler post