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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
terça-feira 23/09/14 14:44

Queda de Marina não altera dificuldades do governo

A campanha da candidata Dilma Rousseff segue aparentemente imune às sucessivas demonstrações de erros de gestão, maquiagem de números e reafirmação da corrupção que têm marcado o governo no último ano do mandato em que busca a reeleição.

Por imune, leia-se a permanência da candidata no patamar de 36% das intenções de voto, com oscilações de alta dentro da margem de erro e retorno frequente ao que parece ser o seu piso nessa disputa, reafirmado mais uma vez pela ...

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segunda-feira 22/09/14 20:23

Saulo Queiroz: O desafio de Aécio é monumental

  Em artigo para este blog, antecipado à tarde para os assinantes do Broadcast Político, da  Agência Estado, o Secretário Geral do PSD, Saulo Queiroz,  analisa o cenário eleitoral a 13 dias da votação que determinará o futuro presidente da República. Reconhecido como um dos políticos que traduz com mais realismo e precisão os números das pesquisas, pela longa experiência e conhecimento que detém dos partidos e dos cenários regionais, Saulo considera difícil a virada do candidato Aécio Neves - mas não ...

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sábado 20/09/14 13:56

Pirataria movimenta valor igual ao quarto PIB da AL

O combate à pirataria no Brasil entrou na agenda dos candidatos como pauta para o futuro governo, qualquer que seja o resultado das eleições. O Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco) lançou um manifesto entregue aos candidatos , cuja síntese é um número assustador:  o mercado pirata no Brasil  causou um prejuízo de R$ 30 bilhões à indústria em um ano. A Etco e o Fórum Nacional de Combate à Pirataria (FNCP) pedem o comprometimento do futuro governo com a causa ...

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quinta-feira 18/09/14 17:00

Uma pesquisa essencial

É grande a expectativa dos três principais candidatos à presidência, especialmente de Aécio Neves, com a pesquisa Datafolha com divulgação programada para amanhã. Menos com um novo crescimento do candidato do PSDB e mais pela simples confirmação dos números do Ibope desta semana que apontaram aumento de 4 pontos porcentuais em favor do tucano, com queda das suas adversárias.

A confirmação dos números pelo Datafolha será recebida pelo candidato como a afirmação de uma tendência de crescimento que, se levá-lo aos patamar dos 25% em curto prazo, pode reinserí-lo na disputa de forma competitiva.

A convicção do PSDB – e preocupação do PSB -, é que Marina estacione ou caia ainda mais em contraste com o avanço de Aécio. Estaria configurado um cenário de resgate do eleitor tucano que fluiu para Marina por vê-la com maiores chances de derrotar o PT, o que agora não se mantém com a mesma força de antes.

Os ataques a Marina por parte da candidata governista, embora eficientes para produzir uma queda em seus índices, não foi bom para Dilma Rousseff, que também caiu. A reação de Marina, combinando vitimização com tristeza pelas críticas do ex-presidente Lula, a identificou com o PT, respaldando a campanha de Aécio na sua tentativa de mostrar que ela mantém afinidade ideológica com o partido.

Alcançado o patamar entre 23 e 25% por Aécio, avaliam os tucanos que na semana seguinte esse fluxo aumenta criando uma reação do candidato na reta final da campanha. Em tal contexto, a estrutura partidária do PSDB passa a fazer diferença na disputa em relação a Marina, cujo PSB é bem mais frágil e menos influente n os cenários regionais.

A rigor, é uma aposta na redução do aspecto emocional que alavancou a candidatura de Marina após a morte trágica do ex-governador Eduardo Campos, titular da chapa então. Os debates e a luta renhida com Dilma humanizaram a candidata, desmistificando a personagem, para o que contribuiu também o noticiário sobre as irregularidades na operação de fretamento do avião que causou a morte do ex-governador de Pernambuco.

O episódio do aluguel do avião, que até hoje embaraça o PSB, apressou o fim do impacto causado pela morte de Campos. O ex-governador não tinha ainda uma biografia política que a morte transformasse em mito, mas a tragédia poderia gerar esse efeito com prazo de validade.

A dinâmica da campanha antecipou esse prazo e Campos permanece como elemento impulsionador apenas no seu Estado, Pernambuco, como mostra a reviravolta na disputa, em que seu candidato, Paulo Câmara, já passou à frente do rival Armando Monteiro, um movimento com início claro após os rituais de despedida de Campos.

Essa oscilação nas pesquisas, aliada à temperatura da disputa, com todos os ingredientes envolvidos – da corrupção na Petrobrás, à morte de um candidato -, em um clima de profunda insatisfação do eleitorado com a inércia dos atores políticos, dá à campanha uma imprevisibilidade grande, apesar de estar em seu estágio final.

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quarta-feira 17/09/14 16:34

Censura: casos iguais, sentenças opostas

Chamou a atenção no episódio de censura à revista “Isto É”, a simultaneidade entre a decisão da justiça de primeira instância cearense ,e outra, do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, que no mesmo dia liberou o site Consultor Jurídico da proibição de divulgar a condenação de atores de um espetáculo teatral.

As duas sentenças interpretam de forma oposta a publicação de informações sobre segredo de justiça. Enquanto a magistrada cearense Maria Marleide Queiroz justificou a decisão ...

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segunda-feira 15/09/14 16:01

Teatro de Marionetes

A aplicação da lei da Ficha Limpa tem demonstrado que os candidatos impugnados mantêm-se na disputa através de familiares, na maioria das vezes as esposas, para exercer o cargo para o qual foram vetados de forma indireta.

É um truque que não encontra antídoto na legislação e que, na prática, burla o espírito do que pretendeu o legislador ao aprovar a restrição a quem já registra uma condenação por colegiado, ou seja, em segunda instância.

O recurso tem sido ...

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quinta-feira 11/09/14 12:47

BC, sem autonomia e autoritário

Se pretendia rechaçar a leitura de um Banco Central subordinado politicamente ao governo, a área jurídica da instituição provocou efeito diametralmente oposto ao entrar com queixa-crime contra o economista Alexandre Schwartsman, seu ex-diretor, por criticar a gestão atual de Alexandre Tombini.

Foi uma reação das mais autoritárias, com o objetivo de punir a crítica, elevada ao grau da quase insanidade ao defender a tese de difamação contra pessoa jurídica. Por ela, além de pessoas físicas, o cerceamento à crítica ...

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quarta-feira 10/09/14 20:00

O BC , à semelhança do PT

Se pretendia rechaçar a leitura de um Banco Central subordinado politicamente ao governo, a área jurídica da instituição provocou efeito diametralmente oposto ao entrar com queixa-crime contra o economista Alexandre Schwartsman, seu ex-diretor, por criticar a gestão atual de Alexandre Tombini.

Foi uma reação das mais autoritárias, com o objetivo de punir a crítica, elevada ao grau da quase insanidade jurídica ao defender a tese de difamação contra pessoa jurídica. Por ela, além de pessoas físicas, o cerceamento à ...

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quarta-feira 10/09/14 15:04

De medos e esperanças

Embora haja expectativa quanto à nova pesquisa Datafolha que deverá ser divulgada no final da tarde de hoje, parece definido que a presidente Dilma Rousseff tem um teto mínimo estabelecido, um eleitorado cristalizado que permanece fiel ao governo, só abalável se mais vazamentos da investigação sobre a Petrobrás, muito graves, vierem à tona.

Isso pode explicar a opção do candidato do PSDB, Aécio Neves, de aumentar o tom das críticas à ex-senadora Marina Silva, que ocupou o lugar que ...

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